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Sobre a História: A Princesa na Colina de Vidro é um Folktale de norway ambientado no Medieval. Este conto Simple explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Será que o Gato de Botas, o herói improvável, conseguirá vencer a colina de vidro encantada e conquistar o coração de uma princesa?.
Era uma vez, em um pequeno reino aninhado entre as imponentes montanhas da Noruega, vivia um rei que tinha três filhos. O mais jovem chamava-se Botas, pois seus irmãos sempre o provocavam, dizendo que ele não servia para nada além de tirar as botas deles. O rei tinha uma filha bela, uma princesa de grande renome, e sua beleza era comparada apenas por sua sabedoria e graça. No entanto, o rei ainda não havia encontrado um pretendente digno para sua amada filha, e parecia que nenhum homem era corajoso ou capaz o suficiente para ganhar sua mão em casamento.
No coração do reino erguia-se uma colina de vidro imponente, uma maravilha cintilante que alcançava altas alturas no céu. A superfície era tão lisa e escorregadia que ninguém conseguia escalá-la. Diziam que a colina havia sido encantada por um feitiço antigo, e no topo exato sentava-se a princesa, em uma cadeira dourada, esperando por aquele que pudesse alcançá-la. O rei decretou que quem conseguisse escalar a colina de vidro e alcançar a princesa se casaria com ela e herdaria metade do reino.
Muitos homens valentes de longe e de perto vieram tentar a sorte, mas nenhum teve sucesso. Seus cavalos escorregavam e caíam, suas espadas eram inúteis, e seus espíritos se quebravam. A colina de vidro permanecia intransponível, e a princesa permanecia sozinha, observando de seu assento dourado, com o coração ficando mais pesado a cada tentativa fracassada.
Um dia, o rei anunciou que haveria três chances para qualquer cavaleiro corajoso tentar ganhar a mão da princesa. Essas tentativas ocorreriam ao longo de três dias, e quem conseguisse subir a colina e pegar as três maçãs douradas da mão da princesa provaria ser digno de se casar com ela.
Aconteceu que, na véspera desse grande evento, os três filhos do rei estavam ocupados se preparando para testemunhar o espetáculo. Os dois irmãos mais velhos, orgulhosos e vaidosos, passavam horas cuidando de seus cavalos e polindo suas armaduras. Botas, o mais jovem, sentava-se quieto perto da lareira, pois sabia que ninguém acreditava que ele pudesse realizar qualquer coisa. — Por que você está sentado aí como um inútil? — zombou seu irmão mais velho. — Certamente, você não está pensando em tentar a sorte na colina de vidro! Botas não disse nada e continuou a olhar para as chamas, profundamente pensativo. Apesar das provocações de seus irmãos, Botas tinha um coração bondoso e, embora não tivesse uma armadura brilhante ou um grande corcel, ele acreditava que havia mais na vida do que aparências exteriores. Com a chegada do primeiro dia do desafio, Botas decidiu visitar um velho que vivia à beira do reino. Esse homem era conhecido por sua sabedoria e havia ajudado muitos em tempos de necessidade. O velho cumprimentou Botas com bondade e ouviu sua história. — Você realmente deseja escalar a colina de vidro e ganhar a princesa? — perguntou o velho, com os olhos brilhando de compreensão. — Eu desejo — respondeu Botas. — Mas não tenho cavalo, nem armadura, e nem ideia de como poderia ter sucesso. O velho sorriu e convidou Botas a segui-lo. Atrás de sua modesta cabana estava um belo cavalo manchado, elegante e forte. Seus olhos brilhavam com inteligência, e ele relinchou suavemente ao ver Botas. — Pegue este cavalo — disse o velho. — Ele lhe servirá bem. Mas lembre-se, coragem e bondade são suas maiores armas, não a armadura ou a força. Botas agradeceu ao velho e montou no cavalo, sentindo uma onda de confiança que nunca havia conhecido antes. Ele cavalgou em direção à colina de vidro, com o coração batendo forte de excitação e medo. No primeiro dia, uma grande multidão se reuniu ao redor da base da colina de vidro, observando enquanto cavaleiros de terras distantes se preparavam para tentar a sorte. A princesa, sentada no topo da colina, segurava a primeira das três maçãs douradas em sua mão delicada. O mais velho dos irmãos de Botas, vestido com uma armadura brilhante, montou em seu cavalo e carregou-se contra a colina. Seu corcel fez um esforço valente, mas escorregou e tropeçou quando os cascos não conseguiram ganhar tração na superfície de vidro. O cavaleiro e seu cavalo tombaram, para a diversão da multidão. Botas observou de longe, esperando sua vez. Finalmente, quando o sol começou a se pôr no céu, ele impulsionou seu cavalo para a frente. Seus irmãos zombaram, convencidos de que ele estava prestes a se ridicularizar. Mas, para surpresa de todos, o cavalo de Botas não vacilou. A cada passo, parecia deslizar sem esforço pela íngreme colina de vidro. Botas prendeu a respiração enquanto se aproximavam do topo, onde a princesa o observava com olhos curiosos. Ele estendeu a mão, e a princesa sorriu, colocando a primeira maçã dourada em sua palma. A multidão ficou maravilhada ao ver Botas e seu cavalo descerem a colina, a maçã dourada brilhando na luz que se apagava. Seus irmãos ficaram sem palavras, suas expressões confiantes substituídas pela descrença. O segundo dia amanheceu, e o desafio recomeçou. Desta vez, os cavaleiros estavam mais determinados do que nunca, mas o resultado foi o mesmo. Seus cavalos tropeçaram, suas armaduras tilintaram, e eles não conseguiram subir nem metade da colina de vidro. Botas, por outro lado, montou novamente em seu cavalo mágico. Com graça e facilidade, eles subiram a colina, e Botas reivindicou a segunda maçã dourada da mão da princesa. Desta vez, a multidão irrompeu em aplausos, percebendo que o jovem que haviam subestimado poderia realmente ser o destinado a conquistar o coração da princesa. Seus irmãos, agora furiosos de inveja, tramaram arruinar suas chances. Eles não suportavam a ideia de que seu irmão mais novo acertasse onde eles haviam falhado. Mas Botas, alheio às suas maquinações, estava focado apenas na tarefa à frente. No último dia, a multidão estava ainda maior, e a tensão era palpável. Todos sussurravam animadamente sobre o jovem misterioso que já havia conquistado duas das três maçãs douradas. A princesa também sentia seu coração se aquecer de esperança enquanto aguardava seu retorno. Os irmãos de Botas, no entanto, estavam determinados a pará-lo. Tentaram roubar seu cavalo, mas ele era esperto demais para eles. Quando seus planos falharam, recorreram ao sabotagem, soltando as alças da sela e adulterando a rédea. Mas quando Botas montou em seu cavalo, o animal relinchou em segurança. Com uma mão firme e um coração calmo, Botas subiu a colina de vidro pela terceira e última vez. A multidão prendeu a respiração, observando maravilhada enquanto o jovem alcançava o topo, onde a princesa estava segurando a última maçã dourada. Com um sorriso, ela colocou a maçã em sua mão, e Botas soube que havia vencido não apenas o desafio, mas também o coração dela. De volta ao palácio, o rei estava exultante com o sucesso de Botas, embora seus dois filhos mais velhos estivessem cheios de inveja. Eles não suportavam a ideia de que seu irmão mais novo se casasse com a princesa e herdasse metade do reino. Assim, em sua inveja, tramaram arruinar Botas de uma vez por todas. Naquela noite, enquanto o reino celebrava a vitória, os dois irmãos encurralaram Botas nos estábulos. Eles o agarraram, o amarraram com cordas e o prenderam em um calabouço escuro, esperando mantê-lo escondido para sempre. No dia seguinte, os irmãos se apresentaram ao rei, cada um alegando ser o verdadeiro vencedor do desafio. A princesa, no entanto, conhecia a verdade e insistiu que foi Botas quem havia subido a colina e ganhado as maçãs douradas. — Meu coração pertence àquele que provou ser digno, não a mentirosos — declarou ela, com a voz cheia de determinação. Enquanto isso, o cavalo mágico não havia esquecido Botas. Sentindo seu desespero, o cavalo chutou a porta do calabouço, libertando-o de suas amarras. Botas, grato por seu leal companheiro, montou no cavalo e cavalgou até o palácio, determinado a revelar a verdade. Quando chegou, o rei estava em audiência, e seus dois irmãos estavam diante do trono, ainda reivindicando o crédito pela vitória de Botas. Mas no momento em que Botas entrou no salão, a multidão ficou em silêncio. — Eu sou quem subiu a colina de vidro e ganhou a mão da princesa — disse Botas calmamente. — Aqui estão as três maçãs douradas como prova. O rei, vendo a verdade inegável nas palavras de Botas e nas maçãs em suas mãos, ordenou que seus dois filhos mais velhos fossem banidos do reino. Eles haviam desonrado a família com suas mentiras e crueldade. Com os irmãos traiçoeiros fora de cena, o reino celebrou o triunfo de Botas. A princesa sorriu para ele com afeto genuíno, e o rei declarou que eles se casariam imediatamente. Botas, agora príncipe, encontrou-se vivendo a vida que nunca havia imaginado, repleta de amor, honra e felicidade. O casamento foi a celebração mais grandiosa que o reino já havia visto, com pessoas vindo de longe e de perto para testemunhar a união do valente príncipe e da bela princesa. A colina de vidro, antes símbolo de metas inatingíveis, agora permanecia como testemunho da coragem e perseverança de Botas. Botas e a princesa governaram o reino juntos com sabedoria e bondade, sendo amados por todos os seus súditos. O cavalo mágico permaneceu ao lado de Botas, um companheiro leal e amigo. E assim, a história da princesa na colina de vidro chegou ao fim, mas o legado de coragem, bondade e amor viveu para sempre. Com o passar do tempo, a colina de vidro tornou-se um lugar de lenda, onde crianças brincavam e sonhavam com aventuras. Botas e a princesa viveram longamente, felizes, e sua história foi contada por gerações, inspirando outros a acreditar que até os desafios mais impossíveis podem ser superados com coragem e coração. E assim, o reino prosperou sob seu governo, um lugar onde amor, justiça e bravura eram valorizados acima de tudo.Aventura Começa
Primeiro Dia
Segundo Dia
Terceiro Dia
A Inveja dos Irmãos
A Redenção de Botas
Felizes para Sempre
Epílogo