Tempo de leitura: 8 min

Sobre a História: A Lenda de Hórus é um Legend de egypt ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Good vs. Evil e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma batalha divina pelo futuro do Egito em uma luta épica entre a luz e a escuridão.
Nas antigas terras do Egito, onde as areias douradas se estendiam infinitamente sob o sol ardente e o sagrado Nilo fluía como uma linha vital pelo deserto, nasciam lendas e divindades eram veneradas. Entre esses mitos e deuses, nenhum era tão poderoso, heróico ou reverenciado como Hórus, o deus de cabeça de falcão do céu, da guerra e da proteção. Nascido de uma herança divina e do destino, a jornada de Hórus foi de vingança, justiça e o triunfo do bem sobre o mal. Sua lenda começou há muito tempo, numa era em que acreditava-se que os próprios deuses caminhavam pela terra.
Esta é a história do nascimento de Hórus, sua luta para reconquistar o trono de seu pai e sua batalha com Set, o deus do caos. Sua história não é apenas de poder e honra, mas também de sacrifício e resiliência. A jornada de Hórus é um testemunho de coragem diante de probabilidades avassaladoras, uma lição de dever para com seu povo e um lembrete da eterna luta entre a luz e as trevas.
Nos dias dos primeiros reinos do Egito, o deus Osíris governava como rei e divindade. Ele era amado por seu povo, um governante que lhes trouxe conhecimento sobre agricultura, leis e os caminhos da paz. O reinado de Osíris foi dourado, marcado pela prosperidade e alegria. Mas, como acontece com todas as grandes luzes, uma sombra aguardava na forma de seu irmão, Set. Set, deus do caos e do deserto, invejava o poder e a popularidade de seu irmão. Seu coração, consumido pela amargura, buscava mergulhar o Egito na escuridão. Set elaborou um plano tão astuto e implacável que ninguém poderia prever seu horror. Durante um grande banquete, Set apresentou a Osíris um elaborado sarcófago, afirmando que era um presente digno apenas para um rei. Osíris, tocado pelo gesto de seu irmão, entrou para verificar se cabia. Set e seus seguidores rapidamente fecharam a tampa, aprisionando Osíris dentro. Eles selaram o sarcófago com chumbo fundido e o lançaram no Nilo, onde foi levado para longe, deixando o Egito sem líder e o povo desamparado. Com Osíris ausente, o reino lamentava e a escuridão espalhava-se pela terra. Ísis, esposa de Osíris e deusa da magia, ficou devastada, mas determinada a encontrar o corpo de seu marido e restaurá-lo. Usando seus poderes, ela procurou em todos os cantos do Egito até finalmente descobrir o sarcófago alojado nos galhos de uma tamareira em Byblos. Ísis trouxe o corpo de Osíris de volta ao Egito e, usando sua feitiçaria, conseguiu revivê-lo por uma única noite. Dessa união, Hórus foi concebido—uma criança nascida com o dever sagrado de vingar seu pai e reconquistar o trono de Set. Sabendo que Set caçaria a criança, Ísis se escondeu no Delta do Nilo, onde criou Hórus em segredo. À medida que Hórus crescia, Ísis o treinava nas artes do combate, da sabedoria e da magia, preparando-o para o dia em que enfrentaria Set. Hórus não era apenas seu filho; ele era a última esperança do Egito, o único capaz de restaurar o equilíbrio na terra. A infância de Hórus foi tudo menos comum. Criado nos pântanos, ele aprendeu a linguagem dos animais, os segredos dos rios e os sinais das estrelas. Sob a tutela de sua mãe, Hórus tornou-se proficiente em esgrima, arco e flecha e nas artes sagradas. Seus olhos de falcão eram afiados, capazes de ver a grandes distâncias e de sentir as intenções dos outros. Apesar de seu treinamento rigoroso, Hórus enfrentou muitas adversidades. Frequentemente, os capangas de Set o encontravam, forçando Hórus e sua mãe a se deslocarem de um esconderijo para outro. Mas cada batalha, cada encontro, apenas fortalecia Hórus e o tornava mais determinado. O jovem deus sabia que um dia enfrentaria seu tio, aquele que havia roubado o trono de seu pai. Seu destino era tão certo quanto o nascer e o pôr do sol, uma dança celestial na qual ele seria o guerreiro e protetor, o vingador de seu pai e o salvador do Egito. Quando Hórus atingiu a idade adulta, estava pronto para cumprir seu destino. Com as bênçãos de sua mãe, ele partiu para enfrentar Set, que agora havia reivindicado o trono e governava o Egito com mão de ferro, seu reinado marcado por tempestades, secas e sofrimento. O povo, desesperado por libertação, sussurrava sobre um herói que surgiria para desafiar Set, e esse herói era Hórus. O primeiro confronto entre Hórus e Set ocorreu no coração do deserto. Set, empunhando seu cajado de cabeça de serpente, era uma força imponente, a encarnação do caos e da fúria. Mas Hórus, vestido com a armadura dos deuses, permaneceu resoluto, seu olhar de falcão inabalável. A batalha foi feroz, abalando a própria terra e escurecendo o céu. Set, tomado pela raiva, desencadeou uma tempestade de areia e relâmpagos, mas Hórus, habilidoso nas artes do combate e da magia, contrapunha cada ataque. Lutaram até o crepúsculo, mas nenhum conseguiu reivindicar a vitória, e os próprios deuses foram forçados a intervir, chamando por uma trégua. {{{_02}}} Os deuses, testemunhando a luta entre Hórus e Set, convocaram um tribunal divino para decidir o destino do trono do Egito. O tribunal foi liderado por Rá, o deus sol, e contou com a presença de Thoth, o deus da sabedoria, Ma’at, a deusa da verdade, e outras divindades que detinham o destino do Egito em suas mãos. Os argumentos se estenderam por anos, com cada deus apresentando seu caso. Set argumentou que era o governante legítimo, pois havia tomado o trono pela própria força. Hórus, no entanto, reivindicou seu direito de nascimento como filho de Osíris e verdadeiro herdeiro. Os deuses, divididos entre as duas poderosas divindades, lutaram para chegar a uma decisão. Em determinado momento, Set desafiou Hórus para uma série de concursos para provar seu valor. Competiram em natação, corridas e luta livre, cada prova tão feroz quanto a anterior. Em cada competição, Hórus enfrentava a força de Set com sua própria resiliência, sua determinação inabalável. No final, os deuses decidiram a favor de Hórus, reconhecendo seu valor, linhagem legítima e devoção ao Egito. Mas Set recusou-se a aceitar a decisão, jurando esmagar Hórus e todos que o desafiassem. Seu confronto final seria lembrado como a Batalha do Nilo, um choque que moldaria o destino do Egito e dos próprios deuses. Set, em um último ato de desafio, invocou uma serpente monstruosa, Apep, do submundo, uma criatura nascida de pura escuridão. Hórus, ciente do peso de seu dever, convocou os guerreiros de cabeça de falcão de Rá e a magia protetora de sua mãe. As forças da luz e das trevas se chocaram sobre as águas do Nilo, o céu rasgado por relâmpagos e o próprio rio tornando-se vermelho com a fúria da batalha. Hórus, com sua visão aguçada, mirava as fraquezas de Set. Ele atacava com precisão e força, mas Set, fortalecido por sua fúria, era um inimigo implacável. À medida que a batalha rugia, o olho de Hórus foi atingido, causando-lhe imensa dor. Mas, apesar da lesão, ele continuou, lutando com a força de seus ancestrais e a esperança de seu povo. Com um golpe final e poderoso, Hórus conseguiu ferir Set, empurrando-o de volta para o deserto. O povo do Egito, testemunhando o triunfo do deus, alegrou-se. Set foi derrotado, mas Hórus, embora vitorioso, carregava cicatrizes da batalha, um testemunho de seu sacrifício. Seu olho, ferido na luta, foi curado por Thoth, tornando-se o Olho de Hórus—um símbolo de proteção, poder real e boa saúde. A partir daquele dia, o Olho de Hórus tornou-se um emblema sagrado, reverenciado por todos que buscavam proteção e prosperidade. Hórus ascendia ao trono do Egito, seu reinado marcado pela justiça, sabedoria e paz. Ele governou como um deus-rei, amado por seu povo, e sua vitória sobre Set tornou-se uma lenda passada por gerações. A história de Hórus é um conto de resiliência, coragem e o vínculo inquebrável entre um deus e seu povo. Mesmo após milhares de anos, sua lenda vive, inspirando todos que buscam justiça e força. O Olho de Hórus permanece como um símbolo de proteção, um lembrete do deus que lutou contra as trevas e reconquistou o trono de seu pai. A história de Hórus não é apenas um mito; é o coração da história do Egito, uma lenda que transcende o tempo. Sua batalha com Set, seus sacrifícios e seu triunfo sobre o caos são a própria essência do espírito egípcio—um lembrete de que a luz, por mais fraca que seja, sempre conquistará as trevas. {{{_04}}}A Morte de Osíris
A Busca de Ísis
As Provações da Juventude
O Primeiro Confronto
O Tribunal Divino
A Batalha do Nilo
A Vitória de Hórus
Epílogo: O Legado de Hórus