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Sobre a História: O Pardal e o Mercador é um Fable de afghanistan ambientado no Medieval. Este conto Descriptive explora temas de Wisdom e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. O encontro de um comerciante com um passarinho sábio muda sua vida para sempre.
Aninhado nos vibrantes vales do Afeganistão, onde os ventos das montanhas carregavam os aromas misturados de especiarias, poeira e pão recém-assado, vivia um comerciante cuja reputação se estendia por toda parte. Hafiz era seu nome, um homem cuja perspicácia nos negócios só era igualada por sua insaciável fome de riqueza. Sua loja no movimentado bazar de Cabul era um verdadeiro tesouro de mercadorias: ricos tapetes de seda, joias reluzentes e especiarias de terras distantes. No entanto, apesar de sua fortuna, a alma de Hafiz permanecia presa a uma ganância profundamente enraizada.
Numa manhã serena, enquanto o sol banhava o pátio da grandiosa casa de Hafiz com luz dourada, uma visitante inesperada chegou. Um pequeno pardal, com penas que brilhavam como metais preciosos, entrou pela porta aberta e pousou na mesa de café da manhã de Hafiz. O pássaro começou a bicara as migalhas deixadas do pão da manhã do comerciante.
Hafiz, irritado com a intromissão, acenou a mão de forma desdenhosa. "Vai-te, criatura infeliz! Este não é lugar para mendigos."
Mas o pardal não fugiu. Em vez disso, inclinou a cabeça e falou com uma voz clara e melodiosa, surpreendendo o comerciante. "Bom comerciante, não me dispense tão rapidamente. Não sou um pássaro comum. Trago sabedoria que pode enriquecer sua vida muito além do ouro."
Hafiz congelou, sua curiosidade aguçada. "Você ousa falar de riquezas para mim, passarinho? Como poderia saber algo de valor?"
O pardal inflou seu pequeno peito. "Deixe-me compartilhar três peças de sabedoria. Poupe minha vida e revelarei a você. A primeira direi agora, a segunda quando você me libertar e a terceira apenas depois de eu ter voado além do seu alcance."
A mente de Hafiz acelerou. A perspectiva de adquirir conhecimento secreto, possivelmente uma maneira de multiplicar sua riqueza, era tentadora demais para ignorar. "Muito bem," disse ele, inclinando-se para frente. "Qual é o seu primeiro conselho?"
O pardal chilreou, sua voz cheia de certeza. "Nunca acredite no impossível, por mais tentador que pareça."
Hafiz zombou, sem se impressionar. "É só isso? Um enigma para desperdiçar meu tempo?"
"Libere-me e você ouvirá a próxima," respondeu o pardal.
Com um suspiro relutante, Hafiz juntou as mãos ao redor do pássaro e o soltou. Ele voou até um galho baixo da árvore de romã que crescia no pátio.
"Meu segundo conselho," disse o pardal, "é este: Nunca se arrependa do que está perdido se não pode ser recuperado."
Hafiz franziu a testa, a irritação borbulhando dentro dele. "Essas chamadas pérolas de sabedoria são tão inúteis quanto poeira!"
Mas o pardal deu uma risadinha, um brilho travesso em seus olhos. "Talvez você encontre valor na verdade. Dentro de mim há um diamante do tamanho de um ovo de galinha. Se você tivesse me mantido, ele teria sido seu."
A mandíbula de Hafiz caiu, e seu coração bateu como um tambor. Um diamante daquele tamanho poderia comprar um reino! Suas mãos tremiam enquanto ele observava o pequeno pássaro empoleirado na árvore. "Volte para mim, pequenino!" ele exclamou. "Eu cuidarei de você e o protegerei! Juntos, prosperaremos." O pardal riu, sua voz carregando um tom zombeteiro. "Eu não te avisei? Nunca se arrependa do que está perdido se não pode ser recuperado. Estou além do seu alcance agora, e seu precioso diamante comigo." O comerciante andava de um lado para o outro sob a árvore, murmurando irritado para si mesmo. Sua mente repetia o momento em que deixou o pássaro ir, sua ganância e arrependimento entrelaçando-se como espinhos ao redor de seu coração. "Você me enganou!" ele finalmente exclamou, apontando o dedo acusador para o pardal. "Você mentiu sobre o diamante para me provocar!" O pássaro inclinou a cabeça, um brilho de pena em seus olhos escuros. "E você não ignorou meu primeiro conselho? Nunca acredite no impossível. Pense, comerciante. Como um pássaro do meu tamanho poderia carregar um diamante tão grande?" A verdade atingiu Hafiz como um trovão. O diamante era uma fabricação, e ele havia caído vítima de sua própria ganância e credulidade. Seus ombros caíram, e ele suspirou profundamente. "Você é uma criatura astuta, pardal." O pardal pulou para um galho mais alto, seu tom agora suavizado. "Sua tolice não precisa defini-lo, Hafiz. Vou lhe dar minha última peça de sabedoria. Ouça bem: Riqueza e sabedoria não são a mesma coisa. Busque a sabedoria e a riqueza pode seguir. Busque apenas a riqueza e você corre o risco de perder ambos." O comerciante permaneceu em silêncio, encarando o pássaro. Suas palavras, embora ditas com uma ponta brincalhona, carregavam um peso que ressoava profundamente. Em sua incessante busca por ouro, Hafiz percebeu que havia negligenciado os tesouros intangíveis da vida: conhecimento, compaixão e o respeito dos outros. O pardal bateu suas asas, preparando-se para partir. "Use bem meu conselho, comerciante. Ele vale muito mais do que um diamante, não importa o tamanho." E com isso, o pássaro decolou, desaparecendo na vasta extensão do céu matinal. Os dias se transformaram em semanas, e Hafiz se pegava refletindo sobre a sabedoria do pardal. Começou a notar coisas que havia longo tempo ignorado — o riso das crianças nas ruas, a bondade de estranhos que se ajudavam no mercado, a beleza de um nascer do sol sobre as montanhas. Lentamente, suas prioridades começaram a mudar. Hafiz procurou os anciãos da vila, ouvindo suas histórias e aprendendo com suas experiências. Abriu seu coração para a comunidade, dando generosamente àqueles que precisavam. O comerciante outrora ganancioso tornou-se conhecido como um homem justo e compassivo, sua transformação uma fonte de inspiração para muitos. Seu negócio, também, começou a prosperar — não por meio de esquemas astutos, mas através de honestidade e confiança. Pessoas de longe e de perto passavam a negociar com ele, atraídas por sua reputação de integridade. Numa manhã fresca de outono, enquanto Hafiz se sentava sob a árvore de romã em seu pátio, um chilrear familiar chamou sua atenção. Ele olhou para cima e viu um pardal empoleirado no galho mais alto. Se era o mesmo pássaro ou outro, ele não podia dizer. Mas em seus olhos brilhantes, viu uma centelha de reconhecimento. "Pequenino," chamou Hafiz, sua voz calorosa. "Sua sabedoria mudou minha vida. Por isso, serei eternamente grato." O pardal chilreou suavemente, quase como se reconhecesse suas palavras, antes de estender as asas e voar. Hafiz o assistiu desaparecer no horizonte, com um sorriso satisfeito no rosto. No final, o pardal lhe deu um tesouro muito maior do que ouro — uma vida de sabedoria, bondade e realização.O Arrependimento de um Tolo
A Terceira Lição
Sementes de Mudança
O Retorno do Pardal
Fim.