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Sobre a História: O Grande Ladrão é um Folktale de norway ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Wisdom e é adequado para All Ages. Oferece Entertaining perspectivas. O astuto ladrão que engana um rei e conquista uma recompensa real.
Nos tempos antigos, vivia um homem conhecido como o Mestre Ladrão. Suas habilidades eram tão grandiosas que nenhum cadeado podia detê-lo, nenhum tesouro era seguro demais e nenhum desafio estava além de seu alcance. Sua fama se espalhou por toda a Noruega, e muitos tentaram capturá-lo, mas nenhum conseguiu. Contudo, sua vida nem sempre foi de crime; ele já foi filho de um simples fazendeiro. Esta é a história de como ele se tornou o Mestre Ladrão e como até os mais poderosos foram forçados a reconhecer sua astúcia.
Em uma pequena vila cercada por florestas densas e montanhas escarpadas, nasceu um menino chamado Halvor. Ele cresceu na modesta fazenda de sua família e, embora fossem pobres, estavam contentes. Halvor, entretanto, não estava. Desde cedo, ele demonstrou uma habilidade incomum para se meter em encrencas. Sua curiosidade o levava a explorar lugares proibidos, e seus dedos ágeis abriam portas trancadas com facilidade. Seus pais desesperavam que ele algum dia se estabelecesse em uma vida honesta. Um dia, após mais uma travessura em que ele "pegou emprestada" a chave da igreja da vila e explorou seus corredores sombrios e secretos, seu pai se cansou. "Halvor, você precisa aprender a viver honestamente," advertiu-o seu pai. "Nada de bom virá desse seu espírito ladrão." Mas Halvor tinha outras ideias. Ele ouvira histórias de castelos grandiosos e mercadores ricos com cofres cheios de ouro. A ideia de tais riquezas, trancadas longe daqueles que poderiam usá-las melhor, o fascinava. Ele sonhava em superar os maiores senhores da terra, não por maldade, mas para provar que ninguém poderia ser mais astuto que ele. Numa noite, Halvor decidiu deixar a fazenda e buscar sua fortuna. Ele empacotou alguns pertences e partiu para a cidade, onde acreditava que seus talentos seriam mais apreciados. À medida que as habilidades de Halvor cresciam, também crescia sua reputação. Não demorou muito para que as histórias de suas façanhas chegassem aos ouvidos do Rei da Noruega. O rei, tanto divertido quanto intrigado, decidiu armar uma armadilha para o jovem ladrão. Ele emitia uma proclamação real: o rei apresentaria três tarefas impossíveis para quem ousasse tentá-las. Se a pessoa tivesse sucesso, seria generosamente recompensada e perdoada por quaisquer delitos passados. Mas o fracasso significaria prisão perpétua. Halvor, sempre confiante, aceitou o desafio e se apresentou no palácio real. O rei o cumprimentou com um sorriso sarcástico, avaliando-o. "Então, você é o Mestre Ladrão de quem tanto ouvi falar. Muito bem, aqui estão suas tarefas. Primeiro, você deve roubar a coroa da rainha de seu aposento enquanto ela dorme. Segundo, você deve roubar o cavalo real dos estábulos, que são vigiados dia e noite. Terceiro, você deve roubar o lençol de debaixo de mim enquanto eu estou deitado na cama." Halvor assentiu, sem se deixar abater pelas tarefas aparentemente impossíveis. Ele se curvou profundamente e prometeu retornar com os três itens. Halvor começou com a primeira tarefa: roubar a coroa da rainha. Ele sabia que o palácio seria fortemente guardado e, mesmo que conseguisse se infiltrar, entrar no aposento da rainha sem ser detectado não seria tarefa fácil. Ainda assim, Halvor nunca foi alguém que fugia de um desafio. Ele passou vários dias observando o palácio à distância, aprendendo as rotinas dos guardas e procurando fraquezas em suas patrulhas. Descobriu que havia uma pequena janela no alto do lado do aposento da rainha que ficava aberta à noite para deixar entrar ar fresco. Era pequena demais para um adulto passar, mas Halvor tinha um plano. Na noite do assalto, ele vestiu roupas escuras e escalou o lado do palácio, usando a hera que crescia ao longo das paredes para alcançar a janela. Ele trouxe consigo um pequeno furão treinado que havia adquirido durante suas viagens. Halvor prendeu uma corda no furão e o enviou pela pequena janela. Dentro, o furão se movimentou silenciosamente até a mesa de cabeceira da rainha, onde a coroa descansava. Ele empurrou a coroa até que ela caiu no chão com um leve baque. Halvor, esperando do lado de fora da janela, lentamente puxou a corda de volta, recuperando tanto o furão quanto a coroa. Halvor sorriu enquanto segurava a coroa da rainha em suas mãos. A primeira tarefa estava completa. Para a segunda tarefa, Halvor teve que roubar o cavalo real, que era guardado por dezenas de soldados e mantido nos estábulos mais seguros do reino. O próprio cavalo era uma besta magnífica, conhecida por sua velocidade e força. O rei o havia escolhido pessoalmente dentre os melhores cavalos de toda a Noruega, e ele era seu orgulho e alegria. Halvor sabia que simplesmente se infiltrar nos estábulos não seria suficiente. Mesmo que conseguisse passar pelos guardas, o cavalo estava atrás de um enorme portão de ferro que exigia duas pessoas para ser aberto. Em vez disso, Halvor decidiu usar sua inteligência. Ele passou vários dias disfarçado, fingindo ser um pajem. Durante esse tempo, observou cuidadosamente os guardas e aprendeu seus hábitos. Ele também fez amizade com o cavalo, alimentando-o com maçãs e conquistando sua confiança. Na noite do assalto, Halvor esperou até que os guardas estivessem mais relaxados, sentados ao redor de uma fogueira do lado de fora dos estábulos. Ele se aproximou silenciosamente do portão de ferro e colocou uma poção do sono na bebida dos guardas. Em poucos minutos, eles estavam roncando profundamente. Mas o portão de ferro ainda representava um problema. Halvor havia previsto isso e removeu secretamente os parafusos das dobradiças mais cedo naquele dia. Com um pouco de esforço, ele levantou o portão de sua estrutura e conduziu o cavalo para fora do estábulo. Montando o cavalo durante a noite, Halvor retornou ao palácio, onde o rei aguardava. Quando o rei viu Halvor montando seu cavalo precioso, ficou estupefato. "Você fez o impossível," admitiu o rei, embora houvesse um brilho de admiração em seus olhos. A tarefa final era talvez a mais perigosa. Roubar o lençol de debaixo do rei enquanto ele dormia exigia mais do que apenas habilidade; requeria coragem e nervos de aço. O aposento do rei era guardado por soldados de elite, e qualquer distúrbio alertaria imediatamente as guardas. Halvor sabia que força bruta ou velocidade não funcionariam aqui. Em vez disso, ele teria que confiar na distração e na paciência. Naquela noite, Halvor subiu até o telhado do palácio e cuidadosamente desceu até o aposento do rei usando uma corda. A sala estava completamente escura, e ele podia ouvir a respiração suave do rei enquanto este dormia. Halvor se aproximou silenciosamente, tomando cuidado para não fazer barulho. Em sua mão, Halvor segurava um lençol duplicado, idêntico ao que o rei estava deitado. Seu plano era trocar os lençóis sem que o rei percebesse, mas como ele poderia fazer isso sem acordar o rei? Ele esperou por horas, até pouco antes do amanhecer, quando o rei estava em seu sono mais profundo. Lentamente, cada vez mais lentamente, Halvor começou a puxar o lençol de debaixo do rei, centímetro por centímetro. Ao mesmo tempo, ele deslizou o lençol duplicado no lugar. Levou quase uma hora, mas finalmente, Halvor segurava o lençol do rei em suas mãos. Ele subiu de volta pela corda e desapareceu na noite. Quando o rei acordou, ficou chocado ao descobrir que seu lençol havia sido roubado. Halvor havia completado a terceira e última tarefa. No dia seguinte, Halvor se apresentou diante do rei, segurando a coroa da rainha, conduzindo o cavalo real e oferecendo o lençol do rei como prova de seu sucesso. O rei, fiel à sua palavra, concedeu a Halvor sua liberdade e lhe deu uma grande quantia de ouro. Mas mais do que isso, ofereceu a Halvor uma posição no palácio, não como ladrão, mas como consultor real. O rei reconheceu que a astúcia e inteligência de Halvor poderiam ser de grande utilidade para o reino. Halvor aceitou a oferta, embora nunca tenha abandonado completamente seus modos de ladrão. De tempos em tempos, sussurros se espalhavam pelo palácio sobre tesouros desaparecendo ou feitos impossíveis sendo realizados na calada da noite. Mas ninguém jamais podia provar que era Halvor. À medida que os anos passavam, a lenda do Mestre Ladrão crescia. Canções eram cantadas sobre suas façanhas, e contavam-se histórias de suas aventuras ousadas. Embora ele tenha começado como um simples filho de fazendeiro, Halvor tornou-se uma das figuras mais famosas de toda a Noruega. No final, o Mestre Ladrão viveu uma vida cheia de emoção, perigo e riquezas. Mas mais do que tudo, ele viveu uma vida que provou que o engenho e a inteligência podem superar até os maiores desafios. Mesmo após o tempo de Halvor, as histórias do Mestre Ladrão continuaram a ser passadas de geração em geração. Alguns dizem que seu espírito ainda vaga pelas florestas e montanhas da Noruega, sempre à procura de um novo desafio para provar suas habilidades incomparáveis. Até hoje, ninguém igualou as façanhas do Mestre Ladrão, e sua lenda permanece tão forte como sempre. Sua história é um lembrete de que, às vezes, as soluções mais inteligentes são aquelas que vêm de pensar fora da caixa, e que as maiores recompensas frequentemente vêm para aqueles que ousam sonhar o impossível.Um Começo Difícil
O Desafio do Rei
A Coroa na Noite
O Cavalo Real
A Tarefa Final
A Recompensa do Ladrão
Epílogo: O Legado do Mestre Ladrão