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O Coelho Escutou
Taylor sits amidst scattered building blocks in a sunny, peaceful field, reflecting on the unexpected loss of their creation. In the distance, various animals approach, each ready to offer comfort in their own way, setting the gentle, empathetic tone of the story.

Sobre a História: O Coelho Escutou é um Fable de ambientado no Contemporary. Este conto Poetic explora temas de Friendship e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Às vezes, o maior conforto vem da presença silenciosa.

Um dia, Taylor decidiu construir algo verdadeiramente magnífico. Taylor reuniu blocos de todos os tamanhos, empilhando cada um com cuidado, criando uma estrutura que parecia poderosa e resistente. Era o tipo de criação que se sentia única, algo que fazia Taylor se sentir orgulhoso e realizado. Mas, justamente quando o último bloco foi colocado, um bando de pássaros desceu inesperadamente, dispersando a criação de Taylor em uma pilha de blocos e sonhos desfeitos.

Por um momento, Taylor apenas ficou olhando para os blocos espalhados, com o coração afundando sob o peso da perda. Cada peça que havia demandado tempo e esforço para ser montada agora estava em desordem no chão, e Taylor não sabia o que fazer. Isso não era apenas uma pilha de blocos—era algo em que Taylor havia colocado seus sonhos, algo que deveria permanecer alto e orgulhoso. Agora, estava reduzido a pedaços espalhados por toda parte.

Nesse momento, Taylor ouviu um suave farfalhar. Era a primeira visitante.

Uma galinha cacarejou, com a cabeça inclinada como se examinasse a cena. "Pó, pó," cacarejou, empurrando o braço de Taylor. "Vamos conversar sobre isso," sugeriu. "Conversar sempre ajuda. Podemos revisar cada detalhe, lembrar de tudo o que você sentiu, e talvez isso melhore as coisas."

Taylor considerou por um momento, mas a ideia de revisitar cada momento e sentimento não parecia ajudar em nada. A dor estava muito fresca, muito pesada para ser desvendada naquele instante. Então, Taylor balançou a cabeça gentilmente, recusando a oferta.

Vendo isso, a galinha cacarejou em tom de desapontamento e voou embora, deixando Taylor mais uma vez sozinho com os restos do projeto.

O próximo visitante foi um urso, seus passos pesados anunciando sua chegada. Ele se aproximou de Taylor, imponente e constante. "Grrrr," roncou o urso, sua voz profunda e firme. "Às vezes você só precisa se zangar. Ruge e grite até que a raiva desapareça. Deixe sair. Você vai se sentir melhor, eu prometo."

Taylor pensou sobre isso. A raiva realmente estava lá, borbulhando sob a superfície, uma tempestade querendo se libertar. Mas gritar e rugir parecia estranho, como uma ferramenta que não caberia nas mãos de Taylor. Então, com um suspiro silencioso, Taylor balançou a cabeça. O urso resmungou consigo mesmo e se afastou, desaparecendo à distância, deixando Taylor novamente em solidão.

Depois do urso, chegou um elefante, sua tromba balançando com suave simpatia. "Eu sei o que vai te fazer sentir melhor," disse elefante, sua voz um murmúrio calmante. "Podemos lembrar. Lembrar ajuda você a manter o que perdeu por perto, de uma maneira suave e reconfortante."

Taylor hesitou. Havia coisas que valiam a pena lembrar, de fato, mas naquele momento, relembrar o processo, a alegria e o orgulho parecia doloroso demais. Taylor temia que lembrar apenas intensificasse a dor da perda. Então, mais uma vez, Taylor balançou a cabeça, deixando o elefante entender que não era hora para memórias. Com uma suave trombeta, o elefante partiu, deixando Taylor sozinho novamente.

Um por um, os animais foram chegando, cada um oferecendo uma maneira diferente de lidar com os blocos espalhados e os sonhos desfeitos. Uma hiena apareceu, oferecendo-se para rir da situação. "O riso cura todas as feridas," insistiu a hiena, rindo. "Às vezes, você só precisa rir, e a dor diminui." Mas o riso parecia distante, quase inapropriado. O coração de Taylor não estava pronto para piadas, não quando a dor era tão crua.

Após a hiena, um canguru pulou até Taylor. "Sabe o que ajuda?" disse o canguru, sua voz vivaz e alegre. "Se recuperar. Seguir em frente. Superar isso. Você vai estar construindo de novo antes que perceba, e vai esquecer que isso aconteceu."

A ideia de seguir em frente, fingir que não doía, parecia uma tarefa impossível de realizar. Então, Taylor balançou a cabeça diante da sugestão do canguru, e o canguru pulou embora, deixando Taylor mais uma vez em silêncio.

Uma raposa apareceu em seguida, elegante e astuta, com um brilho nos olhos. "Por que não se vingar?" sussurrou a raposa, como se compartilhasse um segredo. "Encontre aqueles pássaros e mostre a eles como é perder algo precioso."

Mas a vingança não ressoou com Taylor, que não tinha desejo de mais dor em um coração já pesado. Então Taylor balançou a cabeça novamente, observando a raposa deslizar para longe, desaparecendo nas sombras.

Finalmente, todos os animais tinham ido e vindo, cada um deixando suas palavras, cada um fazendo suas ofertas. O campo ao redor de Taylor estava quieto novamente, calmo e vazio, com apenas os blocos espalhados servindo de lembrança do que foi. Taylor estava lá, sozinho, sem saber o que fazer a seguir, sentindo a profunda dor de um sonho quebrado e espalhado.

Foi então que o coelho apareceu. Silenciosamente e sem alarde, o coelho saltitou até Taylor, suave e gentil. Não fez nenhuma oferta. Não pediu para Taylor conversar, gritar, lembrar, rir, se recuperar ou buscar vingança. Em vez disso, o coelho simplesmente se sentou ao lado de Taylor e esperou.

A princípio, Taylor não sabia o que pensar. Todos os outros animais haviam chegado com soluções, com planos para consertar a desordem ou suavizar a dor. Mas o coelho apenas ficou ali em silêncio. Taylor olhou para o coelho, sentindo um lampejo de curiosidade. O coelho retribuiu o olhar, olhos gentis, abertos e cheios de compreensão. E assim, por um tempo, Taylor apenas sentou com o coelho, cada um compartilhando um espaço tranquilo juntos, sem que nenhum dos dois falasse ou tentasse consertar nada.

Enquanto estavam sentados ali, Taylor sentiu algo mudar, uma pequena transformação interior. Era como se a presença suave do coelho tivesse criado um espaço onde todos os sentimentos eram permitidos a simplesmente existir, sem pressão para mudá-los ou resolvê-los. A tristeza, a dor e a frustração não desapareciam, mas suavizavam, assentando-se de uma maneira que parecia um pouco menos intensa.

Após um longo silêncio, Taylor finalmente encontrou as palavras. "Doeu muito," sussurrou Taylor, olhando para baixo, para os blocos.

O coelho assentiu, compreendendo.

"Foi algo de que eu gostava tanto, e agora está apenas... desaparecido," continuou Taylor, sentindo lágrimas brotarem, borrando a visão dos pedaços espalhados.

O coelho permaneceu imóvel, sem dizer uma palavra, apenas ouvindo, suas orelhas voltadas atentas para Taylor.

"Parte de mim quer reconstruí-lo," admitiu Taylor depois de um tempo, com o mais tênue traço de esperança misturado à tristeza persistente. "Mas parte de mim tem medo de que ele caia de novo."

O coelho não argumentou nem pressionou. Em vez disso, permaneceu ali, criando espaço para os medos, esperanças e sonhos de Taylor.

O tempo passou enquanto eles ficavam juntos, Taylor e o coelho, em entendimento silencioso. Taylor falava quando havia palavras e permanecia em silêncio quando não havia. O coelho ouvia, inabalável e constante, segurando espaço para quaisquer emoções que surgissem.

Eventualmente, Taylor respirou fundo, sentindo-se um pouco mais leve. O peso da estrutura quebrada ainda estava lá, mas parecia diferente, mais suave de alguma forma, como se a presença do coelho a tivesse transformado, tornando-a algo que Taylor poderia carregar sem que fosse insuportável.

Depois de um tempo, Taylor se levantou, olhando para os blocos espalhados. Taylor deu um sopro trêmulo, mas determinado, e decidiu tentar construir novamente. Desta vez, Taylor sentia menos medo, sabendo que não havia necessidade de perfeição, que as coisas ainda poderiam desmoronar, mas que tudo ficaria bem.

O coelho permaneceu ao lado de Taylor enquanto a construção recomeçava, sentando-se próximo, sua presença tranquila oferecendo uma sensação de apoio e compreensão.

Pouco a pouco, bloco por bloco, Taylor começou a criar algo novo. Não era igual ao de antes, e Taylor não estava tentando recriar o passado. Em vez disso, Taylor estava construindo algo diferente, algo moldado tanto pela alegria da criação quanto pela aceitação da perda. As mãos de Taylor se moviam com firmeza, encaixando cada bloco com cuidado, sabendo que, independentemente do resultado, sempre haveria uma maneira de recomeçar.

À medida que a nova estrutura tomava forma, Taylor olhou para o coelho, um sorriso surgindo. "Obrigado," disse Taylor suavemente, agradecido pela paciência do coelho, por sua presença e pelo simples ato de escutar.

Os olhos do coelho brilharam com calor enquanto ele retornava o sorriso, como se dissesse: "Estou aqui sempre que você precisar." Ficou próximo, pronto para oferecer seu conforto silencioso sempre que Taylor precisasse, criando um espaço onde todas as emoções eram bem-vindas, onde todos os sonhos podiam ser construídos, perdidos e reconstruídos novamente.

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Taylor aprendeu naquele dia que, às vezes, o melhor conforto não vem de palavras ou soluções, mas de alguém disposto a simplesmente estar presente. E nessa presença silenciosa, Taylor descobriu uma força que não sabia que possuía, uma resiliência que vinha de saber que estava tudo bem sentir dor e se curar no seu próprio tempo.

E assim, com o coelho ao lado de Taylor, eles continuaram a construir e sonhar, sabendo que, não importando o que acontecesse, estariam bem. O coelho sempre estaria lá, ouvindo e oferecendo um lugar seguro onde todos os sentimentos eram bem-vindos.

E nesse conhecimento, Taylor se sentiu completo novamente, pronto para enfrentar o que viesse a seguir com coragem, paciência e a presença silenciosa e reconfortante de um amigo que escutava.

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