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Sobre a História: O Dragão de Drakensberg é um Legend de south-africa ambientado no Contemporary. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Adults. Oferece Cultural perspectivas. A jornada de um jovem cartógrafo nas Montanhas Drakensberg revela uma lenda aterrorizante que se recusa a permanecer enterrada.
As montanhas Drakensberg há muito são um lugar de mistério, seus picos imponentes envoltos em névoa e lenda. Para o povo Zulu, elas são o uKhahlamba, a Barreira das Lanças, um reino sagrado e perigoso onde os espíritos sussurram através do vento e histórias antigas ganham forma nas sombras das pedras.
Entre essas histórias, nenhuma é mais temida—ou mais duvidada—do que a lenda do Dragão de Drakensberg.
Por gerações, os aldeões falaram de uma grande besta escondida nas profundezas das montanhas, uma criatura de fogo e sombra que observava de sua guarida cavernosa. Alguns acreditavam que era um guardião de algo perdido no tempo. Outros juravam que era uma maldição sobre a terra, uma relíquia de uma era em que monstros governavam o céu. Mas para o mundo além dessas montanhas, não passava de folclore—a fábula contada às crianças, destinada a mantê-las de vagar muito longe.
Isso era o que Daniel Mthembu sempre acreditou.
Um cartógrafo jovem e ambicioso, Daniel via o mundo através das lentes de mapas e medições. Ele veio para Drakensberg não por lendas, mas para mapear as cavernas não registradas do uKhahlamba. Ele pensava que sua jornada seria simples—longa, difícil, mas fundamentada na razão.
Ele não poderia estar mais errado.
Pois no coração das montanhas, sob a antiga pele da terra, algo se agitou.
E estava esperando.
A aldeia de KwaNdaba era pequena, seu povo calmo, mas vigilante. Aninhada em um vale aos pés das montanhas, parecia um lugar congelado no tempo. Daniel chegou pouco depois do nascer do sol, sua mochila pesada de suprimentos, sua mente já focada na tarefa à frente. Ele passou semanas estudando registros antigos, conversando com guias locais, preparando-se para a escalada. Mas nada o preparou para a maneira como as montanhas se erguiam sobre a terra, seus picos perdidos em nuvens em constante movimento. Seu guia, Sibusiso Nkosi, o esperava perto do centro da aldeia. Um rastreador ancião com olhos afiados e uma voz como cascalho, ele passou a vida nessas montanhas. — Você veio pelas cavernas — disse Sibusiso, observando Daniel com uma expressão que mesclava diversão e preocupação. Daniel assentiu. — Os últimos mapas desta região têm mais de um século. Se eu conseguir documentar o terreno, poderia ser inestimável. Sibusiso deu um aceno lento e consciente. — E as histórias? Você as acredita? Daniel hesitou. Queria dizer que não—descartar os mitos como superstições. Mas algo no olhar de Sibusiso o fez reconsiderar. — Acredito que sempre há alguma verdade por trás de uma lenda — disse ele cuidadosamente. Sibusiso riu baixinho. — Então, esperemos que esta não seja uma daquelas verdades das quais você se arrependa de descobrir. A escalada começou ao amanhecer. O ar estava denso com o cheiro de terra e pedra úmida, o som de cachoeiras distantes zumbindo sob os chamados de pássaros invisíveis. A trilha serpenteava por vales e formações rochosas, cortando trechos de folhagem densa onde a luz do sol mal tocava o chão. Sibusiso liderava o caminho, seus passos seguros e firmes. Daniel o seguia, marcando sua rota, fazendo anotações. Horas se passaram. Quanto mais alto subiam, mais fino ficava o ar. E então eles viram. A boca de uma caverna, escondida atrás de uma emaranhada de vinhas, escura e aberta como a boca de alguma besta à espera. Sibusiso parou. Seus dedos traçaram as bordas de uma pintura rupestre San ao lado da entrada—figuras de guerreiros, animais e outra coisa. Algo com asas e fogo na garganta. — Os ancestrais sabiam disso — murmurou. — Muito antes de nós. Daniel engoliu em seco. — Então as histórias são mais antigas do que pensávamos. Sibusiso virou-se para ele. — Você ainda quer entrar? A caverna os engoliu por completo. Com tochas na mão, desceram às profundezas, o ar ficando mais frio e pesado. As paredes estavam cobertas de pinturas de fogo e voo, imagens de algo vasto e escamoso, algo que observava das sombras por séculos. Então, o chão tremeu. Um rosnado profundo e ressonante reverberou pela pedra. A respiração de Daniel parou. — Diga-me que você ouviu isso. A mão de Sibusiso apertou sua lança. — Devemos sair. Mas Daniel já havia dado um passo à frente, atraído por algo mais profundo dentro de si. Então ele viu. Enrolado na escuridão, escondido entre ossos e os restos de um tempo esquecido, estava um dragão. Suas escamas, negras como carvão, cintilavam com um brilho antinatural. Olhos como ouro fundido se abriram, fixando-se neles. O ar ficou quente. O dragão estava acordando. Aconteceu tudo de uma vez. Um tremor rolou pela caverna. Poeira e rochas caíram enquanto o dragão se erguia, seu corpo maciço se desdobrando, suas asas estendendo-se em direção ao teto de pedra. E então, ele respirou. Fogo explodiu de suas mandíbulas, transformando as paredes em rios de luz derretida. Daniel correu. Sibusiso estava ao seu lado, sua voz um comando firme sobre o rugido das chamas. — MOVA! Eles mal chegaram à entrada antes que a caverna desabasse atrás deles, selando a besta lá dentro—por enquanto. Ambos os homens caíram no chão, ofegando por ar. Daniel virou-se para Sibusiso. — É real. O velho rastreador assentiu, seu rosto grave. — E agora, ele sabe que nós também estamos. Naquela noite, uma sombra passou sobre a aldeia, apagando as estrelas. Os anciãos se reuniram, falando em vozes baixas. — Foi perturbado — disseram. — Não descansará agora. Daniel observava as montanhas, seu coração batendo forte. Ele veio pelos mapas. Em vez disso, havia despertado algo que deveria ter permanecido adormecido. E o dragão estava vindo. A única esperança residia nas Ruínas dos Reis Esquecidos, um antigo local escondido nas profundezas das montanhas. Lá, diziam as lendas, uma arma havia sido forjada há muito tempo—uma lança forjada no fogo do dragão, a única coisa que poderia derrubar a besta. Daniel se levantou. — Então é para lá que eu vou. Sibusiso não hesitou. — Nós vamos juntos. Eles escalaram mais alto do que nunca, o vento uivando como as vozes dos ancestrais os advertindo para não continuarem. Por fim, chegaram às ruínas—pilares desgastados e estátuas quebradas, um monumento a uma guerra esquecida. E lá, semi-enterrada na terra, estava a Lança de Nqoba. Daniel a levantou. A arma era pesada, sua lâmina enegrecida pelo fogo. Então, uma sombra varreu as ruínas. O dragão os havia encontrado. A besta desceu, suas asas trovejando contra o vento. Ele exalou fogo, e as ruínas irromperam em chamas. Daniel lançou a lança. Ela atingiu o peito do dragão, perfurando escama e osso. A besta soltou um último rugido ensurdecedor, chamas escapando de sua boca enquanto cambaleava e caía. A terra tremeu. E então, silêncio. Ao amanhecer, a aldeia estava em estado de admiração. O Dragão de Drakensberg—a lenda que os assombrava há séculos—não existia mais. Daniel estava sobre a besta caída, sua respiração pesada. Ele veio para mapear as montanhas. Em vez disso, escreveu o capítulo final de uma guerra esquecida. E em algum lugar, nos sussurros do vento, os ecos do rugido de um dragão ainda persistiam.O Mapa e o Mito
A Jornada Começa
No Escuro
Fuga das Profundezas
A Caça Começa
A Última Resistência
As Ruínas dos Reis Esquecidos
A Batalha no Céu
O Fim de uma Era