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Sobre a História: **Construir um Fogo** é um Realistic Fiction de canada ambientado no 19th Century. Este conto Descriptive explora temas de Nature e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. A luta desesperada de um homem contra a solidão gelada da natureza em busca de sobrevivência.
O homem era um recém-chegado à terra, um chechaquo, e este era o seu primeiro inverno. O Yukon ficava a mil milhas ao norte, e o dia estava claro e frio, extremamente frio, com uma temperatura de setenta e cinco graus abaixo de zero. Ele caminhava ao longo da trilha em um dia mais frio do que tudo o que já havia experimentado. Sua saliva crepitava no ar enquanto congelava no meio do voo. Não havia sol nem sinal dele, embora não houvesse uma nuvem no céu. Era um dia claro, mas frio—tão frio que doía.
Ele não tinha imaginação. Era rápido e alerta nas coisas da vida, mas apenas nas coisas, e não em seus significados. Cinquenta graus abaixo de zero significavam aproximadamente oitenta graus de geada. Tais fatos lhe diziam que estava frio e desconfortável, e isso era tudo. Isso não o levava a meditar sobre sua fragilidade como criatura dependente da temperatura, nem sobre a fragilidade do homem em geral, capaz apenas de viver dentro de certos limites estreitos de calor e frio. Tampouco pensava na necessidade de sobrevivência, apenas em chegar ao seu destino—um acampamento onde seus companheiros o esperavam.
Ele usava um casaco, luvas e mocassins grossos, mas o frio corroía seu rosto, onde sua respiração congelava em cristais de gelo sobre sua barba. Seu nariz estava dormente, e suas bochechas pareciam rígidas. Mas não havia nada com que se preocupar, pensou. Estaria no acampamento às seis horas, muito antes do anoitecer.
Enquanto caminhava pela trilha congelada do Yukon, um husky trotava ao seu lado. O cachorro era nativo da terra e entendia o frio melhor do que o homem. Não queria deixar o calor da fogueira onde podia se enroscar na neve, protegido por sua pelagem espessa. Mas o homem o incentivava a continuar, sem compreender o perigo que ambos enfrentavam.
A trilha estava levemente visível sob a neve. Não havia vento para agitar a superfície, mas o frio era avassalador, penetrando através de suas camadas de roupa, até os ossos.
Por volta do meio-dia, o homem alcançou um ponto de virada na trilha. Aqui, a neve era fina, escondendo poças traiçoeiras de água sob a superfície. Essas poças não haviam congelado completamente, apesar do frio intenso. Ele estava ciente do perigo, mas não se deteve a isso. Considerava o frio um obstáculo, algo a ser enfrentado, mas nada mais. Ele continuou caminhando, mas então, seu pé quebrou uma fina camada de neve, mergulhando em água gelada até os joelhos. Ele xingou em voz alta, percebendo como a situação havia se tornado séria. Roupa molhada nessas temperaturas era uma ameaça à vida. Ele saiu apressadamente da água e rapidamente se moveu para um local seco. Seus pés e pernas já estavam começando a sentir dormência. Ele precisava acender uma fogueira imediatamente para secar suas roupas e se aquecer antes de continuar sua jornada. Parou em uma clareira sob alguns altos abetos, onde os galhos protegiam a neve do solo. Começou a coletar gravetos e pequenos ramos. Suas mãos estavam desajeitadas com o frio, e a tarefa de iniciar um fogo era difícil. Seus dedos estavam enrijecendo conforme a dormência subia pelos braços. Ele se ajoelhou e organizou cuidadosamente a lenha seca, riscando um fósforo em suas calças. A chama tremeluziu, e ele a cuidou para que ganhasse vida. O homem ficou animado ao ver o pequeno fogo. Adicionou mais gravetos, e logo havia uma boa labareda. Removi seus mocassins molhados e meias, segurando-os sobre as chamas para secar. O calor aliviou seus membros congelados, e ele se sentiu confiante novamente. Mas enquanto o fogo crescia, um pequeno desastre ocorreu. Os galhos carregados de neve acima dele começaram a derreter. O calor da fogueira fez os galhos tremerem e, de repente, sem aviso, uma massa de neve deslizou da árvore e abafou as chamas. O fogo desapareceu, e o homem ficou novamente no frio. Ele gemeu de frustração e tentou reconstruir a fogueira rapidamente. Não podia perder tempo, pois seus pés já estavam perigosamente frios novamente. Suas mãos estavam dormentes agora, e ele tinha dificuldade em manipular os fósforos. Ele tropeçou, deixando-os cair na neve. Ele xingou com raiva e pegou outro fósforo do bolso. Riscaram, mas suas mãos tremiam, e a chama se apagou antes que pudesse acender a lenha seca. Ele tentou novamente, com crescente desespero. Seu corpo estava enfraquecendo, e o frio estava tomando conta. Conseguia acender outro fósforo, mas seus dedos dormentes o traíram novamente, e o fogo se apagou. O cachorro o observava silenciosamente, seus instintos alertando sobre o perigo crescente. Sabia que esse homem estava em apuros. O homem ficou frenético. Precisava acender uma fogueira. Sua vida dependia disso. Ele arrancou as luvas e riscou fósforo após fósforo, mas suas mãos tremiam demais. Seus dedos haviam perdido toda sensação, e os fósforos caíam de suas mãos na neve. Com as mãos dormentes, tentou pegá-los, mas era impossível. Seus dedos eram como garras desajeitadas, e ele não conseguia segurar os pequenos palitos. O pânico se instalou, e ele percebeu a gravidade de sua situação. Não podia mais usar suas mãos para se salvar. Ele se ajoelhou sobre o fogo apagado, soprando sobre os gravetos, tentando trazer a chama de volta à vida. Sua respiração congelava no ar antes mesmo de alcançar a lenha seca. O frio era implacável. Ele já estava além da dormência, sentindo apenas uma letargia avassaladora se espalhando por seu corpo. Sabia o que isso significava—estava congelando até a morte. Ele tentou lutar contra isso. Escorregou para os pés e começou a correr pela trilha, esperando alcançar o acampamento e seus companheiros antes que fosse tarde demais. Mas o frio havia cobrado seu preço no corpo, e ele não controlava mais seus movimentos. Suas pernas pareciam de chumbo, e ele tropeçava na neve. O cachorro o seguiu, seus instintos dizendo que o homem estava falhando. Gémia suavemente, mas mantinha distância. O homem já não tinha energia para chamar por ele. Ele desabou na neve, fraco demais para se manter em pé. Sua visão embaçou, e seus pensamentos desaceleraram enquanto o frio o consumia. Estava vagamente ciente do cachorro parado próximo, o observando. Em um último e desesperado esforço, tentou rastejar, mas até isso estava além de suas forças agora. O frio venceu. Ele ficou imóvel na neve, sabendo que seu fim havia chegado. O cachorro esperou pacientemente, observando o homem com curiosidade. Não entendia a morte, mas sentia que algo estava errado. Ele cheirou o ar, esperando por um comando do homem, mas nenhum veio. Após um tempo, o cachorro se virou e trotava pela trilha, de volta ao acampamento onde sabia que havia outros homens que podiam fornecer calor e comida. O homem foi deixado para trás, congelado na neve. O cachorro movia-se com propósito, impulsionado pelo instinto. Sabia o caminho de volta para a segurança, e sobreviveria, assim como nos invernos severos anteriores. O frio permaneceu, impiedoso e indiferente, enquanto o corpo do homem permanecia imóvel na natureza selvagem, um lembrete do poder da natureza e do perigo de ignorar seus avisos.O Primeiro Erro
Acendendo a Fogueira
Desespero
O Fim