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Sobre a História: Como o Morcego Obtive Suas Asas é um Folktale de zambia ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Como a determinação de uma pequena criatura o transformou em um símbolo de coragem e resiliência.
Em um tempo muito antes do mundo moderno, quando o sol brilhava mais intensamente, os rios cantavam mais alto e a terra pulsava com uma magia indomada, os animais da Zâmbia viviam juntos em uma vibrante harmonia. A terra se estendia sem fim—um oceano de savanas douradas, florestas densas que sussurravam segredos antigos e um poderoso rio que serpenteava por tudo como uma serpente brilhante.
Entre os animais havia uma criatura peculiar chamada Morcego. Ele era pequeno, com um corpo que lembrava um rato e orelhas grandes demais para a sua cabeça. Diferente dos outros animais, ele não se encaixava perfeitamente em nenhum grupo. As aves voavam orgulhosamente nos céus, suas asas capturando a luz do sol. As feras percorriam a terra, fortes e fundamentadas. Morcego não era nem ave nem fera. Ele não tinha asas para voar nem garras para escalar. Isso o fazia sentir-se deslocado—uma sombra entre gigantes.
Morcego sonhava com algo a mais. Todas as noites, ele se empoleirava em uma rocha à beira do Rio Zambeze, olhando para a vasta extensão do céu, pintado em laranjas e roxos pelo sol poente. Seu coração se enchia de saudade enquanto observava as aves deslizarem sem esforço pelo horizonte. "Um dia," sussurrava para si mesmo, "vou encontrar uma maneira de tocar as nuvens."
Apesar de seu anseio, os outros animais achavam os sonhos de Morcego risíveis. Hiena, com seu sorriso de dentes afiados, era particularmente cruel. “Olhem o pequeno Morcego, olhando para o céu!” gargalhou uma tarde. “O que você acha que vai fazer, crescer asas da noite para o dia? É melhor você correr pelos arbustos como um roedor de verdade.” Mesmo Gazela, gentil e que raramente falava mal de alguém, tentou argumentar com ele. “Morcego, não está no seu destino voar. Todos nós temos nosso lugar no mundo. Fique contente com o seu.” Mas Morcego se recusava a ouvir. “Talvez meu lugar seja em algum lugar que ninguém jamais viu,” respondeu, sua voz suave mas firme. À medida que os dias passavam, Morcego se tornava mais determinado. Ele começou a explorar os cantos mais distantes da floresta, buscando respostas. Se a natureza não lhe dava asas, talvez pudesse encontrar alguém—ou algo—que desse. Uma noite, sob um manto de estrelas, Morcego vagou mais fundo na floresta do que jamais havia ido. O ar ficou mais frio e um brilho fraco surgiu à distância. Atraído pela luz, Morcego a seguiu até chegar a uma clareira onde as árvores se separavam como cortinas, revelando uma poça de água que cintilava com uma luz de outro mundo. Na beira da água estava Nyami Nyami, o Grande Espírito do Rio. Diziam que ela era a guardiã de toda a vida na região, um ser de imenso poder e bondade. Sua forma era ao mesmo tempo bela e estranha: seu corpo brilhava como escamas de peixe e seus olhos continham a sabedoria de mil vidas. Morcego hesitou, sem saber se deveria se aproximar. Mas a voz de Nyami Nyami, tão suave quanto o rio que fluía, chamou por ele. “Chegue mais perto, pequeno. Por que você vaga tão longe de casa?” Morcego deu um passo à frente, seu pequeno coração batendo forte. “Grande Nyami Nyami,” começou, sua voz tremendo de admiração, “estou procurando uma maneira de voar. Quero ver o mundo de cima, sentir o vento embaixo de mim e tocar as nuvens. Mas sou pequeno demais, e os outros animais dizem que é impossível.” Nyami Nyami inclinou a cabeça, observando-o com um sorriso curioso. “Sonhos não são impossíveis, pequeno Morcego. Eles são as sementes da grandeza. Mas exigem mais do que desejo—demandam coragem, astúcia e coração.” As orelhas de Morcego se levantaram. “Farei qualquer coisa,” disse ele com sinceridade. “Apenas me diga como.” O Grande Espírito assentiu. “Muito bem. Eu lhe concederei três tarefas. Se você completá-las, lhe darei o dom das asas.” Para a primeira tarefa, Nyami Nyami instruiu Morcego a recuperar uma brasa brilhante do coração de um fogo guardado pelo Leão, o Rei das Feras. O fogo ardia no topo de uma colina cercada por arbustos espinhosos, e Leão, com sua juba dourada e olhos penetrantes, patrulhava próximo para garantir que ninguém ousasse roubá-lo. A ideia de enfrentar Leão fez o pequeno estômago de Morcego se enroscar de medo. Mas ele se fortificou. “Eu preciso fazer isso,” pensou. “Se eu desistir agora, nunca vou voar.” Sob o manto da noite, Morcego se esgueirou em direção à colina. Os arbustos espinhosos eram afiados, rasgando seu pelo, mas ele avançou, sua determinação maior que a dor. Quando se aproximou do fogo, o calor era quase insuportável. A sombra de Leão se projetava grande enquanto ele patrulhava de um lado para o outro, seus rosnados retumbando como trovões distantes. Morcego esperou até que Leão se afastasse e, então, avançou rapidamente. Com as mãos trêmulas, pegou uma brasa brilhante e a guardou em uma pequena folha que havia levado consigo. O calor queimava seus dedos, mas ele não soltou. Justo quando Leão se virava novamente, Morcego se escondeu nos espinhos, desaparecendo nas sombras antes que a grande fera pudesse avistá-lo. Ofegante e queimado, mas vitorioso, Morcego retornou a Nyami Nyami e colocou a brasa diante dela. Ela sorriu. “Você demonstrou grande coragem, pequeno. Mas há mais para voar do que bravura.” A segunda tarefa foi um teste de engenhosidade. Nyami Nyami disse a Morcego para coletar a gota de orvalho mais pura da árvore mais alta da floresta. O tronco da árvore era liso e seus galhos altos, tornando-a quase impossível de escalar. Morcego olhou para a árvore, cujo topo desaparecia no céu. Sentiu uma pontada de dúvida, mas rapidamente a sacudiu. “Deve haver uma maneira,” pensou. Com o amanhecer, Morcego notou uma colônia de formigas começando sua marcha diária pela árvore. Inspirado, ele se aproximou delas. “Amigos,” disse, “posso me juntar à sua subida? Preciso alcançar o topo.” As formigas, impressionadas com a polidez de Morcego, concordaram. Permitiram que ele subisse em suas costas, e juntos, escalaram a imponente árvore. Foi uma jornada lenta e cuidadosa, mas Morcego permaneceu paciente. Quando finalmente chegaram ao topo, ele avistou uma única gota de orvalho brilhando em uma folha. Morcego cuidadosamente pegou a gota com uma folha e agradeceu às formigas pela ajuda. Ele trouxe o precioso orvalho de volta a Nyami Nyami, que assentiu aprovando. “Você demonstrou bondade e engenhosidade, Morcego. Mas resta uma tarefa.” A tarefa final foi a mais difícil. Nyami Nyami instruiu Morcego a recuperar uma pena da Águia, a governante dos céus. Águia vivia no topo de um penhasco rochoso, e uma tempestade feroz se formava nos céus acima. Morcego hesitou. A ideia de escalar o penhasco e confrontar Águia em meio à tempestade enfurecida o encheu de terror. Mas ele se lembrou do porquê havia começado essa jornada. À medida que o relâmpago rasgava o céu e a chuva batia contra ele, Morcego escalou as rochas escorregadias. O vento ameaçava jogá-lo para fora, mas ele se agarrou com força, subindo pouco a pouco com toda a força que possuía. Quando finalmente alcançou o cume, Águia o aguardava. Seus olhos, afiados como facas, fixavam-se em Morcego. “Por que você veio aqui, pequeno?” exigiu ela. Morcego abaixou a cabeça respeitosamente. “Grande Águia, busco sua ajuda. Desejo voar, mas não tenho asas. Nyami Nyami me enviou para pedir uma de suas penas.” Águia o estudou por um longo momento. “Você enfrentou a tempestade e escalou este penhasco, tudo por uma única pena. Isso requer grande determinação. Muito bem.” Com um poderoso bater de asas, Águia arrancou uma pena e a entregou a Morcego. “Que ela o leve aos seus sonhos,” disse ela. Morcego retornou a Nyami Nyami, encharcado e exausto, mas triunfante. Ele colocou a brasa, o orvalho e a pena diante dela. O Grande Espírito sorriu. “Você provou sua coragem, engenhosidade e determinação, pequeno. Você está pronto.” Nyami Nyami tocou Morcego gentilmente, e uma luz quente o envolveu. Seus braços se transformaram em asas delicadas, seu pelo tornou-se liso e leve, e seu coração parecia explodir de alegria. Morcego bateu suas novas asas e ascendeu ao ar. O vento o abraçou, elevando-o cada vez mais alto. Ele sobrevoou as árvores, passou pelo rio e entrou no céu sem fim. Pela primeira vez, tocou as nuvens e viu o mundo como sempre sonhara. Os animais abaixo observavam maravilhados. Até Hiena ficou em silêncio enquanto Morcego dançava no ar, sua pequena figura agora um símbolo de esperança e possibilidade. Até hoje, os morcegos são celebrados na Zâmbia como criaturas de resiliência e determinação. Embora sejam pequenos, nos lembram a todos que até os sonhos mais impossíveis podem decolar com coragem, astúcia e coração.O Problema com os Sonhos
Um Encontro com Nyami Nyami
A Primeira Tarefa: O Fogo da Coragem
A Segunda Tarefa: O Orvalho Mais Puro
A Tarefa Final: Enfrentando a Tempestade
O Dom das Asas
O Legado do Morcego