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Chimponda e o Rio Falante
Beneath the glow of the moon, Chimponda stands by the mystical Mukulu River, where the ghostly face of an ancient spirit emerges from the water, whispering secrets that will change his destiny.

Sobre a História: Chimponda e o Rio Falante é um Legend de zambia ambientado no Ancient. Este conto Poetic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Um jovem menino deve desvendar os segredos de um rio lendário para salvar sua aldeia da destruição.

O Rio Mukulu sempre foi uma fonte de vida para o povo de Nsunda. Suas águas forneciam peixes para as refeições, nutriram suas plantações e levavam as canções de seus ancestrais ao vento. Mas, nos cantos mais profundos dos corações dos aldeões, também havia admiração e medo—porque o rio não era apenas água. Ele estava vivo.

Os anciãos contavam histórias de como, há muito tempo, o rio podia falar. Ele sussurrava sua sabedoria para aqueles que ouviam, guiando a aldeia em tempos de dificuldade e protegendo-a de perigos invisíveis. Mas, com o passar dos anos, a voz do rio desapareceu, e suas palavras se tornaram nada mais que mitos, contos contados por avós para embalar crianças inquietas para dormir.

Até que Chimponda a ouviu novamente.

O Menino com a Marca

Chimponda era diferente das outras crianças de Nsunda. Ele nasceu com uma marca em forma de espiral em seu ombro esquerdo, uma marca que causava sussurros discretos e olhares cautelosos desde o dia em que veio ao mundo.

Sua mãe, Maliya, sempre sorria e chamava isso de uma bênção.

“Os espíritos te escolheram,” dizia ela, beijando a marca antes de colocá-lo na cama.

Mas seu pai, Jekesani, um pescador endurecido, não tinha tanta certeza.

“Nenhuma criança nasce assim a menos que os espíritos tenham planos para ela,” murmurava. “E os planos dos espíritos nunca são simples.”

Chimponda mesmo não tinha ideia do que a marca significava, mas sentia sua importância. Sempre foi atraído pelo rio, passando horas sentado em suas margens, observando a água ondular e rodopiar. Tinha a estranha sensação de que, se ouvisse o suficiente, poderia ouvir algo sob a correnteza—a voz chamando seu nome.

E no seu décimo segundo aniversário, a voz finalmente falou.

O Rio Falante

Chimponda está em frente a um espírito luminoso do rio, que surge do Rio Mukulu, enquanto Baba Komwe observa solenemente de perto.
Chimponda se apresenta diante do espírito radiante do rio que emerge do Rio Mukulu, seu rosto cintilante repleto de sabedoria ancestral. Baba Komwe observa com seriedade, ciente de que a jornada do menino acaba de começar.

A lua estava alta naquela noite, banhando Nsunda com luz prateada. Chimponda havia saído de sua cabana, atraído por um sentimento profundo em seu peito, e se encontrou à beira do rio.

A água estava calma, tão parada que refletia as estrelas acima. Mas então, começou a se mover.

Não as ondulações suaves habituais da corrente—isso era diferente. A água se torceu e subiu, formando uma silhueta. A respiração de Chimponda ficou presa na garganta quando um rosto apareceu no rio, antigo e sábio, com olhos brilhantes que pareciam queimar como fogo sob a água.

E então, ele falou.

“Chimponda… aproxime-se.”

Seu coração disparou, mas seus pés se moveram sozinhos.

“Você foi escolhido. Nsunda está em perigo. O equilíbrio foi quebrado, e a terra sofrerá.”

Chimponda engoliu em seco. “O que devo fazer?”

“Vá para o norte, além das colinas. Lá está o santuário perdido dos espíritos da água. Só lá você poderá restaurar o equilíbrio. Mas cuidado—outros buscam destruí-lo. Você deve ser corajoso. Você deve ser forte. E nunca deve perder a fé.”

E então, tão rapidamente quanto havia surgido, o rosto desapareceu.

O rio voltou a ficar silencioso.

A Jornada Começa

Na manhã seguinte, Chimponda correu para contar a Baba Komwe, o ancião mais velho e sábio da aldeia, sobre a mensagem do rio.

Baba Komwe ouviu com os olhos semicerrados, acenando lentamente. “O Rio Falante escolheu um campeão depois de todos esses anos,” murmurou. “Então devemos ouvir.”

Após muita discussão, os anciãos da aldeia concordaram que Chimponda deveria partir. Mas ele não partiria sozinho.

Sua melhor amiga, Mutale, recusou-se a deixá-lo ir sem ela.

“Você se perderá nas colinas sem mim,” disse ela, sorrindo enquanto colocava uma pequena bolsa sobre o ombro.

Ela era pequena, mas feroz, com mãos rápidas e olhos mais afiados do que qualquer caçadora da aldeia. Se alguém pudesse ajudar Chimponda a sobreviver à jornada, essa alguém era ela.

Baba Komwe entregou a cada um deles um cajado de madeira, liso e polido. “Isto guiará seus passos,” disse ele. “E lembrem-se, o rio vigia sobre vocês.”

E com isso, a jornada deles começou.

Os Espíritos da Floresta Mbazi

Chimponda e Mutale se deparam com um místico elefante branco, Njovu, em uma neblinosa floresta zambiana, enfrentando bravamente seus olhos resplandecentes.
No coração da Floresta Mbazi, Chimponda e Mutale se deparam com o majestoso Njovu, um místico elefante branco com olhos que brilham e presas prateadas. As árvores imponentes e a névoa sinistra tornam o teste de coragem ainda mais desafiador.

A Floresta Mbazi era antiga, com suas árvores erguidas como gigantes sobre o estreito caminho de terra. Quanto mais Chimponda e Mutale caminhavam, mais escura ela se tornava. O ar era denso, pesado e cheio de sussurros—não vindos do vento, mas de outra coisa.

Algo invisível.

“Você sente isso?” Mutale sussurrou.

Chimponda assentiu. A sensação em seu peito, a atração de algo poderoso, só havia se tornado mais forte.

Então, de repente—uma sombra se moveu.

Uma grande besta saiu das árvores, suas presas de marfim brilhando na luz tênue. Era um Njovu—um elefante maciço, mas diferente de qualquer que eles já tinham visto. Sua pele tinha a cor da luz da lua, e seus olhos queimavam com conhecimento.

“Vocês buscam o santuário, mas são dignos?” o Njovu roncou.

Mutale apertou o cajado com mais força. “Como provamos nosso valor?”

A grande besta levantou sua tromba, apontando para uma ponte estreita e balançante que se estendia sobre um abismo profundo.

“Atravessai, e poderão continuar. Falhem, e o destino do rio estará perdido.”

A Ponte dos Espíritos

A ponte rangeu sob o peso deles enquanto pisavam nela. Abaixo, o abismo parecia se estender em escuridão infinita.

No meio da travessia, uma rajada de vento uivou pelo desfiladeiro.

A ponte balançou.

O pé de Chimponda escorregou—ele arfou, braços se agitando—

Mas Mutale agarrou sua mão justo a tempo. “Segure-se!” ela gritou.

Eles avançaram lentamente, passo a passo, as tábuas sob eles rangendo e balançando.

E então—solo firme.

O Njovu observava do outro lado. “Vocês têm coragem. O caminho está aberto. Mas cuidado—grandes provas aguardam.”

O Inimigo nas Sombras

Chimponda e Mutale atravessam uma estreita e desgastada ponte de corda, alta acima de um profundo abismo, enquanto Njovu observa do limite da floresta.
Chimponda e Mutale atravessam cuidadosamente uma ponte de cordas em ruínas, suspensa a grandes alturas acima de um abismo profundo, com o vento uivando ao seu redor. Abaixo, o abismo se estende sem fim, enquanto o místico Njovu observa da borda da floresta, aguardando para ver se eles mostrarão sua coragem.

Além das colinas, o santuário finalmente surgiu à vista. Estava aninhado entre as rochas, com antigas esculturas alinhando suas paredes de pedra. Mas algo estava errado.

Um grupo de homens estava entre eles e o santuário—os guerreiros de Ngondo.

Seu líder, Mfundisi, sinistramente. “Vocês, crianças, acham que podem nos parar?”

Antes que Chimponda pudesse reagir, os guerreiros atacaram.

Mutale balançou seu cajado, derrubando um guerreiro de lado. Chimponda movia-se como água, esquivando-se e contra-atacando.

Mfundisi rosnou. “Isto não acabou.”

Então ele e seus homens desapareceram nas árvores.

Mas o santuário estava seguro.

Restaurando o Equilíbrio

Chimponda derrama água sagrada do rio em uma fonte radiante no santuário enquanto os espíritos despertam, enquanto guerreiros derrotados se afastam ao fundo.
Chimponda derrama a água do rio Mukulu na piscina sagrada do antigo santuário, liberando uma luz azul brilhante enquanto os espíritos despertam. Ao fundo, os guerreiros Ngondo, derrotados, recuam, com seu líder lançando um olhar furioso e incrédulo.

Chimponda deu um passo à frente, o coração disparado. No centro do santuário, uma piscina brilhante cintilava.

Ele pegou o frasco com a água de Mukulu e derramou-a.

Uma luz ofuscante irrompeu.

O santuário tremeu. O rio cantou.

O equilíbrio foi restaurado.

A terra iria se curar.

E Chimponda?

Ele não era mais apenas um menino.

Ele era o Guardião do Rio Falante.

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