Tempo de leitura: 7 min

Sobre a História: Assassin's Creed é um Historical Fiction de israel ambientado no Medieval. Este conto Descriptive explora temas de Redemption e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. A luta de um assassino pela liberdade em meio a antigas conspirações.
Num mundo onde sombras ocultam segredos e ordens antigas moldam o curso da história, a jornada de um homem alteraria o destino das nações. Nascido em uma linhagem que se estende por séculos, Altair Ibn-La'Ahad é um assassino – habilidoso, silencioso, mortal. Seu credo? Salvaguardar a liberdade e manter o equilíbrio. Mas, à medida que as linhas entre o certo e o errado se tornam tênues, Altair deve confrontar não apenas ameaças externas, mas também sua própria compreensão de lealdade, justiça e do verdadeiro significado da liberdade.
O ano era 1191. A Terceira Cruzada devastava a Terra Santa e, enquanto exércitos se enfrentavam por territórios e fé, outra guerra era travada nas sombras. Uma guerra de ideologias, lutada entre duas facções secretas: os Assassinos, que acreditavam no livre arbítrio, e os Templários, que buscavam impor ordem através do controle. No coração desse conflito estava Altair, um homem cujo legado ecoaria por gerações.
Desde jovem, Altair foi treinado nos caminhos da Irmandade dos Assassinos. Sua mente, afiada como uma lâmina, absorveu seus ensinamentos, e suas mãos, rápidas e silenciosas, dominaram a arte da morte. Mas, apesar de sua habilidade, Altair não era sem falhas. Arrogância e impaciência frequentemente obscureciam seu julgamento, levando a um erro fatídico que mudaria sua vida para sempre.
Foi em uma missão para recuperar um artefato antigo que a autoconfiança de Altair foi além do limite. Designado para eliminar um Templário de alto escalão, Altair escolheu desconsiderar o credo dos Assassinos – seu próprio credo – e confrontou o inimigo de frente. O resultado foi um desastre. Seu fracasso colocou em perigo a vida de seus companheiros e permitiu que o Templário escapasse com o artefato. Por suas transgressões, Altair foi despojado de seu posto e forçado a recomeçar, humilhado e quebrantado.
Mas a redenção não estava fora de alcance.
O Mentor Assassino, Al Mualim, acreditava que Altair ainda podia provar seu valor. Ele deu ao jovem assassino uma segunda chance – para recuperar sua honra perdida eliminando nove alvos-chave, cada um deles instrumental nos esquemas dos Templários. Somente completando essas missões Altair poderia restaurar sua posição dentro da Irmandade e descobrir o plano final dos Templários.
Cada alvo representava não apenas um inimigo, mas um teste. Um teste das habilidades de Altair, sua determinação e compreensão do Credo. Sua jornada o levaria a cidades como Acre, Jerusalém e Damasco, cada uma vibrante e movimentada, cheia de vida, mas escondendo perigos a cada esquina. Nessas cidades, a lâmina de Altair atacaria das sombras, seus passos silenciosos trazendo morte para aqueles que buscavam escravizar o mundo.

O primeiro alvo de Altair foi Tamir, um comerciante corrupto que lucrava com a guerra, explorando os pobres e desesperados. Oculto entre a multidão, Altair perseguiu Tamir pelas ruelas estreitas de Damasco. O ar estava denso com o cheiro de especiarias e suor enquanto Altair se movia com facilidade praticada, misturando-se ao mar de pessoas. Quando o momento chegou, foi rápido e decisivo – um movimento de pulso, e Tamir caiu, sua vida extinta antes que pudesse dar seu último suspiro. Mas a cada assassinato, Altair descobria que o mundo era mais complexo do que lhe haviam feito acreditar.
Os próximos alvos seguiram rapidamente: Garnier de Naplouse, o chefe dos Cavaleiros Hospitalários, cujos métodos de cura dos doentes eram longe de serem humanitários. Em Jerusalém, Altair eliminou Talal, um traficante de pessoas cuja crueldade não conhecia limites. Depois veio Abu'l Nuqoud, um nobre corrupto em Acre, que vivia na opulência enquanto seu povo passava fome. A cada morte, Altair reunia mais peças do quebra-cabeça, percebendo que os planos dos Templários iam muito além da ganância ou poder pessoal.
Os Templários buscavam a Maçã do Éden, uma relíquia poderosa dita para conceder controle sobre a mente dos homens. Com ela, pretendiam impor sua visão de ordem sobre o mundo, eliminando o livre arbítrio em nome da paz. Altair começou a questionar os métodos e crenças dos Assassinos. Será que ele também era apenas mais uma peça nesse ciclo interminável de violência? A liberdade realmente valia o custo de tantas vidas?
À medida que os corpos de seus alvos caíam, a compreensão de Altair sobre o Credo dos Assassinos se aprofundava. O Credo não era apenas um conjunto de regras, mas uma filosofia – uma maneira de ver o mundo. “Nada é verdadeiro, tudo é permitido” não significava que a vida estava sem significado ou consequência. Era um lembrete de que o mundo não é preto e branco, que liberdade e controle são duas faces da mesma moeda.
A jornada de Altair culminou no confronto final com Robert de Sablé, o Grão-Mestre dos Templários. A batalha foi feroz, travada com aço e astúcia. Robert, astuto e impiedoso, revelou que os Templários já haviam infiltrado os mais altos escalões do poder, manipulando reis e sultões igualmente. Mas não foi Robert quem representou a maior ameaça – foi Al Mualim.

O Mentor, o homem em quem Altair confiava e seguia sem questionar, havia estado jogando seu próprio jogo o tempo todo. Al Mualim buscava a Maçã do Éden não para destruí-la, mas para empregar seu poder para si mesmo. Aos seus olhos, os Assassinos não eram diferentes dos Templários. Ambos buscavam controle, seja através da liberdade ou da ordem. A realização foi amarga, mas Altair sabia o que precisava ser feito.
Retornando a Masyaf, a fortaleza dos Assassinos, Altair confrontou Al Mualim em um duelo final. O Mentor, agora corrompido pelo poder da Maçã, lançou suas ilusões sobre Altair. O mundo se distorceu e deformou ao seu redor, amigos tornaram-se inimigos, e nada era o que parecia. Mas Altair, com a clareza e disciplina aprimoradas por anos de treinamento, viu através das mentiras.
A batalha não foi apenas física, mas também filosófica. Al Mualim argumentou que a humanidade precisava ser controlada, que deixada por conta própria, a humanidade destruiria o mundo. Altair, no entanto, acreditava no direito de escolher, mesmo que essa escolha levasse ao caos. No final, a lâmina de Altair encontrou seu alvo, e Al Mualim caiu, deixando a Maçã nas mãos de Altair.

Com a Maçã, Altair detinha o poder de remodelar o mundo. Ele poderia controlar a mente de reis e camponeses igualmente, impor a paz, acabar com a guerra e trazer uma era de ordem. Mas fazer isso iria contra tudo o que ele havia aprendido a acreditar. O Credo dos Assassinos não tratava de controle, mas de liberdade – a liberdade de escolher o próprio caminho, mesmo que esse caminho levasse à destruição.
Altair escolheu esconder a Maçã, para mantê-la fora das mãos daqueles que a usariam para seus próprios fins. A Irmandade continuaria a lutar nas sombras, preservando o equilíbrio entre ordem e caos. Altair, agora um Mentor ele mesmo, jurou liderar os Assassinos com sabedoria e humildade, para garantir que nunca perdessem de vista seu verdadeiro propósito.
Anos se passaram, e o nome de Altair tornou-se lenda. Suas ações moldaram o curso da história, mas a luta entre Assassinos e Templários nunca terminou de verdade. A batalha pelo livre arbítrio continuou, carregada por aqueles que seguiram seus passos. O legado de Altair perduraria através das eras, um lembrete de que, no conflito eterno entre liberdade e controle, não há respostas fáceis.

Enquanto o sol se punha sobre Masyaf, Altair estava no topo das muralhas da fortaleza, olhando para a terra que lutou para proteger. O mundo estava mudando e, com ele, os Assassinos. Mas Altair sabia que, enquanto os homens buscassem poder sobre os outros, a Irmandade perduraria, uma força silenciosa nas sombras, guardando a chama da liberdade.