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A Vila Perdida de Sisserou
A group of explorers stands at the edge of Dominica’s dense rainforest, staring into the misty unknown. Elise Laurent holds a weathered journal, her expression filled with curiosity and determination. The air is thick with mystery, illuminated by the soft glow of fireflies and the distant call of exotic birds.

Sobre a História: A Vila Perdida de Sisserou é um Legend de dominica ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Perseverance e é adequado para Young. Oferece Historical perspectivas. Uma aldeia escondida. Um passado esquecido. Uma escolha que muda tudo.

A ilha de Dominica é uma terra de segredos. Aninhada profundamente nas folhagens exuberantes da floresta tropical de Morne Diablotin, diz-se que existe um lugar além do alcance da civilização moderna—uma aldeia intocada pelo tempo, conhecida somente em lendas sussurradas como Sisserou.

Por séculos, as antigas histórias falavam de seu povo, suas vidas entrelaçadas com o ritmo da própria natureza. Disseram dizer que eram os guardiões de algo ancestral, algo poderoso. Mas nenhum mapa registrou sua localização, e nenhuma estrada conduzia aos seus portões. Aqueles que tentavam encontrá-la ou falhavam ou desapareciam completamente.

A maioria descartava como mito.

Mas, em 2023, uma descoberta mudou tudo.

Uma jovem historiadora chamada Elise Laurent, obcecada em descobrir a verdade, tropeçou em um diário antigo nos arquivos da Biblioteca Nacional de Dominica. Em suas páginas frágeis e amareladas estava uma descrição—uma que combinava perfeitamente com as lendas sussurradas.

Elise ainda não sabia, mas acabara de iniciar uma jornada que mudaria o curso de sua vida.

E uma vez que entrassem na selva, não haveria volta atrás.

A Pista Esquecida

O brilho tênue das lâmpadas do teto da biblioteca lançava longas sombras sobre as fileiras de livros esquecidos. Elise estava curvada sobre um pesado diário encadernado em couro, seus dedos tremendo ao virar as páginas frágeis.

Jean Baptiste.

Ela já havia lido sobre ele antes—um colonizador francês do século XVIII. Seus registros eram dispersos, sua vida em grande parte não documentada. Mas este diário… este era diferente.

*"Eu a vi,"* lia a última entrada. *"A aldeia além das quedas, onde os grandes papagaios falam e o rio canta ao luar. É lá, escondida além do véu do tempo, onde nenhum homem deveria pisar."*

Elise recostou-se na cadeira, com o coração disparado.

Era isso. Uma referência tangível a Sisserou.

Por anos, ela havia procurado provas de que a aldeia perdida não era apenas um conto popular. Cresceu ouvindo os anciãos falarem dela em tons sussurrados—como a selva a engoliu completamente, como seu povo desapareceu na lenda.

A maioria descartava sua obsessão.

Mas agora, segurando este diário em suas mãos, ela sabia que estava próxima.

Ela tirou o telefone e ligou para Daniel Carter, um amigo de longa data e arqueólogo.

“Precisamos ir,” disse ela no momento em que ele atendeu.

Daniel suspirou. “Você encontrou algo, não encontrou?”

“Elise—”

“Eu encontrei algo real,” ela interrompeu. “Uma referência direta à aldeia. Uma pista.”

Houve uma pausa. Então, “Por onde começamos?”

Em poucos dias, uma equipe foi montada.

Aisha—uma especialista em sobrevivência na selva.

Marcus—um geólogo que passou anos estudando o terreno de Dominica.

Kamau—um botânico especializado em plantas raras e não documentadas.

Miguel—um guia local, familiarizado com cada trilha oculta na ilha.

E, claro, a própria Elise.

Seu destino: Cascata Esmeralda, uma cachoeira isolada no interior da ilha. O diário insinuava que a aldeia estava além dela.

A busca por Sisserou havia começado.

Rumo ao Desconhecido

A selva estava viva.

Ela zumbia e sussurrava, cheia do bavocheio de criaturas invisíveis. O ar estava pesado com o cheiro de terra úmida e o fraco dulçor de orquídeas selvagens.

“Mantenham-se próximos,” avisou Miguel, cortando através da folhagem densa com seu facão.

Eles tinham caminhado por horas, penetrando mais fundo em um território intocado pela civilização moderna. De vez em quando, Elise avistava inscrições estranhas nas rochas—padrões que pareciam deliberados demais para serem naturais.

“Você vê isso?” murmurou, passando os dedos pelas marcas.

Kamau agachou-se ao lado dela. “Não é uma linguagem que reconheço. Pode ser algum tipo de escrita pictográfica, mas é antiga.”

Marcus ajustou sua mochila. “Seja o que for, significa que alguém esteve aqui antes de nós.”

Um grito alto e assombroso cortou o ar.

Todos congelaram.

Papagaios de Sisserou.

Elise olhou para cima, avistando um brilho esmeralda e violeta bem acima deles.

“Eles estão nos observando,” murmurou Miguel.

Quanto mais eles avançavam, mais estranha a selva se tornava. Árvores torciam-se de forma antinatural, suas raízes entrelaçando-se como dedos agarrando. Flores desconhecidas desabrochavam em cores que pareciam quase irreais.

Então veio a batida.

Fraca a princípio. Um pulso rítmico baixo que parecia emergir da própria terra sob seus pés.

Aisha lançou um olhar para Elise. “Me diga que você está ouvindo isso.”

Elise engoliu seco. “Eu ouço.”

A selva estava sussurrando.

Chamando.

Esperando.

Elise Laurent examina uma pedra antiga com inscrições misteriosas, enquanto sua equipe explora cautelosamente a densa selva da Dominica.
Elise Laurent traça carvões misteriosos em uma pedra coberta de musgo, profunda na selva inexplorada de Dominica. Sua equipe a observa, com os olhos atentos ao denso matagal, onde raízes retorcidas e árvores imponentes criam uma atmosfera sombria. Ao longe, o som rítmico de tambores ecoa pelo ar, indicando que algo oculto espera além.

O Guardião das Quedas

Ao anoitecer, eles alcançaram Cascata Esmeralda.

Era de tirar o fôlego.

Um véu de água cintilante descia das rochas acima, formando uma bacia cristalina abaixo. Vaga-lumes piscavam na escuridão, seu brilho refletindo na superfície.

Mas algo parecia… estranho.

A água brilhava levemente, quase como se a luz do luar tivesse se infiltrado nela.

Então, das sombras, uma figura emergiu.

Um homem velho.

Sua pele estava envelhecida, seus cabelos prateados caindo em ondas soltas sobre os ombros. Mas foram seus olhos que prenderam a respiração de Elise—profundos, ardendo com uma luz que parecia mais antiga que o próprio tempo.

“Vocês buscam Sisserou,” ele disse.

Miguel apertou o facão. “Quem é você?”

O homem ignorou a pergunta.

“Voltem agora,” ele avisou. “Ou se percam como os outros.”

Elise deu um passo à frente. “Viemos pela verdade.”

Um longo silêncio pairou entre eles.

Então, com um lento aceno de cabeça, o homem velho virou-se e gesticulou para que os seguissem.

Ele os conduziu além das quedas, para uma caverna estreita. Pinturas estranhas cobriam as paredes de pedra—depictações de pessoas adorando uma serpente gigantesca, seu corpo serpenteando pelas árvores.

A voz do homem velho era um sussurro.

“Sisserou não é o que vocês pensam que é.”

Uma cachoeira oculta brilha sob a luz da lua enquanto um velho guardião, com um cajado de madeira, emerge das sombras, observando os exploradores.
Sob o brilho da lua, uma cachoeira oculta despenca em uma piscina de águas cristalinas no coração da floresta tropical de Domênica. Um homem idoso, de olhos penetrantes e longos cabelos prateados, emerge das sombras, sua bengala de madeira adornada com intrincadas entalhes. Os exploradores ficam paralisados, percebendo que encontraram o guardião das quedas d'água. O ar pulsa com mistério, enquanto vaga-lumes iluminam a noite nevoenta.

Um Lugar Fora do Tempo

Quando emergiram, a selva tinha desaparecido.

Em seu lugar, uma aldeia.

Habitações de telhado de palha, intocadas pelo tempo, aninhadas sob o vasto dossel. Luzes quentes piscavam nas janelas. E no coração da aldeia, uma coluna de pedra maciça, no topo da qual pousava o maior papagaio de Sisserou que Elise já havia visto.

Mas foram os aldeões que a surpreenderam.

Eles avançaram em silêncio, seus rostos inexpressivos. E então, uma jovem mulher—vestida com roupas trançadas, seus cabelos escuros trançados pelas costas—falou.

“Vocês não deveriam estar aqui.”

A respiração de Elise parou.

Ela falava inglês perfeito.

“Quem são vocês?” Elise perguntou.

O olhar da mulher era firme. “Somos os guardiões de Sisserou.”

O homem velho virou-se para Elise.

“Agora vocês devem fazer uma escolha.”

Uma aldeia escondida na floresta tropical de Dominica, com cabanas iluminadas por lanternas e um imenso papagaio Sisserou em um pilar de pedra esculpido.
Uma vila oculta, intocada pelo tempo, emerge das profundezas da floresta tropical da Dominica. As cabanas de telhado de palha brilham suavemente sob a luz de lanternas, enquanto um majestoso papagaio Sisserou pousa no topo de um pilar de pedra esculpido no centro da vila. Os vilarejos, vestidos com trajes confeccionados à mão, avançam com expressões calmas, mas conhecedoras. Elise Laurent e os exploradores estão à beira da vila, confrontados pela líder—uma mulher de olhos penetrantes—que lhes oferece uma escolha que mudará seu destino.

A Escolha

“Vocês nos encontraram,” disse o líder da aldeia, “mas agora devem decidir. Partam, e esqueçam o que viram. Ou fiquem, e tornem-se um com Sisserou.”

O coração de Elise disparou.

Miguel agarrou seu braço. “Temos famílias, Elise. Vidas além disto.”

Mas Elise não conseguia se mexer.

Isto era tudo o que ela havia procurado.

“Se partirmos,” sussurrou, “iremos encontrar este lugar novamente?”

O líder balançou a cabeça. “Não.”

No final, alguns escolheram ficar.

E alguns escolheram partir.

À medida que os que partiram passavam pela cachoeira, a selva se fechava atrás deles.

E Sisserou foi perdida mais uma vez.

Epílogo: A Aldeia que Desapareceu

Nenhum registro de Sisserou jamais surgiu.

Elise e Aisha nunca retornaram.

Mas às vezes, bem dentro da floresta tropical, os viajantes ouvem batidas.

E se escutarem de perto, ouvem sussurros no vento.

Chamando.

Esperando.

Fim.

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