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A Sereia Maldita de Cahuita
A hauntingly beautiful night over the Caribbean waters of Cahuita, Costa Rica. The moon casts an ethereal glow over the waves, whispering the secrets of an ancient legend waiting to unfold.

Sobre a História: A Sereia Maldita de Cahuita é um Legend de costa-rica ambientado no Contemporary. Este conto Poetic explora temas de Romance e é adequado para Young. Oferece Inspirational perspectivas. Uma melodia assombrosa. Uma maldição atemporal. Um amor que desafia o destino.

Há uma lenda sussurrada pelos ventos de Cahuita, Costa Rica—a história tecida pelo ar salgado e os murmúrios do mar. Pescadores, anciãos e até os marinheiros mais corajosos falam de uma voz que chama durante a noite, uma melodia assombrada que atravessa a brisa do oceano.

Alguns dizem que é o vento pregando peças, outros afirmam que são os espíritos daqueles que se perderam nas ondas. Mas aqueles que ouviram a canção e sobreviveram para contar a história conhecem a verdade.

A voz pertence a ela—a sereia amaldiçoada de Cahuita.

Uma beleza perdida no tempo, presa entre o mundo dos vivos e o abismo do mar. Atada por desamor, traição e uma promessa não cumprida, ela permanece, esperando por algo... ou alguém.

A Canção das Profundezas

Lucas Rivera sempre sentiu uma conexão inexplicável com o oceano. Estava em seu sangue, transmitido por gerações de pescadores que chamavam Cahuita de lar. As ondas eram sua canção de ninar na infância, a brisa salgada sua companheira constante. Mas naquela noite em particular, enquanto ele estava em seu pequeno barco de madeira, à deriva além do recife, algo parecia diferente.

A noite estava impossivelmente silenciosa, exceto pelo suave bater das ondas contra o casco. As estrelas brilhavam intensas, lançando fitas prateadas sobre a água. Lucas pretendia trazer uma última captura antes de voltar para casa, mas sua rede de pesca estava esquecida a seus pés.

Uma canção o chamava.

Suave a princípio, quase um sussurro levado pelo vento. Mas enquanto ele escutava, tornava-se mais clara, tecendo-se pelo ar como um feitiço hipnótico.

Seu coração batia forte. Ele havia ouvido as histórias, os avisos, os contos feitos para assustar crianças e mantê-las perto da costa. Mas essa canção não era assustadora—era melancólica, bela e absolutamente cativante.

Contra toda lógica, ele remou na direção dela.

A água sob suas pernas cintilava, mudando com um brilho antinatural. E então, logo abaixo da superfície, ele a viu.

Lucas, um jovem pescador, observa uma misteriosa sereia emergindo das ondas iluminadas pela lua, sua cauda iridescente brilhando.
Lucas encontra a sereia Isabela sob a superfície do oceano, sua forma luminosa o cativando sob a luz da lua.

Uma mulher. Não—uma criatura. Seus longos cabelos escuros fluíam em ondas ao redor de seus ombros, sua pele parecia irradiar uma luz etérea, e seus olhos... eram diferentes de tudo o que ele já tinha visto. Antigos, melancólicos, e penetrantes o suficiente para alcançar as profundezas de sua alma.

Mas foi o que estava debaixo d’água que tirou seu fôlego.

Onde seus pés deveriam estar, havia apenas uma longa cauda iridescente, movendo-se com a graça sem esforço do próprio mar.

Lucas não tinha palavras. Ele só podia olhar, hipnotizado.

A sereia olhou de volta para ele, seus lábios se abrindo ligeiramente como se quisesse falar. Mas antes que pudesse, as ondas aumentaram violentamente ao seu redor. Seu barco balançou, quase capotando. Ele se esforçou para manter o equilíbrio, agarrando-se aos lados com as mãos brancas de tanto apertar.

E assim, ela desapareceu.

Um Amor Além do Tempo

Lucas mal dormiu naquela noite. A imagem da sereia queimava em sua mente, juntamente com o eco persistente de sua canção.

Quem era ela?

Ela era real ou ele tinha imaginado?

Pela manhã, ele tinha certeza de uma coisa—era preciso vê-la novamente.

Ele voltou para a água, dia após dia, noite após noite, procurando. Algumas noites ele ouvia a canção, distante e fugaz. Outras noites, não havia nada além de silêncio.

Então, quase duas semanas depois, ela voltou.

Foi perto da enseada, onde as rochas se projetavam no mar como dedos irregulares. Ele estava na costa quando ela emergiu, sua silhueta brilhando à luz da lua.

Lucas deu um passo à frente, seu coração batendo forte. “Quem é você?”

Ela hesitou, como se as palavras fossem estranhas para sua língua. E então, tão suavemente que ele quase não ouviu, ela falou.

“Meu nome... é Isabela.”

Sua voz era diferente de qualquer que ele já tinha ouvido—suave como seda, carregando o peso de séculos dentro dela.

Lucas engoliu em seco. “Por que você canta?”

Ela baixou o olhar, sua expressão escurecendo. “Porque estou amaldiçoada.”

Lucas encontra Isabela em uma enseada rochosa, onde ela surge das águas, revelando seu corpo superior humano e uma história de tristeza.
Isabela emerge do mar, sua expressão repleta de séculos de anseio enquanto ela compartilha com Lucas a trágica história de sua maldição.

As palavras enviaram um frio por sua espinha.

Ele escutou enquanto ela contava sua história, sua voz mal acima de um sussurro.

Séculos atrás, ela havia sido humana. Uma jovem vivendo em uma vila não muito distante de onde Cahuita agora se encontrava. Ela havia se apaixonado por um explorador espanhol, Sebastián de Landa. Ele prometeu voltar por ela, levá-la para uma vida de riquezas e aventuras.

Mas ele nunca voltou.

Dias se transformaram em semanas, semanas em meses. Então, em uma noite fatídica, Isabela caminhou até o mar, seu coração pesado de traição.

Mas o oceano não lhe concedeu paz.

Em vez disso, algo antigo e poderoso ouviu seus gritos. Um espírito das profundezas, um velho deus esquecido pelo tempo. Ofereceu-lhe uma escolha—morrer ou se tornar algo mais. Algo eterno.

Cega pelo desamparo, ela aceitou.

E assim, ela foi transformada.

Uma sereia, eternamente ligada ao oceano.

Sua canção tornou-se um lamento, uma melodia que atrai marinheiros para o mar, arrastando-os para as ondas, como punição pela traição que ela um dia sofreu.

Lucas sentiu uma estranha dor no peito. “Há uma maneira de quebrar a maldição?”

Isabela hesitou. “Sim… mas requer um sacrifício.”

O Preço da Redenção

Lucas passou os dias seguintes consumido por suas palavras. Ele vasculhou os livros mais antigos da cidade, buscou sabedoria com os anciãos da vila, mas encontrou pouco além do mesmo aviso:

“Marinheiros que ouvem o chamado da sereia nunca retornam.”

Mas Lucas já havia retornado.

E algo dentro dele lhe dizia que isso não era apenas uma lenda. Era real.

Em uma noite tempestuosa, ele a encontrou novamente na enseada.

“Eu vou te ajudar”, disse ele.

Sua expressão era indecifrável. “Por quê?”

“Eu não sei”, admitiu ele. “Só sei que tenho que.”

Seu olhar suavizou. Pela primeira vez, ele viu algo além da tristeza. Esperança.

Mas então, ela lhe contou a verdade.

“Você deve tomar o meu lugar.”

Lucas e Isabela estão à beira do mar tempestuoso, mãos entrelaçadas enquanto ele se prepara para se sacrificar e quebrar a maldição da sereia que a aprisiona.
Em meio a uma tempestade furiosa, Lucas toma sua decisão final, segurando as mãos de Isabela enquanto o oceano se prepara para reivindicar sua próxima sereia.

Uma onda fria o atingiu, gelando-o até os ossos.

“O quê?”

“A maldição só pode ser quebrada se outra pessoa a aceitar voluntariamente,” ela explicou, sua voz trêmula. “Se você fizer isso, eu serei livre. E você...” Suas palavras se perderam, mas ele sabia o que ela quis dizer.

Lucas vacilou. Isso não era apenas ajudá-la—era renunciar a tudo. Sua vida. Sua família. Sua própria humanidade.

Ele conseguiria isso?

Será que ele faria?

A tempestade rugia ao redor deles, ondas batendo contra as rochas. Os olhos de Isabela se fixavam nos dele, implorando.

“Eu esperei séculos por este momento,” ela sussurrou.

Lucas respirou fundo. E então, contra toda lógica, contra toda razão—ele deu um passo à frente.

“Eu farei isso.”

O Legado do Mar

No momento em que as palavras saíram de seus lábios, o mar rugiu em resposta.

A água se agitou ao seu redor, filamentos de espuma envolvendo suas pernas, arrastando-o para as profundezas. Seu corpo ardia, mudando, transformando-se.

Através da dor, ele viu Isabela—inteira, humana, lágrimas escorrendo por seu rosto.

Ela estava livre.

E ele...

Ele havia desaparecido.

Sob um céu iluminado pela lua, uma nova sereia de cabelos negros e olhos brilhantes entoa uma canção melancólica, marcando o início de uma nova lenda.
A canção do oceano continua, agora conduzida por uma nova sereia, enquanto Lucas abraça seu destino sob as ondas de Cahuita.

Epílogo: Uma Nova Lenda Começa

Até hoje, pescadores em Cahuita falam de uma canção que sobe com a maré. Mas agora não é mais melancólica.

É agridoce.

A lenda continua. Mas a canção da sereia…

Pertence a alguém novo.

Fim.

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Cantinho do leitor

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