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Sobre a História: A Princesa do Sol da Meia-Noite é um Legend de sweden ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Inspirational perspectivas. Um conto de coragem e luz sob o brilho eterno do sol da meia-noite da Suécia.
Nas remotas regiões do norte da Suécia, onde os ventos árticos beijam as montanhas e o sol nunca se põe no verão, uma pequena aldeia sami prosperava em meio a florestas cobertas de neve e riachos glaciais. Era uma terra de mistério e beleza, onde lendas sussurravam entre os pinheiros, levadas pelo sopro do vento. Entre essas histórias estava a de Linnea, uma jovem cuja coragem e amor pelo seu povo a tornaram uma lenda: A Princesa do Sol da Meia-Noite.
Linnea nasceu sob o brilho do sol da meia-noite, com o céu pintado em tons de ouro e lavanda. Desde o momento em que deu o primeiro suspiro, os anciãos da aldeia sentiram algo extraordinário nela. Sua mãe, Ingrid, que servia como curandeira da aldeia, acreditava que sua filha carregava as bênçãos de Solia, a própria Espírito do Sol da Meia-Noite. Seu pai, Aron, um habilidoso pastoreiro de renas, concordava, embora frequentemente mantivesse seus pensamentos para si mesmo. Mesmo criança, Linnea possuía uma qualidade etérea. Seus olhos verdes brilhantes pareciam enxergar na alma de quem ela olhasse, e sua risada ecoava pela aldeia como a melodia de um riacho de montanha. Enquanto outras crianças brincavam nos campos, Linnea frequentemente vagava sozinha pela floresta, ouvindo as vozes das árvores e dos rios. Ela tinha uma habilidade incomum de acalmar animais assustados e encontrar objetos perdidos que ninguém mais conseguia. Os moradores falavam dela em tons baixos, tanto em admiração quanto com um pouco de medo. No décimo oitavo aniversário de Linnea, seus pais a levaram ao cume do Monte Kebnekaise para o rito tradicional do Sol da Meia-Noite. Era um ritual antigo destinado a honrar a terra e manter o equilíbrio entre os espíritos e o povo. Enquanto Linnea estava no cume, banhada pelo brilho dourado da luz perpétua do dia, sentiu um estranho puxão no coração, como se a própria terra estivesse a chamando. De repente, o céu escureceu, e uma figura cintilante apareceu diante dela—uma mulher envolta em luz. Seu rosto era imutável pela idade, seus olhos queimavam como sóis gêmeos. Era Solia, o espírito em pessoa. “Linnea,” a espírito falou, sua voz suave mas ressoando como trovão. “Você foi escolhida. Uma grande sombra está se agitando, uma escuridão antiga que busca consumir esta terra. Você deve proteger a Lapônia e seu povo. Somente você possui o poder para manter a luz viva.” Linnea quis falar, mas sua garganta estava seca e seus pensamentos emaranhados como raízes. Ela simplesmente assentiu, sentindo o peso do momento se assentar sobre seus ombros como um manto. “Lembre-se,” Solia continuou, sua luz diminuindo ligeiramente, “seu coração será seu guia. Confie nele, mesmo na hora mais escura.” O verão chegou, trazendo consigo a luz eterna do sol da meia-noite. Dias e noites se confundiam enquanto a aldeia se preparava para as migrações sazonais das renas. Mas, sob a luz incessante do sol, uma inquietação silenciosa começou a se enraizar. Linnea percebeu isso primeiro nos animais—as renas estavam nervosas, recusando-se a pastar em certas áreas da floresta. Pássaros voavam em padrões caóticos, e os rios, antes cristalinos, agora transportavam listras de preto. Em uma noite, Linnea foi à margem do rio para coletar água para as ervas medicinais de sua mãe. Enquanto mergulhava as mãos no riacho gelado, uma brisa gélida varreu sobre ela. O ar tornou-se pesado, e a luz do sol diminuiu, embora o sol ainda pendesse alto no céu. Das sombras das árvores emergiu uma figura, alta e envolta em escuridão. Sua presença era sufocante, como uma tempestade que havia engolido o mundo. “Você sabe quem eu sou, menina?” a figura perguntou, sua voz como o estalar do gelo se partindo sob os pés. Linnea manteve-se firme, embora seu coração pulsasse forte. “Não. Mas posso sentir o que você é—errado. Você não pertence aqui.” O homem riu, um som que fez arrepios percorrer sua espinha. “Eu sou Ragnvald, a sombra que foi expulsa há muito tempo. E eu retornei para reivindicar o que é meu.” “A Lapônia não lhe pertence,” disse Linnea, sua voz firme apesar do medo que a corroía. Ragnvald inclinou a cabeça, estudando-a. “Ah, a escolhida. Solia falou de você. Mas você é apenas uma menina. O que você pode fazer para me deter?” Antes que pudesse responder, ele se dissolveu no ar, deixando para trás apenas um frio persistente e uma profunda sensação de pavor. Na manhã seguinte, Linnea foi ver Eira, a anciã da aldeia. A velha morava em uma pequena cabana na beira da floresta, suas paredes forradas com prateleiras de ervas secas, ossos e gravuras antigas. Ela era a guardiã da história da aldeia e a única que poderia ter respostas. Quando Linnea contou a Eira sobre seu encontro com Ragnvald, o rosto da anciã palideceu, e ela agarrou firmemente seu bastão de caminhada. “Os Svartskuggor,” Eira sussurrou. “Eu pensei que fossem apenas histórias. Mas se ele retornou, estamos todos em grave perigo.” “Quem são os Svartskuggor?” Linnea perguntou, inclinando-se para frente. “São as sombras,” Eira explicou. “Seres antigos que se alimentam de luz, calor e da própria vida. Ragnvald era o líder deles, um feiticeiro que uma vez buscou mergulhar a Lapônia em escuridão eterna. Ele foi derrotado há muito tempo, mas não destruído. Agora, ao que parece, ele encontrou uma maneira de voltar.” “O que podemos fazer para detê-lo?” Linnea perguntou. Eira fechou os olhos por um longo momento, como se buscasse nos fragmentos da memória. “Há um amuleto, o Solhjärtat—o Coração do Sol. Foi forjado pelos espíritos e contém um fragmento do poder de Solia. Com ele, você pode ter uma chance contra Ragnvald.” “Onde ele está?” Linnea perguntou, uma faísca de determinação acendendo dentro dela. Eira suspirou. “Nas Cavernas de Gelo de Jokkmokk. Mas seja cautelosa, criança. A jornada é traiçoeira, e as cavernas são protegidas por magias poderosas. Você deve ir sozinha.” Linnea se preparou para a jornada com o coração pesado. Ela levou apenas o essencial—uma capa quente, peixe seco, um cantil e o cajado de madeira de bétula esculpido por sua mãe. Antes de partir, visitou os rebanhos de renas para se despedir de seu pai. Quando se aproximou, uma das renas, um cervo branco com olhos âmbar marcantes, avançou e esfregou sua mão. “Eirik,” disse seu pai, sorrindo levemente. “Ele sempre teve um carinho por você. Talvez ele a guie em sua jornada.” Eirik a acompanhou enquanto ela partia para a vastidão selvagem. Os dias se confundiram com as noites enquanto Linnea e o cervo atravessavam rios congelados, escalavam encostas íngremes e enfrentavam ventos cortantes. A floresta parecia observá-la, suas árvores antigas sussurrando avisos que ela não conseguia compreender completamente. Em uma noite, enquanto Linnea acampava sob um céu pintado com as Luzes do Norte, ouviu um rosnado baixo. Das sombras emergiu um bando de lobos, seus olhos brilhando de forma anormalmente intensa. Linnea segurou seu cajado, o coração batendo acelerado. Mas antes que os lobos pudessem atacar, Eirik avançou, abaixando seus chifres em um gesto de desafio. Os lobos hesitaram, então se dissolveram na escuridão. “Obrigada,” Linnea sussurrou, acariciando o pescoço do cervo. As Cavernas de Gelo de Jokkmokk eram um labirinto de túneis congelados, suas paredes brilhando como pedras preciosas. Linnea e Eirik aventuraram-se mais fundo, suas respirações formando nuvens no ar gelado. Por fim, chegaram a uma caverna onde um pedestal de gelo se erguia no centro, segurando o Solhjärtat. O amuleto brilhava suavemente, como se estivesse vivo. Mas, enquanto Linnea o estendia, as sombras na sala começaram a se contorcer e girar. Ragnvald apareceu, sua forma imponente e terrível. “Você chegou longe, criança,” ele zombou. “Mas isto termina aqui.” Linnea agarrou seu cajado, sua determinação se fortalecendo. “Você não me assusta.” Ragnvald riu, um som que fez as paredes tremerem. “Então você é uma tola.” A batalha que se seguiu foi feroz. Ragnvald lançava raios de escuridão, e Linnea contra-atacava com feixes de luz invocados do amuleto. A caverna tremeu com a força de seu confronto, mas Linnea se recusava a ceder. Por fim, com uma última explosão de energia, ela liberou todo o poder do Solhjärtat. A luz encheu a caverna, banindo Ragnvald e suas sombras. Linnea retornou à sua aldeia como uma heroína, mas a luta ainda não havia terminado. A influência de Ragnvald persistia, e seus asseclas sombrios ainda ameaçavam a terra. Na véspera do solstício de verão, os aldeões se reuniram sob o sol da meia-noite, seus rostos marcados pela determinação. Linnea ficou à frente, o Solhjärtat brilhando contra seu peito. “Lutamos por nosso lar,” disse ela, sua voz se espalhando sobre a multidão. “Pela luz, pelo futuro.” A batalha final foi diferente de tudo que os aldeões já tinham visto. Sombras invadiam como criaturas vivas, e o ar crepitava com magia. Mas a luz de Linnea queimava mais brilhante do que nunca. A cada balanço de seu cajado, ela empurrava a escuridão de volta, seu coração guiado pela memória das palavras de Solia. Por fim, Ragnvald apareceu, sua forma enfraquecida mas ainda ameaçadora. “Você não pode me derrotar,” ele rosnou. “Eu sou eterno.” Linnea avançou, seu olhar inabalável. “Não enquanto o sol ainda brilhar.” Com uma última explosão de luz, ela derrubou Ragnvald, sua forma se dissolvendo na inexistência. A terra ficou silenciosa, as sombras desapareceram. Enquanto os primeiros raios da aurora rompiam o horizonte, os aldeões explodiram em aplausos. Linnea estava entre eles, seu coração cheio de alívio e gratidão. Embora a batalha a tivesse testado de maneiras que ela jamais imaginou, ela sabia que havia feito o que era certo. Ao longo dos anos, Linnea tornou-se uma líder amada, guiando seu povo com sabedoria e bondade. Embora seus dias de aventura estivessem atrás dela, a história da Princesa do Sol da Meia-Noite foi contada por gerações, lembrando que mesmo nos tempos mais sombrios, a luz pode prevalecer. Sob o céu interminável da Lapônia, seu legado perdurou, tão eterno quanto o sol da meia-noite.Uma Profecia na Hora Dourada
A Sombra Cresce
A Sabedoria da Anciã
Na Selva
O Solhjärtat
A Última Resistência
Uma Nova Aurora
Fim