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A Noiva que Fia Ouro de Zagorje
A breathtaking view of the medieval Croatian countryside, where the grand Veliki Tabor Castle stands against the golden hues of sunset. In the foreground, Marija, a humble village girl, clutches a golden-threaded cloth, her expression torn between awe and uncertainty—a hint of the extraordinary fate awaiting her.

Sobre a História: A Noiva que Fia Ouro de Zagorje é um Legend de croatia ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Romance e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma garota que transforma palha em ouro, um príncipe amaldiçoado e a ganância de um conde—o destino tece sua própria história nas colinas de Zagorje.

Nas colinas enevoadas de Zagorje, Croácia, onde as florestas sussurram segredos e antigos castelos se agarram às suas memórias de pedra, vive uma lenda tão antiga quanto o próprio tempo. As pessoas ainda contam a história de Marija, uma simples menina de vilarejo com um dom—alguns chamavam de bênção, outros, de maldição. Ela conseguia fiar o mais fino fio dourado, embora nunca soubesse realmente como ou por que.

Sua história é de amor, ganância e destino, onde os ecos de sua risada e tristeza ainda assombram os corredores do Castelo Veliki Tabor. Alguns dizem que, em noites de lua cheia, o tear gira sozinho, sem uma mão para guiá-lo, e o fio dourado brilha na escuridão, esperando pela menina que um dia desafiou a vontade dos reis.

Órfã do Tear

Marija conheceu a solidão desde que se lembrava. Seu pai, um humilde tecelão, morreu em um inverno tão cruel que até os rios congelaram no meio do fluxo. Sua mãe—já desaparecida muito antes—deixara para trás nada além do tear e um nome que os aldeões ainda sussurravam com admiração e inquietação.

"Aquela criança," murmuravam, "ela tem as mãos da mãe."

Não era para ser um elogio.

Sua madrasta, Dragica, a acolheu, mas não por amor. Dragica era uma mulher dura, afiada como a lâmina de um fuso, e via Marija como nada mais do que uma serva.

"Você vai se sustentar, menina," dizia Dragica, jogando um monte de linho não fiado no colo de Marija.

E assim Marija trabalhava, do amanhecer ao anoitecer, com os dedos doloridos e a pele ressecada. No entanto, quando a luz da lua derramava sobre seu tear, algo estranho acontecia—o fio brilhava, como se a luz do sol estivesse presa dentro dele.

Uma noite, um comerciante que passava pelo vilarejo avistou seu trabalho e ficou pasmo.

"Pelos santos, menina," disse ele, levantando o tecido que ela havia tecido. "Isso brilha como os tesouros dos sultões turcos!"

Os olhos de Dragica se estreitaram. Ela sempre suspeitou que Marija não era normal, mas agora via outra coisa—lucro.

E nos corredores do Castelo Veliki Tabor, onde a ganância reinava tão ferozmente quanto o aço, um homem logo ouviria falar da menina que fiava linho em ouro.

A Demanda do Conde

Foi na véspera de um festival de colheita quando o Conde Matija chegou à humilde casa, seu garanhão negro bufando no ar fresco da noite.

Sua reputação o precedia—um nobre cruel, um homem de desejos sombrios, cujo coração batia apenas por poder e riqueza. Ele sentou-se ereto em sua capa bordada, olhos afiados como os de um falcão, lábios curvados em algo entre um sorriso e um olhar de desdém.

"Vocês," disse ele, dirigindo-se a Dragica, embora seu olhar se fixasse em Marija, "ouvi dizer que vocês têm uma menina que pode fiar fio dourado."

Dragica inclinou-se baixinho, sua voz doce como mel. "Ela é apenas uma pobre menina, meu senhor, mas suas mãos… elas fazem milagres."

A sobrancelha de Matija arqueou-se. "Então, vamos ver esses milagres."

O estômago de Marija se revirou de medo enquanto os homens do conde a levavam—não à força, não exatamente, mas não havia como enganar-se. Isso não era um convite.

Era uma convocação.

A Tarefa Impossível

A sala onde a trancaram era fria e vazia, exceto pelo tear no centro.

No chão, empilhado como uma piada cruel, havia um monte de linho, pálido e sem vida.

"Você deve fiar isso em ouro até o amanhecer," soou a voz do Conde Matija, como ferro contra pedra, "ou você não verá outro nascer do sol."

A porta se fechou com força.

O coração de Marija batia acelerado. Ela não tinha magia, nem poder.

Ela era apenas uma menina.

Lágrimas turvaram sua visão enquanto tocava o tear de madeira, sussurrando para ele como se pudesse salvá-la.

"Por favor…"

E então, das sombras, uma voz—baixa, suave, quase provocante.

"Por que você chora, bela?"

Ela se virou bruscamente.

Um homem estava ali, onde não havia ninguém antes.

Ele era alto, com cabelos escuros e ondulados, olhos verdes brilhando com algo sobrenatural. Suas roupas eram diferentes de qualquer coisa que ela havia visto, tecidos com fios de prata que pareciam cintilar como a luz da lua.

"Quem é você?" Marija perguntou, com a voz quase um sussurro.

"Um amigo," murmurou ele. "E eu posso te ajudar… por um preço."

A Aposta

"Um preço?" ela perguntou.

O homem inclinou a cabeça, contemplando-a. "Um beijo. Apenas um."

Marija hesitou, mas que escolha ela tinha?

Ela deu um passo à frente, pressionando o beijo mais suave em sua bochecha.

O ar mudou, espesso com magia. O tear girou sozinho, o linho desenrolando-se em puro ouro.

Até o amanhecer, a sala brilhava com tesouros.

Quando Matija viu, seus olhos brilharam de ganância. "Amanhã, você fiará o dobro."

O estômago de Marija afundou.

Naquela noite, o homem apareceu novamente.

"Desta vez," disse ele, "o preço é uma promessa."

"Uma promessa de quê?"

"Que um dia, você será minha."

Seu coração martelava, mas ela assentiu.

E, mais uma vez, o ouro fluía como água.

Mas Matija não se contentou.

A Traição do Conde

Na terceira noite, Matija não trouxe linho.

Ele trouxe um vestido de noiva.

"Você será minha noiva," declarou, sua voz faminta, triunfante. "Com seu dom, serei o homem mais rico de toda a Croácia."

Marija balançou a cabeça. "Não," sussurrou. "Eu não vou me casar com você."

A expressão de Matija escureceu, sua mão apertando a espada. "Então você morrerá."

Mas antes que sua lâmina pudesse cair, as sombras se agitaram.

O estranho—Luka—diante dela.

"Você não tem direito a ela," disse Luka, sua voz baixa e perigosa.

"Você?" Matija zombou. "E o que você é para ela?"

"Eu sou para quem ela realmente pertence," respondeu Luka.

Com um movimento da mão, um grande vento uivou pelo castelo, e Matija foi jogado para trás, seu grito engolido pela tempestade.

A Maldição e o Beijo

Luka virou-se para ela, olhos agora suaves.

"Você nunca me contou quem realmente é," Marija sussurrou.

"Estou amaldiçoado," ele admitiu. "Um príncipe, ligado às sombras, esperando por um amor puro o suficiente para me libertar."

Marija deu um passo mais perto, seu coração batendo forte.

"Então me deixe te libertar."

Ela o beijou—realmente o beijou, e o ar cintilou.

Quando a luz desapareceu, Luka estava diante dela, já não mais um estranho sombrio, mas um homem—completo, de cabelos dourados e sorrindo.

"Marija," murmurou ele, "você será minha noiva?"

Ela sorriu.

"Sim."

Epílogo: A Lenda Continua

Eles se casaram sob os antigos carvalhos, seu amor tecido na lenda.

E ainda, quando o vento sussurra pelo Castelo Veliki Tabor, os aldeões sussurram que, se você ouvir com atenção, pode ouvir o zumbido de um tear—e a risada da menina que fiou ouro com amor.

FIM

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