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A Metamorfose
Gregor Samsa awakens in his dreary bedroom, transformed into a giant insect, overwhelmed by a sense of isolation and unease.

Sobre a História: A Metamorfose é um Realistic Fiction de austria ambientado no 20th-century. Este conto Dramatic explora temas de Loss e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Uma história surreal de transformação e do colapso dos laços familiares.

Gregor Samsa acordou uma manhã de sonhos inquietantes e se encontrou transformado em uma verminosa monstruosidade. Estava deitado de costas, rígido e com uma carapaça dura, e quando levantou levemente a cabeça, viu seu ventre marrom em forma de cúpula dividido em segmentos duros e arqueados. Suas numerosas pernas, lamentavelmente finas em comparação com o resto de seu corpo, tremulavam impotentes diante de seus olhos.

“O que aconteceu comigo?” pensou. Não era um sonho. Seu quarto, um quarto humano comum, embora um pouco pequeno, permanecia tranquilo entre as quatro paredes familiares. Acima da mesa, onde uma coleção de amostras têxteis estava espalhada — Samsa era um vendedor viajante — pendia uma imagem que ele havia cortado recentemente de uma revista ilustrada e colocado em uma bela moldura dourada. Mostrava uma senhora vestida com um chapéu de pele e uma boina de pele, que sentava ereta, levantando uma pesada luva de pele que cobria todo o seu antebraço em direção ao observador.

O olhar de Gregor então se voltou para a janela. O tempo cinzento — as gotas de chuva caíam audivelmente na parapeito de metal — o deixou bastante melancólico. “E se eu voltasse a dormir por um tempo e esquecesse toda essa bobagem”, pensou, mas isso estava totalmente fora de questão. Ele estava acostumado a dormir de lado direito, mas em seu estado atual, era incapaz de assumir essa posição. Não importava o quanto se lançasse de lado direito, ele sempre rolava de volta para a posição supina. Deve ter tentado isso centenas de vezes, fechando os olhos na tentativa de ignorar a bagunça, apenas para rolar de volta em derrota.

“Oh Deus”, pensou, “que trabalho exaustivo eu escolhi! Dia após dia, na estrada. É muito mais cansativo do que qualquer trabalho de escritório, e sou atormentado pela preocupação de voltar ao trabalho a tempo.”

Gregor se contorce na cama enquanto sua mãe bate na porta, preocupada e alheia à sua transformação.
Gregor tem dificuldade em se mover em sua nova forma enquanto sua mãe preocupada bate à porta, sem saber da sua drástica transformação.

O despertador na mesa tiquetaqueava alto, como se quisesse lembrá-lo do tempo que passa incessantemente. Gregor olhou para ele ansiosamente. “Meu Deus!” pensou. Eram seis e meia, e o próximo trem partia às sete! Ele nunca conseguiria chegar a tempo. A empregada certamente não o tinha acordado, e ele já estava à beira de se tornar motivo de riso do chefe.

O gerente vinha ameaçando demiti-lo há semanas, já que Gregor frequentemente lutava para acompanhar seu trabalho exigente. Ele se sentia como uma peça em uma máquina, mal conseguindo um descanso da rotina implacável. Sua mãe, batendo na porta do outro lado, chamou suavemente: “Gregor, você não vai levantar? Você já dormiu o suficiente!”

Gregor tentou responder, mas descobriu que sua voz já não era mais a sua. Em vez disso, um som estranho e distorcido escapou de seus lábios, mais parecido com o zumbido de um inseto do que com a fala humana. Sua mãe, assustada, repetiu-se: “Gregor, você está bem? Precisa de ajuda?” Mas tudo o que Gregor conseguiu foi fazer aquele som bizarro novamente.

De repente, ele ouviu o barulho de passos apressados descendo o corredor. Era seu pai, batendo na porta. “Gregor, abra! O gerente está aqui. Ele veio ver por que você não está no trabalho!”

Gregor entrou em pânico. O próprio gerente? Isso era um desastre. Ele precisava fazer algo, precisava se mover, mas seu corpo se recusava a cooperar. Suas pernas contraíram, sua carapaça rígida rangeu enquanto ele lutava para se arrastar em direção à borda da cama. Enquanto isso, seu pai continuava a gritar e o gerente começava a falar, claramente ficando mais impaciente a cada momento que passava.

“Senhor Samsa!” o gerente chamou. “Você está negligenciando suas responsabilidades, e devo informá-lo de que seu desempenho está se tornando bastante insatisfatório. Se isso continuar, não terei outra escolha a não ser encerrar seu contrato de trabalho.”

Essas palavras atingiram Gregor com horror. Demitido? Como sua família sobreviveria sem sua renda? Eles dependiam dele para pagar o aluguel, para manter a casa funcionando. Ele forçou-se a se mover novamente, empurrando a cama com seus novos e estranhos membros, apenas para deslizar de volta em um monte desajeitado.

O pai de Gregor bate com raiva na porta, exigindo que Gregor saia, enquanto Gregor luta do lado de dentro.
O pai de Gregor, tomado pela frustração, bate com raiva na porta, alheio à chocante realidade que se esconde dentro.

Enquanto isso, do lado de fora da porta, sua irmã, Grete, estava torcendo as mãos em aflição. “Por favor, Gregor, deixe-nos ajudá-lo! Por que você não responde?”

Dentro, Gregor estava frenético. Ele sabia que precisava se levantar e se mostrar, mas como? Seu corpo agora era algo estrangeiro para ele, uma massa bizarra e descooperativa. O desespero começou a se infiltrar quando ele fez uma última tentativa com toda a sua força, fazendo toda a cama balançar ligeiramente. Ele vacilou na beirada do colchão, quase caindo, antes de conseguir colocar algumas pernas no chão. Mas agora o quê? Como ele deveria andar? Não conseguia entender sua nova anatomia.

O tempo se arrastava enquanto os gritos lá fora ficavam mais altos e mais impacientes. Por fim, Gregor conseguiu girar a chave na fechadura usando a boca — suas pernas eram inúteis — e abriu a porta com grande dificuldade. Ele rastejou para fora, revelando sua nova forma horrível.

Sua mãe soltou um grito de horror. Seu pai recuou, com os olhos arregalados de descrença. O gerente, no entanto, recuou em absoluta repulsa. A transformação de Gregor estava completa, e a visão dele era mais do que qualquer um podia suportar.

A princípio, houve apenas silêncio. Então o gerente deu meia-volta e fugiu do apartamento sem mais uma palavra, deixando Gregor e sua família sozinhos em um silêncio tenso e sufocante.

Grete foi a primeira a falar. “O que... o que é isso?” sussurrou, olhando para a forma grotesca do irmão. Gregor queria responder, explicar que ainda era ele, mas tudo o que saiu foi aquele mesmo ruído irritante.

Grete traz comida para o quarto de Gregor, parecendo dividida enquanto a coloca para ele, na sua forma de inseto.
Grete, atormentada e triste, leva comida para seu irmão Gregor, lutando contra a distância emocional que cresce entre eles.

Dias se passaram, e a família de Gregor lutava para aceitar sua nova realidade. Sua mãe mal conseguia se forçar a olhar para ele, enquanto seu pai se tornava cada vez mais hostil. Ele havia sido uma figura severa e autoritária antes, mas agora via Gregor como uma abominação, um fardo. A situação financeira da família piorou à medida que Gregor não podia mais trabalhar, forçando-os a fazer sacrifícios que não haviam previsto.

Foi Grete, sua irmã outrora amada, quem assumiu a tarefa de cuidar dele. Ela lhe trazia comida, embora ele descobrisse que já não tinha gosto para as coisas que antes amava. Em vez disso, preferia alimentos estragados ou podres, para seu desgosto. Apesar de sua compaixão inicial, logo ficou claro que Grete também estava lutando para lidar com a situação. Suas visitas tornaram-se menos frequentes, suas interações com ele mais distantes.

Gregor sentia-se cada vez mais isolado. Ansiava por comunicar-se, por fazê-los entender que ainda era a mesma pessoa, mas seu corpo semelhante a um inseto impedia qualquer conexão. O ressentimento crescente de sua família era palpável, e ele sabia que começavam a vê-lo como nada mais do que um incômodo grotesco.

O corpo inerte de Gregor, na forma de inseto, jaz no chão enquanto sua família está ao fundo, em luto e aliviada.
O corpo sem vida de Gregor jaz na sala abandonada enquanto sua família está ao fundo, dividida entre a dor e o alívio.

À medida que os dias se transformavam em semanas, e as semanas em meses, a condição de Gregor piorava. Ele se tornava mais fraco e mais retraído, não tentando mais sequer se mover pelo apartamento. Sua família, especialmente Grete, começou a discuti-lo em tons baixos, como se ele já estivesse morto. Eles pararam de limpar seu quarto, permitindo que poeira e sujeira se acumulassem ao seu redor, reforçando ainda mais seu sentimento de inutilidade.

Eventualmente, foi Grete quem sugeriu o impensável. “Não podemos continuar vivendo assim”, disse uma noite após o jantar. “Ele não é mais Gregor. Seja lá o que for essa coisa, não é nosso irmão.”

Suas palavras, embora sussurradas, alcançaram os ouvidos de Gregor e esmagaram o pouco de ânimo que lhe restava. Ele percebeu então que estava verdadeiramente sozinho. Sua família havia desistido dele, e não havia esperança de reconciliação.

Nos últimos dias de sua vida, Gregor mal se movia. Seu corpo, antes tão alienígena e descooperativo, havia se tornado uma prisão de sua própria criação. Ele permanecia imóvel, sem se mover, enquanto a vida se esvaía dele. Uma manhã, quando sua família acordou, o encontraram morto.

A morte de Gregor não foi recebida com tristeza, mas com alívio. A família, finalmente livre do fardo de sua existência, seguiu em frente com suas vidas. Grete, outrora tão compassiva, começou a florescer como uma jovem cheia de potencial. Seus pais também pareciam mais leves, já não mais sobrecarregados pela criatura grotesca que havia tomado conta de suas vidas.

E assim, Gregor Samsa, que havia sido o provedor e protetor de sua família, foi esquecido. Sua metamorfose, tanto física quanto emocional, o isolou daqueles que amava, e no final, foi esse isolamento que levou à sua queda.

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