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Sobre a História: A Lenda dos Quatro Dragões é um Legend de china ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Nature e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. A história de quatro dragões que desafiaram o Imperador de Jade para salvar o povo da China.
Era uma vez, há muito tempo, na antiga China, uma terra abençoada com paz e prosperidade. Montanhas imponentes erguiam-se majestosas, enquanto rios fluíam como fios de prata pelos vales. O povo vivia em harmonia, cultivando suas terras, celebrando as colheitas e prestando homenagem aos deuses. No coração de sua adoração estavam quatro poderosos dragões: o Dragão Azul, o Dragão Negro, o Dragão Branco e o Dragão Vermelho. Cada um governava uma parte específica do céu e acreditava-se que controlavam as forças da natureza. Suas bênçãos garantiam chuvas abundantes, ventos favoráveis e a riqueza da terra.
Mas, como todas as grandes lendas, esta história começa em um período de crise.

Por muitos anos, o povo viveu sob o favor dos dragões. Os rios transbordavam, e as colheitas prosperavam. No entanto, em um ano, as chuvas deixaram de vir. A primavera deu lugar ao verão, e os céus permaneceram de um azul rigoroso e implacável. Os campos outrora exuberantes de arroz e trigo começaram a murchar. Os rios e lagos começaram a secar, revelando a terra rachada e ressequida abaixo deles. O povo da China rezava fervorosamente ao Imperador de Jade, o supremo governante do Céu, que sempre assegurava o equilíbrio da terra. Mas, por razões desconhecidas, o Imperador permaneceu em silêncio. A desesperança se espalhou entre o povo, que temia por seu sustento e sobrevivência. Foi então que os quatro dragões, preocupados com a terra e o povo que amavam, decidiram tomar as rédeas da situação. Eles se reuniram no topo da sagrada montanha Tai Shan, onde frequentemente realizavam suas reuniões celestiais. O Dragão Azul, o mais velho e sábio, olhou para a paisagem desolada. “As pessoas sofrem,” disse ele solenemente. “Suas orações não são atendidas. Se não fizermos nada, elas perecerão.” O Dragão Negro, governante dos céus do norte, assentiu em concordância. “Devemos agir, mesmo que isso signifique desafiar o Imperador de Jade. É nosso dever proteger a terra.” Mas o Dragão Branco, sempre cauteloso e atento às consequências, hesitou. “Desafiar o Imperador? Sua ira pode ser terrível. Não deveríamos primeiro peticionar a ele novamente?” Finalmente, o Dragão Vermelho, o mais jovem e apaixonado dos quatro, falou com convicção. “Se o Imperador não ouvir, então devemos encontrar outra maneira. O povo nos adorou por séculos; devemos nossa proteção a eles.” Após muito debate, os quatro dragões concordaram que não podiam mais permanecer inativos. Agiriam, mas com cuidado, na esperança de que o Imperador de Jade eventualmente entendesse seus motivos. Juntos, alçaram voo para os céus, seus corpos maciços torcendo e espiralando através das nuvens. Eles viajaram para o Mar do Leste, o maior corpo de água do mundo, e lá, elaboraram um plano. O Mar do Leste era vasto e repleto de vida, suas ondas cintilando sob a luz do sol. Os dragões mergulharam profundamente sob sua superfície, coletando água em suas poderosas mandíbulas. O plano era simples: se o Imperador de Jade não enviaria a chuva, eles o fariam por conta própria. Com seus corpos pesados com as águas do mar, voltaram voando para as terras chinesas afetadas pela seca. Enquanto sobrevoavam os campos, liberavam a água que haviam coletado. As gotas caíam como joias cintilantes do céu, primeiro em uma leve garoa, depois em torrentes de chuva. A terra ressequida bebia profundamente, e os rios que quase desapareceram começaram a inchar novamente. O povo exultava, suas orações finalmente atendidas. Por vários dias, os dragões continuaram seu trabalho, trazendo chuva às terras sofridas. Os campos antes áridos logo se encheram de vida novamente, e a esperança retornou aos corações das pessoas. No entanto, lá em cima, nos céus, o Imperador de Jade percebeu a mudança repentina. De seu trono dourado, convocou seus ministros e generais. “Quem se atreve a interferir no equilíbrio da natureza?” trovejou ele. “Eu não ordenei as chuvas, mas elas caem.” Um de seus ministros, conhecido por sua mente afiada e perspicácia, deu um passo à frente. “São os quatro dragões, Vossa Majestade. Eles retiraram água do Mar do Leste para trazer chuva ao povo.” Os olhos do Imperador de Jade se estreitaram. Ele sempre se orgulhou de sua autoridade e controle sobre os reinos dos céus, da terra e do mar. A ideia de que alguém, mesmo os venerados dragões, agissem sem sua permissão o enfureceu. O Imperador de Jade, furioso com os dragões por sua desobediência, enviou seus soldados celestiais para capturá-los. Os soldados, rápidos e implacáveis, desceram dos céus, suas armaduras brilhando como estrelas ao se aproximarem dos dragões. Os quatro dragões, ainda derramando chuva sobre a terra, os viram vindo. O Dragão Azul, reconhecendo o perigo, chamou seus irmãos. “Fomos descobertos! O Imperador está zangado. Devemos fugir!” Mas os dragões, embora poderosos, não conseguiram fugir dos soldados celestiais. Um por um, foram capturados e acorrentados com correntes de poder divino. Os soldados os arrastaram de volta aos céus, onde o Imperador de Jade aguardava. Quando os dragões foram trazidos diante dele, o rosto do Imperador estava sombrio de raiva. “Vocês ousaram me desafiar,” disse ele com uma voz que ecoava pelo palácio celestial. “Vocês roubaram a água do Mar do Leste e causaram a queda da chuva sem meu comando.” O Dragão Vermelho, embora acorrentado, ergueu a cabeça orgulhosamente. “Fizemos isso pelo povo, Vossa Majestade. Eles estavam sofrendo, e não podíamos ficar de braços cruzados.” A expressão do Imperador de Jade suavizou por um momento, como se considerasse seus motivos. Mas seu orgulho e senso de ordem rapidamente retornaram. “Suas intenções podem ter sido nobres,” disse ele, “mas vocês perturbam o equilíbrio do mundo. Por isso, devem ser punidos.” Os dragões não suplicaram por misericórdia. Eles fizeram o que acreditavam ser correto e estavam preparados para enfrentar as consequências. O Imperador de Jade, ainda determinado a manter o controle, decidiu sobre uma punição adequada. Ele não podia destruir os dragões, pois eram muito reverenciados e poderosos. Em vez disso, os transformou em grandes montanhas, ancorando-os na própria terra que haviam buscado proteger. O Dragão Azul tornou-se a Montanha do Leste, o Dragão Negro a Montanha do Norte, o Dragão Branco a Montanha do Oeste e o Dragão Vermelho a Montanha do Sul. Cada montanha erguia-se alta e majestosa, um guardião silencioso sobre as terras da China. Embora não pudessem mais percorrer os céus, os dragões continuaram a vigiar o povo. A chuva caía, os ventos sopravam e os rios fluíam, tudo em equilíbrio, enquanto os dragões exerciam sua influência a partir das montanhas. O povo, alheio ao destino dos dragões, continuava a oferecer orações e agradecimentos. Construíram templos aos pés das grandes montanhas, acreditando que os dragões ainda viviam nelas, concedendo suas bênçãos dos céus acima. A lenda dos quatro dragões tornou-se um dos maiores contos da China, passada de geração em geração. As montanhas onde os dragões dormiam tornaram-se lugares sagrados, visitados por aqueles que buscavam sabedoria, força e proteção. Mesmo hoje, as montanhas da China permanecem como um testemunho do amor duradouro dos dragões pelo povo que outrora protegeram. Anos se passaram, e a história dos quatro dragões se tornou lenda, mas sua influência permaneceu. A terra da China prosperou, seu povo vivendo em harmonia com o mundo natural. Embora não vissem mais os dragões nos céus, sentiam sua presença em cada rajada de vento e em cada gota de chuva. Os dragões haviam se tornado parte da essência da terra, seu sacrifício para sempre gravado no coração da terra. Um dia, um jovem viajante percorreu as montanhas, buscando respostas para os maiores mistérios da vida. Enquanto se posicionava diante dos picos imponentes, sentiu uma profunda conexão com o mundo ao seu redor. O ar estava carregado com o espírito dos dragões, e o viajante percebeu que eles nunca haviam partido de fato. Estavam lá, cuidando da terra que amavam, sua presença tão eterna quanto as próprias montanhas. E assim, a lenda dos quatro dragões perdurou, não apenas nas histórias contadas ao redor da fogueira, mas na própria alma da terra—a lembrança do poder do sacrifício, do amor e da conexão duradoura entre a natureza e a humanidade.A Seca
A Chuva do Mar
Punição dos Céus
As Montanhas da China
Um Novo Equilíbrio