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Sobre a História: A Lenda dos Marchadores Noturnos é um Legend de united-states ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Wisdom e é adequado para Adults. Oferece Cultural perspectivas. A busca de uma garota para desvendar os segredos dos antigos guerreiros do Havai a leva a um mundo onde os vivos e os espíritos se encontram.
No coração do Oceano Pacífico encontra-se uma terra de mistério, cultura e lendas antigas – as ilhas do Havaí. Por séculos, histórias dos Marchadores Noturnos ecoaram pelas montanhas, vales e costas dessas ilhas. Esses guerreiros fantasmagóricos, conhecidos como *huaka'i po*, dizem ser os espíritos de antigos guerreiros havaianos que vagam pela terra, marchando ao som de tambores ancestrais, carregando os segredos do passado e o espírito de seus ancestrais. Dizem que encontrar os Marchadores Noturnos é testemunhar uma parte da história mais sagrada do Havaí e, para aqueles que ousam olhar em seus olhos, pode ser a última coisa que veem.
O ar da noite estava pesado com o aroma de plumeria e a brisa salgada do oceano. Lani Kealoha estava à beira de um penhasco, olhando para as águas cintilantes do Pacífico. Ela havia ouvido as histórias dos Marchadores Noturnos durante toda a sua vida, passadas por sua avó e os anciãos da sua aldeia. Quando criança, ela escutava de olhos arregalados, com o coração batendo forte enquanto descreviam o brilho estranho que iluminava a noite, o ritmo constante dos tambores que sacudiam o chão e a visão de guerreiros marchando pela terra, orgulhosos e ferozes mesmo na morte. Mas eram apenas histórias, não eram? A curiosidade de Lani sempre foi insaciável e, à medida que crescia, os contos se transformaram de histórias para dormir em algo mais – um chamado. Nesta noite, o vento sussurrou para ela, carregando o aroma de algo antigo e poderoso. À medida que a lua subia alto, sua luz prateada banhando a terra, ela sentiu uma agitação profunda em seus ossos. Seu avô, Kimo, a havia avisado muitas vezes: "Nunca seja pega no caminho dos Marchadores Noturnos, Lani. Desvie o olhar, deite-se, mostre respeito. Caso contrário, eles a levarão consigo." Mas Lani não estava com medo. Ela estava determinada a descobrir a verdade por trás das lendas. Na noite seguinte, Lani se preparou para a jornada ao coração da ilha, para um lugar sagrado conhecido como Ponto Ka?ena – um local onde se dizia que o véu entre os mundos era mais fino. Ela embalou uma bolsa com água, uma lanterna e a antiga coroa de nozes de kukui de sua avó, um símbolo de proteção contra espíritos malévolos. Enquanto caminhava pelo terreno acidentado, o céu escureceu e o ar ficou calmo. De repente, o som tênue de tambores começou a ecoar pela noite, seu ritmo constante e inabalável. Cada batida ressoava profundamente em seu peito, como um pulso. O som ficou mais alto e Lani os viu. Uma fileira de guerreiros, com tochas flamejantes, movendo-se lenta e deliberadamente pela vegetação densa. Eles usavam vestimentas de tempos antigos – capacetes com penas, capas vermelhas e amarelas, e carregavam longas lanças que brilhavam ao luar. Seus rostos estavam firmes em expressões de determinação feroz, olhos vazios e brilhando levemente na escuridão. A respiração de Lani ficou presa na garganta. Ela caiu de joelhos, o coração batendo forte. Lembrou-se das palavras de seu avô: "Deite-se, mostre respeito." Com as mãos trêmulas, ela se deitou no chão, pressionando a testa contra a terra fresca. Os marchadores se aproximaram, suas tochas tremulando, suas sombras dançando pelas rochas. Lani sentiu o calor das chamas passando, sentiu a terra vibrar sob ela. Não ousou levantar a cabeça, mas sua curiosidade ardia mais intensamente que a luz das tochas. Os tambores pararam e, no silêncio que se seguiu, uma voz falou. "Por que você nos observa, menina?" Lani levantou a cabeça, seus olhos encontrando os do guerreiro à sua frente. Seu olhar era penetrante, como duas pérolas negras fixas em um rosto marcado pelo tempo e pela batalha. "Eu... eu quero saber", gaguejou ela. "Quero entender a sua história." A expressão do guerreiro suavizou-se e ele se ajoelhou ao lado dela. "Marchamos para lembrar", disse ele, com uma voz como o vento sussurrando entre folhas de palmeiras. "Marchamos para honrar aqueles que vieram antes de nós, para manter nossa história viva. Somos os guardiões desta terra e não podemos descansar até sermos lembrados." "Mas por que as pessoas têm medo de vocês?" Lani perguntou, sua voz mal sendo um sussurro. Ele sorriu, um sorriso triste e sábio. "O medo nasce do desconhecido. Eles não nos entendem, então criam histórias para se protegerem." O guerreiro se levantou e os outros começaram a se mover novamente. Lani observou enquanto desapareciam na escuridão, a luz das tochas desaparecendo como estrelas consumidas pela noite. Antes de desaparecerem completamente, o guerreiro voltou-se para ela. "Você é corajosa, pequena", disse ele. "Mas tenha cuidado. O caminho que você percorre é perigoso." Na manhã seguinte, Lani acordou em sua cama, sua avó sentada ao seu lado, com uma expressão preocupada no rosto. "Você foi vê-los, não foi?" sua avó perguntou, sua voz carregada de medo e admiração. Lani assentiu. "Eu precisava saber, Tutu. Eu precisava vê-los por mim mesma." Sua avó suspirou profundamente. "Os Marchadores Noturnos não devem ser subestimados, Lani. Eles são os espíritos de guerreiros, chefes e reis. Eles marcham porque devem, ligados por deveres e poderes ancestrais. Podem ser uma força de proteção, mas também podem ser um presságio de morte." "Mas eles falaram comigo", Lani protestou. "Eles não eram maus. Eles eram... eles eram apenas..." "Pendurados", sua avó completou. "Presos no ciclo interminável de lembrar." Lani não conseguia se livrar da sensação de que havia mais na história deles, algo escondido sob as camadas de mito e lenda. E assim, decidiu que retornaria às montanhas, desta vez com a bênção e orientação de sua avó. Na noite seguinte, Lani partiu novamente, a coroa de sua avó ao redor do pescoço e uma pequena oferta de comida e flores em sua bolsa. Ao chegar ao lugar onde havia visto os Marchadores Noturnos pela primeira vez, ela esperou, o coração acelerado, a noite pressionando ao seu redor. Os tambores retornaram, mais altos desta vez, mais insistentes. O chão tremeu a cada batida e Lani sentiu o ar esfriar à medida que os guerreiros emergiam da escuridão mais uma vez. O líder, o mesmo guerreiro que havia falado com ela antes, deu um passo à frente. "Você voltou", disse ele, seu tom curioso e cauteloso. "Por quê?" "Quero ajudar", disse Lani, estendendo a oferta. "Quero honrar sua jornada." O guerreiro aceitou a oferta, sua expressão suavizando-se. "Você é diferente", disse ele. "Você ouve quando outros correm. Talvez ainda haja esperança para sua geração." Do cinto, ele tirou um pequeno ídolo de madeira esculpida e o colocou nas mãos de Lani. "Isso irá protegê-la", disse ele. "E talvez, um dia, ajude-nos a encontrar a paz." Os marchadores desapareceram mais uma vez na noite, deixando Lani sozinha com o ídolo, sua madeira quente e pulsando de energia. A jornada de Lani a levou mais fundo na história dos Marchadores Noturnos. Ela descobriu que eram guerreiros que haviam morrido em batalha, incapazes de alcançar o além. Alguns haviam sido mortos injustamente, outros ligados por juramentos que nunca poderiam quebrar. Cada um tinha uma história, uma vida repleta de dever, honra e sacrifício. Uma noite, enquanto Lani estava no penhasco, segurando o ídolo, ela sentiu uma presença atrás dela. Virando-se, viu um menino jovem, o rosto marcado por lágrimas. "Estou perdido", sussurrou ele. "Não consigo encontrar o caminho de casa." Lani ajoelhou-se, estendendo a mão para ele. "O que aconteceu com você?" "Fui levado", ele disse. "Levantado da minha família, da minha aldeia. Tentei lutar, mas eles eram fortes demais. Agora, eu marcho, mas não sei por quê." Ela pegou sua mão, sentindo o frio de seu espírito penetrar em sua pele. "Eu vou ajudá-lo", prometeu ela. Conforme as noites passavam, Lani ajudava mais espíritos a encontrar seu caminho. Cada um tinha uma história, uma razão para marchar. E com cada espírito que guiava, ela sentia o peso de sua tristeza se aliviando, sua jornada chegando ao fim. O guerreiro apareceu para ela pela última vez, seus olhos cheios de gratidão. "Você fez o que nós não pudemos", disse ele. "Mostrou-nos o caminho para a paz." "Vocês poderão descansar agora?" Lani perguntou. "Sim", respondeu ele, o fantasma de um sorriso tocando seus lábios. "Graças a você, nossa jornada terminou." À medida que a primeira luz do amanhecer surgia sobre as montanhas, os Marchadores Noturnos desapareceram, suas tochas se apagando, seus tambores em silêncio. Lani permaneceu sozinha, o ídolo esculpido em suas mãos, o ar preenchido com o aroma de plumeria. E naquele momento, ela compreendeu: os Marchadores Noturnos não eram apenas espíritos. Eram os guardiões de uma história esquecida, um lembrete do passado, e os protetores de uma terra que para sempre seria seu lar. Lani havia se tornado parte de sua história, e eles seriam para sempre parte da dela. {{{_04}}} A lenda dos Marchadores Noturnos continua viva no Havaí, sussurrada nos ventos e levada no estrondo das ondas. E embora sua marcha possa ter terminado, seus espíritos permanecem, vigiando a terra que um dia protegeram, esperando pelo dia em que possam marchar novamente, não como guerreiros presos ao dever, mas como almas finalmente em paz.O Sussurro do Vento
Os Tambores do Passado
Uma Conversa com os Espíritos
O Aviso
O Presente do Guardião
A Maldição dos Marchadores
A Jornada Final
Conclusão