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A Lenda do Wyvern
Eadric, a young shepherd, stands resolutely before the towering Pyrenees, where the shadow of the ancient Wyvern looms ominously in the distance. The village below, nestled at the mountain's base, lies in a foreboding calm as dark clouds gather overhead, hinting at the danger to come.

Sobre a História: A Lenda do Wyvern é um Legend de ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Young. Oferece Entertaining perspectivas. O destino de um jovem pastor é revelado enquanto ele enfrenta um antigo mal para proteger sua vila.

A névoa descia pelas falésias recortadas dos antigos Pirineus, onde os vales profundos ecoavam com os sons do mito. Entre os pastores e aldeões, histórias eram transmitidas de uma geração para a outra, cada uma mais fantástica que a anterior. Mas uma lenda, a lenda da Wyvern, era sussurrada com reverência especial. Diferente das outras, este conto não era apenas uma história de heróis e bestas, mas um aviso. Diziam que a grande Wyvern ainda dormia sob a terra, suas asas dobradas como véus escuros e coriáceos, seus olhos brilhando como brasas de um fogo eterno. E se algum dia fosse despertada de seu sono profundo, toda a Europa tremeria sob sua sombra.

Capítulo Um: O Despertar

No coração da lenda estava a aldeia de Taramont, uma pequena comunidade isolada aninhada à sombra do Monte Garis. Por séculos, Taramont foi um lugar de paz, intocado pela guerra ou fome, com seu povo vivendo vidas tranquilas como agricultores, caçadores e comerciantes. Mas, sob a superfície, os aldeões guardavam um segredo. No fundo da montanha, enterrada nas câmaras esquecidas de uma antiga fortaleza, a Wyvern permanecia sepultada. Os moradores de Taramont haviam sido seus guardiões por gerações, jurados a garantir que a besta nunca mais se mobilizasse.

O jovem Eadric, filho de um pastor, havia ouvido a lenda inúmeras vezes, embora sempre a descartasse como apenas mais uma história para assustar crianças. Cresceu perto da montanha, passando seus dias a percorrer suas trilhas, caçar em suas florestas e nadar em seus rios. Mas havia um lugar que nunca ousou visitar—as cavernas escuras na base do Monte Garis.

Dizia-se que o primeiro rei de Taramont havia selado a Wyvern exatamente nessas cavernas, aprisionando-a com poderosos encantamentos e feitiços antigos. Com o tempo, porém, a magia enfraqueceu. Coisas estranhas começaram a acontecer perto das cavernas. Animais desapareciam, sons estranhos ecoavam pela floresta à noite e, uma vez, um caçador local retornara das montanhas com o rosto pálido e aterrorizado, afirmando ter visto algo enorme e terrível movendo-se na escuridão.

Eadric era cético. Afinal, ninguém havia realmente visto a Wyvern há séculos. Mas seu ceticismo logo seria posto à prova.

Foi em um dia de outono anormalmente quente que tudo começou. Eadric havia ido para as montanhas colher ervas para sua mãe. O sol brilhava intensamente acima, lançando longas sombras pelo chão da floresta. À medida que adentrava mais profundamente nas matas, uma estranha inquietação começou a invadi-lo. Os pássaros se calaram e o habitual farfalhar das folhas e o correr das pequenas criaturas desapareceram. Ele apertou o bastão de caminhada com mais força, seu coração batendo mais rápido a cada passo.

Sem aviso, o chão sob seus pés tremeu. A princípio, Eadric pensou que fosse um terremoto, mas então o ouviu—a médio, gutural rosnado que parecia vir das profundezas da terra. O ar se encheu de um cheiro sulfurado, e as árvores ao seu redor balançaram como se um grande vento tivesse passado por elas.

De repente, o chão se abriu diante dele, e uma rajada de ar quente irrompeu pela fissura. Eadric tropeçou para trás, os olhos arregalados de terror enquanto uma enorme mão com garras emergia das profundezas, seguida pela cabeça da Wyvern. Suas escamas brilhavam ao sol, de um preto iridescente profundo que cintilava como obsidiana polida. A besta soltou um rugido ensurdecedor, suas asas se espalhando amplamente enquanto se erguia do abismo, sacudindo séculos de poeira e detritos.

A Wyvern havia despertado.

O Wyvern emerge do solo, com olhos vermelhos brilhantes fixos em Eadric, que recua em choque.
Eadric tropeça para trás enquanto o Wyvern emerge da terra rachada, seus olhos vermelhos flamejantes brilhando de forma ominosa na floresta. O ar ao seu redor está repleto de poeira e calor enquanto a besta antiga desperta.

Capítulo Dois: O Retorno do Rei

Os habitantes de Taramont mal podiam acreditar quando viram a silhueta preta da Wyvern subir acima das montanhas. O pânico se espalhou pela aldeia enquanto a criatura soltava outro rugido, suas enormes asas criando rajadas de vento que sacudiam as fundações das casas. Muitos aldeões fugiram, levando consigo tudo o que podiam carregar. Mas Eadric, ainda abalado pelo seu encontro, sabia que fugir não os salvaria. A lenda sempre dizia que apenas uma coisa poderia parar a Wyvern: o sangue do primeiro rei.

O antigo rei de Taramont, o rei Roderic, havia sacrificado sua vida para aprisionar a Wyvern sob a montanha. Seu sangue, infundido com o poder da terra, havia sido usado para selar a criatura. Mas ao longo dos séculos, a linhagem do rei Roderic havia se perdido na obscuridade, a família real dispersa e esquecida pelo tempo. Contudo, havia uma esperança—um pergaminho antigo guardado no templo da aldeia. Diziam que o pergaminho continha o último registro conhecido dos descendentes de Roderic.

Enquanto os aldeões se apressavam para escapar, Eadric correu para o templo. Lá dentro, a alta sacerdotisa, uma mulher chamada Seraphine, já se preparava para o que estava por vir. "Eu sei por que você está aqui, Eadric," disse ela, sua voz calma apesar do caos lá fora. "O pergaminho sempre foi guardado pelos sacerdotes de Taramont. Mas encontrar a linhagem sanguínea do primeiro rei não será fácil."

Seraphine lhe entregou o pergaminho, um pedaço frágil de pergaminho coberto de runas desbotadas. Eadric o desenrolou cuidadosamente, examinando os nomes escritos em script antigo. Seus olhos se arregalaram quando viu a última entrada. "Isso... isso não pode estar certo," gaguejou ele.

O nome no pergaminho era o seu próprio.

"Você é o último da linhagem de Roderic," confirmou Seraphine. "O poder para deter a Wyvern está dentro de você."

Eadric mal podia acreditar. Sempre se viu como um pastor comum, destinado a viver seus dias em paz. Mas agora, enfrentava a tarefa impossível de derrotar uma criatura que aterrorizou seus ancestrais por séculos. Ele não tinha treinamento, nem armas, nem conhecimento de como usar a magia antiga que fluía em suas veias. Mas não havia tempo para hesitar. A Wyvern já estava a caminho da aldeia e, se não agisse rapidamente, tudo o que ele amava seria destruído.

Reunindo sua coragem, Eadric partiu para as cavernas de onde a Wyvern havia emergido, esperando encontrar alguma pista, alguma maneira de restringir a criatura mais uma vez. O caminho era traiçoeiro, o chão ainda tremia sob seus pés enquanto a besta se movia pelo vale. O sol começava a se pôr, lançando longas sombras sobre as montanhas, e o ar estava denso com o cheiro de enxofre.

Quando Eadric chegou à entrada da caverna, pôde sentir a presença da Wyvern lá no fundo. Sua respiração ecoava pelos túneis, um som baixo e estrondoso que fazia arrepios percorrem sua espinha. Mas ele sabia que não tinha escolha. Com o pergaminho na mão, desceu para a escuridão.

Eadric segura um pergaminho antigo em um templo mal iluminado, enquanto Seraphine, vestida com roupas cerimoniais, observa-o.
No antigo templo, Eadric segura o pergaminho enquanto Seraphine revela sua herança real. O brilho suave das velas cria uma atmosfera solene para esse momento sagrado.

Capítulo Três: O Covil da Wyvern

A caverna era diferente de tudo que Eadric já havia visto. As paredes estavam cobertas de antigos entalhes, retratando cenas de grandes batalhas entre homens e dragões, reis e monstros. O ar estava carregado com o cheiro de enxofre, e o chão sob seus pés parecia quente, como se a própria terra estivesse viva com poder.

À medida que adentrava mais na caverna, Eadric chegou a uma câmara massiva. No centro, a Wyvern estava enrolada ao redor de uma grande pedra luminosa. Seus olhos, como brasas incandescentes, fixaram-se em Eadric ao entrar na sala. A criatura soltou um rosnado baixo, seu enorme corpo se movendo como se se preparasse para atacar.

Eadric sentiu uma onda de medo, mas obrigou-se a manter a calma. Sabia que não poderia derrotar a Wyvern apenas com força. Precisava encontrar uma maneira de usar a magia de seus ancestrais, a magia que uma vez selou a criatura. Mas como? O pergaminho era vago, oferecendo pouco mais do que uma lista de nomes e alguns símbolos crípticos.

A Wyvern soltou outro rugido, abalando as próprias paredes da câmara. O coração de Eadric disparou enquanto desviasse de um golpe do rabo da criatura, sua mente buscando uma solução. Então ele se lembrou de algo que seu pai lhe dissera uma vez: "O sangue lembra." Era um ditado antigo, frequentemente usado para explicar por que as tradições familiares eram passadas de geração em geração. Mas e se significasse algo mais?

Eadric respirou fundo e deu um passo à frente, estendendo a mão. Sentia o sangue em suas veias pulsar com poder, um poder que nunca soube que possuía. A Wyvern hesitou, seus olhos flamejantes se estreitando enquanto o observava.

"Eu sou o sangue de Roderic," disse Eadric, sua voz firme apesar do medo. "Pelo poder dos meus ancestrais, ordeno que você retorne ao seu sono."

Por um momento, nada aconteceu. Então, lentamente, a Wyvern começou a relaxar. Suas enormes asas se dobraram contra seus lados, e seus olhos se apagaram como se o fogo dentro deles estivesse diminuindo. Eadric mal podia acreditar. A magia estava funcionando.

Mas justo quando pensava que a batalha estava ganha, o chão sob seus pés começou a tremer violentamente. A pedra luminosa no centro da câmara rachou, e uma luz cegante encheu a sala. Eadric tropeçou para trás, protegendo os olhos enquanto a luz ficava cada vez mais intensa.

Quando a luz finalmente se dissipou, Eadric abriu os olhos e viu a Wyvern desaparecer. Em seu lugar, estava uma figura—um homem vestido com a armadura de um rei antigo.

Eadric encara a Wyvern enrolada em sua toca, canalizando uma mágica ancestral enquanto a criatura observa das sombras.
Dentro da caverna escura, Eadric canaliza a magia de seus ancestrais enquanto encara a Wyvern enrolada em torno de uma pedra brilhante. A tensão no ar é palpável, com inscrições antigas iluminadas por uma luz misteriosa.

Capítulo Quatro: O Desafio do Rei

A figura avançou, seu rosto escondido sob um elmo brilhante. "Eu sou Roderic, o primeiro rei de Taramont," disse o homem, sua voz ecoando pela câmara. "Você me despertou, jovem, mas ainda não está pronto para enfrentar a Wyvern."

Eadric olhou para a figura com descrença. "A Wyvern... ela ainda está viva?"

Roderic assentiu. "A criatura está ligada a esta montanha, assim como eu. Ela não pode ser verdadeiramente derrotada, apenas contida. E agora que você me despertou, deve assumir o manto de protetor."

"Mas como?" perguntou Eadric, sua voz cheia de incerteza. "Não sei como usar a magia. Nem sei por onde começar."

O rei sorriu sob seu elmo. "O poder está dentro de você, Eadric. Está no seu sangue. Mas você deve estar disposto a abraçá-lo, a confiar em si mesmo. Só então poderá empunhar a magia de seus ancestrais."

Com um gesto da mão, Roderic invocou uma espada luminosa do ar. A lâmina cintilava com uma luz azul pálida, sua borda afiada como o vento. "Esta é a Espada dos Anciãos," disse o rei. "Foi forjada nos fogos desta mesma montanha, e possui o poder de selar a Wyvern mais uma vez. Mas você deve ser o portador dela."

Eadric hesitou por um momento antes de avançar para pegar a espada. Quando seus dedos fecharem-se em torno do punho, sentiu uma onda de energia fluir através dele, uma conexão com a magia antiga que havia protegido seu povo por séculos.

Roderic assentiu aprovando. "Agora, vá. A Wyvern não permanecerá dormente por muito tempo. Você deve voltar à aldeia e se preparar para a batalha final."

Com a espada em mãos, Eadric saiu da caverna, seu coração cheio de um renovado senso de propósito. Ele não era mais apenas um pastor. Era o último descendente do rei Roderic, o protetor de Taramont, e o único que podia deter a Wyvern.

Eadric levanta a espada brilhante contra o imenso Wyvern, enquanto chamas consomem a aldeia em ruínas ao seu redor.
Eadric se ergue imponente, levantando a Espada dos Antigos contra o Wyvern flamejante. A vila devastada arde ao fundo, evidenciando a intensidade de sua batalha final.

Capítulo Cinco: A Batalha Final

Quando Eadric retornou à aldeia, a encontrou em ruínas. A Wyvern já havia começado seu rampage, seu hálito flamejante reduzindo casas a cinzas, suas enormes garras dilacerando a terra. Os aldeões que ficaram para trás lutavam bravamente, mas era claro que não tinham chance contra a besta.

Eadric ergueu a Espada dos Anciãos acima de sua cabeça, a lâmina brilhando com uma luz etérea. "Wyvern!" gritou ele, sua voz ecoando pelo vale. "Encontre-se comigo!"

A criatura virou sua enorme cabeça, seus olhos ardendo de raiva. Com um rugido ensurdecedor, carregou em direção a Eadric, suas asas criando rajadas de vento que lançavam detritos em todas as direções. Mas Eadric manteve-se firme, a espada pulsando com poder em suas mãos.

A Wyvern atacou primeiro, seu enorme rabo chicoteando em sua direção com incrível velocidade. Eadric desviou para o lado, a lâmina da espada cortando o ar enquanto a balançava em direção à besta. A magia dentro da espada reagiu, enviando uma onda de choque pelo chão que desequilibrou a Wyvern.

Por um momento, Eadric pensou que tinha a vantagem, mas a Wyvern não era tão facilmente derrotada. Ela soltou um rugido furioso, seu hálito flamejante engolfando a área ao redor deles. Eadric mal teve tempo de reagir, erguendo a espada para desviar das chamas. A lâmina absorveu o fogo, brilhando ainda mais intensamente à medida que a magia dentro dela se fortalecia.

Reunindo toda a sua força, Eadric avançou em direção à criatura. Com um golpe poderoso, cravou a espada profundamente no peito da Wyvern. A besta soltou um último rugido estrondoso antes de colapsar no chão, seu corpo se dissolvendo em uma nuvem de fumaça e cinzas.

Eadric caiu de joelhos, exausto, mas vitorioso. A Wyvern estava derrotada, e a aldeia foi salva.

Mas, enquanto a fumaça se dissipava, Eadric viu algo que fez seu sangue gelar. À distância, no topo do pico mais alto do Monte Garis, outra sombra se movia—outra Wyvern, observando, esperando.

A lenda estava longe de acabar.

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