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Sobre a História: A Lenda do Jorogumo é um Legend de japan ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Uma história arrepiante de beleza, engano e a coragem de enfrentar os próprios medos.
Nas montanhas enevoadas e densas florestas do Japão, lendas estão entrelaçadas no tecido do tempo. Entre esses contos antigos está o Jorogumo, uma criatura de beleza e terror. Conhecida como a “Noiva Enredadora” ou “Mulher que Prende”, diz-se que ela atrai suas vítimas com charme e graça, apenas para revelar sua verdadeira e monstruosa forma. Esta é a história de como a lenda do Jorogumo nasceu e das almas corajosas que ousaram confrontá-la em tempos há muito esquecidos.
Aninhada aos pés de uma floresta vasta estava a vila de Nakamura. Era um lugar pequeno e pacífico, cercado por uma vegetação exuberante e os sons calmantes da natureza. Os moradores viviam vidas simples, cultivando arroz, pescando nos riachos e transmitindo histórias antigas ao redor de suas lareiras. Uma das histórias mais populares era a do Jorogumo, mas sempre contada com um ar de descrença. Afinal, monstros existiam apenas em histórias — não existiam? Mas um dia, rumores começaram a se espalhar. Um jovem chamado Taro havia desaparecido na floresta. Ele havia saído para coletar lenha, mas nunca retornou. Não era a primeira vez que alguém desaparecia, mas era a primeira em muitos anos. O ancião da vila, um homem sábio de cabelos grisalhos chamado Daichi, falou sobre os avisos ancestrais. “Não se afaste muito na floresta,” ele disse, com a voz trêmula. “O Jorogumo observa.” A maioria dos moradores descartou suas palavras, acreditando que Taro simplesmente se havia perdido ou sofrido um acidente. Mas outros começaram a temer que as antigas lendas fossem mais do que apenas contos. Dias se passaram e, em breve, a irmã mais nova de Taro, Aiko, decidiu que não podia mais esperar. Determinada a encontrar seu irmão, ela preparou uma pequena sacola com comida, água e uma faca para proteção. Aiko não era estranha à floresta, tendo explorado suas bordas desde criança. Mas desta vez, algo parecia diferente. O ar parecia mais pesado, as sombras mais longas e um silêncio inquietante pairava sobre as árvores. À medida que se aventurava mais fundo, ela tropeçou em algo que fez seu sangue gelar — um pedaço da roupa rasgada de seu irmão preso em uma grande teia pegajosa. A teia parecia brilhar na luz filtrada e, ao estender a mão para tocá-la, ela sentiu-a pulsar como se estivesse viva. Em pânico, ela puxou a mão e recuou, apenas para ouvir um sussurro tênue atrás dela. “Você está perdida, querida?” Virando-se, Aiko se deparou com a visão da mulher mais bela que já tinha visto. Seu cabelo era negro como o céu da meia-noite, seus olhos brilhavam como estrelas e seu quimono fluía como seda líquida. Mas havia algo inquietante nela — algo que Aiko não conseguia identificar. “Eu... Eu estou procurando meu irmão,” Aiko gaguejou. “Você o viu?” A mulher sorriu, uma expressão gentil mas arrepiante. “Talvez. Venha, criança. Posso mostrar o caminho.” Os instintos de Aiko gritavam para ela fugir, mas ela não conseguia se mover. Era como se estivesse presa em uma teia e, não importava o quanto tentasse, não conseguia escapar do olhar penetrante da mulher. Aiko seguiu a mulher mais fundo na floresta, até chegarem a uma clareira isolada. Lá, a mulher parou e se virou para encarar Aiko. “Você é uma garota corajosa por vir até aqui,” ela disse suavemente. “Mas a bravura pode ser tão... deliciosa.” Antes que Aiko pudesse reagir, a forma da mulher começou a mudar e se transformar. Seu cabelo se desenrolou em fios grossos e negros, seus olhos tornaram-se vermelhos e brilhantes, e o elegante quimono rasgou-se revelando o corpo horrível de uma aranha gigante. Oito longas pernas brotaram de suas costas e veneno pingava de suas presas. “Jorogumo,” Aiko sussurrou, paralisada de medo. “Sim,” a criatura sibilou, “e agora você se juntará ao seu irmão.” O Jorogumo atacou, e justamente quando suas pernas afiadas estavam prestes a perfurar a carne de Aiko, ela se lembrou da faca ao seu lado. Com toda a força que pôde reunir, cravou a lâmina em uma das pernas da criatura. O Jorogumo gritou de dor e recuou momentaneamente, dando a Aiko a chance de se libertar e correr. Ela não parou até sair da floresta, ofegante e coberta de suor. A fuga de Aiko da floresta gerou ondas de medo na vila. Ela contou sua história a todos que queriam ouvir e, em breve, o ancião Daichi convocou uma reunião. “O Jorogumo é real,” ele disse gravemente. “Precisamos nos proteger antes que mais de nós sejam levados.” Os moradores, antes descrentes das lendas, agora tremiam de medo. Mas entre eles estava um guerreiro chamado Kenji, um homem que havia servido como samurai mas se aposentou na vila para uma vida mais tranquila. Ele avançou, com os olhos determinados. “Eu irei,” declarou. “Materei este monstro.” Aiko, ainda se recuperando do encontro, olhou para ele. “Por favor... tenha cuidado.” Kenji assentiu. “Prometo que trarei seu irmão de volta, ou não retornarei de jeito nenhum.” Kenji entrou na floresta armado com sua espada, arco e um saquinho de sal — este último dado a ele por Daichi como meio de afastar o mal. Ele se moveu rapidamente e silenciosamente, seguindo o caminho que Aiko havia descrito. Quanto mais adentava, mais espessas as teias se tornavam, até que finalmente alcançou a clareira onde Aiko havia enfrentado o Jorogumo. Lá estava ela, em toda a sua glória monstruosa. “Então, mais um herói em potencial vem me desafiar,” ela zombou. “Você será delicioso.” Kenji não respondeu com palavras. Em vez disso, ele sacou sua espada e investiu contra a criatura, atingindo uma de suas pernas. Ela se moveu com incrível velocidade, mas ele foi mais rápido, cortando seu membro com precisão. “Impressionante,” o Jorogumo sibilou, “mas você precisará de mais do que isso para me derrotar!” A batalha continuou, com Kenji desviando de teias e presas venenosas. Cada vez que ele a atacava, ela parecia ficar mais enfurecida, seus ataques mais frenéticos. Mas Kenji não se deixou abater. Com um golpe final, ele separou a cabeça do corpo da criatura, e a aranha monstruosa desabou no chão. Kenji ofegava pesadamente, seu corpo machucado e sangrando, mas ele havia conseguido. O Jorogumo estava morto. Kenji encontrou Taro, vivo mas enfraquecido, enredado em uma das teias. Ele cuidadosamente o libertou e o carregou de volta à vila. Lá, Taro foi reunido com Aiko, e os moradores alegraram-se com a vitória de Kenji. “Devemos nossas vidas a você,” disse o ancião Daichi, curvando-se profundamente. Kenji assentiu, mas não disse nada. Ele sabia que, mesmo que o Jorogumo tivesse sido abatido, a floresta ainda guardava muitos segredos e que sempre haveria outros perigos espreitando nas sombras. Anos se passaram, e o conto do Jorogumo tornou-se uma história transmitida por gerações. Kenji permaneceu na vila, vigiando-a à distância, garantindo que os horrores do passado nunca retornassem. Quanto a Aiko e Taro, eles amadureceram, casaram-se e tiveram seus próprios filhos, ensinando-lhes os caminhos da floresta e a importância da coragem. E assim, a lenda do Jorogumo continuou viva, lembrando que mesmo nos lugares mais escuros, a luz ainda podia ser encontrada e que, às vezes, as maiores batalhas não são travadas com espadas, mas com a força do espírito humano. Aiko olhando para a grande teia na floresta. {{{_02}}} Jorogumo revelando sua verdadeira forma de aranha na frente de Aiko. Kenji em batalha com o Jorogumo, sua espada erguida alto. Kenji carregando um Taro enfraquecido de volta à vila. A lenda termina, mas os sussurros do Jorogumo ainda persistem nos corações daqueles que ousam ouvir.A Vila Próxima à Floresta
A Teia do Destino
A Verdadeira Face do Jorogumo
Um Chamado às Armas
O Confronto
O Decurso dos Fatos
Uma Nova Lenda