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Sobre a História: A Lenda de Samai é um Legend de kazakhstan ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma história de um menino escolhido pelos espíritos para restaurar o equilíbrio na estepe cazaque.
No coração do Cazaquistão, onde as estepes douradas se estendem além do horizonte, sob céus que parecem infinitos, existe um conto antigo. Uma história sussurrada entre os mais velhos, recontada ao redor de fogueiras tremeluzentes e passada de uma geração para a próxima. Isto não é apenas uma lenda; é um testemunho do espírito inabalável de um menino que ousou desafiar a escuridão.
Esta é a lenda de Samai.
Muito antes de o mundo como o conhecemos tomar forma, quando a estepe ainda era bruta e indomada, uma aldeia aninhada aos pés das montanhas Altai prosperava. As pessoas dessa aldeia eram nômades, pastores de ovelhas e cavalos. Eram pessoas simples que viviam em harmonia com a terra. Cada riacho, montanha e pedra tinha um espírito, e os aldeões sabiam que enfurecer os espíritos significava convidar a ruína. Foi durante um inverno particularmente rigoroso que Samai nasceu. A neve cobriu as estepes por semanas, os ventos uivando como lobos na noite. No entanto, na véspera de seu nascimento, os céus se limparam. Estrelas encheram o céu, sua luz tão brilhante que parecia que os próprios deuses observavam. Uma única estrela brilhava mais que todas as outras, atravessando o céu e desaparecendo nas montanhas distantes. Os aldeões ofegaram—isto era um sinal, diziam eles. Os pais de Samai, Ata e Anar, eram pastores humildes. Eles viam em seu filho algo diferente, embora não conseguissem explicar. Seus olhos, de um tom profundo do crepúsculo, pareciam conter segredos mesmo quando bebê. Anar o aconchegava. “Este menino fará grandes coisas,” ela sussurrou. À medida que Samai crescia, suas diferenças se tornavam aparentes. Enquanto outros meninos jogavam jogos de força, Samai vagava pela estepe, falando suavemente com os animais. Os cavalos selvagens que vagavam pelas planícies vinham até ele, esfregando suas palmas sem medo. Os falcões e águias, ferozes predadores do céu, pousavam em seu braço. Seu pai frequentemente o encontrava sentado debaixo da antiga Árvore dos Ventos, sussurrando para a brisa como se ela respondesse. “Você é especial, meu filho,” Ata dizia, colocando uma mão áspera sobre seu ombro. Mas nem todos na aldeia viam os dons de Samai como uma bênção. Os anciões, sábios e cautelosos, murmuravam em suas tendas. “Uma criança que pode comandar a natureza é antinatural. Poderes como o dele não vêm sem consequências.” Samai ouvia esses sussurros, mas seus pais o ensinaram a ser forte e bondoso. “Não tema o que você é,” sua mãe lhe dizia. “Os espíritos te escolheram por uma razão.” Anos se passaram, e Samai tornou-se um menino forte e de bom coração, com treze anos. No entanto, enquanto sua aldeia permanecia pacífica, o mundo além de suas estepes tornava-se mais sombrio. A oeste, rumores se espalhavam sobre um chefe chamado Khasar—a líder de guerra cujo exército se movia como uma nuvem de tempestade pela terra. Khasar não era um homem comum; dizia-se que ele havia enfurecido os espíritos e atraído sua maldição sobre si mesmo. Vestido com uma armadura negra, seus guerreiros queimavam aldeias, devastavam campos e poluíam rios com sangue. Os anciões da aldeia de Samai reuniram-se em uma reunião secreta. “É apenas uma questão de tempo até Khasar nos alcançar,” disse um deles. “Devemos deixar a estepe,” argumentou outro. “Não,” disse firmemente o líder da aldeia, Batyr. “Somos desta terra. Não podemos abandoná-la.” Samai sentou-se do lado de fora da tenda, ouvindo suas vozes subirem e descerem. O vento também parecia trazer inquietação. Os pássaros não cantavam mais ao amanhecer, e os cavalos estavam inquietos. Algo estava por vir. Aconteceu ao amanhecer. Samai acordou com o som de trovões—mas não havia tempestade no céu. Ele correu para fora da tenda de sua família, com o coração acelerado. À distância, o horizonte ondulava com figuras negras—um exército de cavaleiros, seus cavalos batendo na terra como uma batida de tambor do juízo final. “Eles estão aqui!” gritou uma voz. Os guerreiros de Khasar caíram sobre a aldeia como uma praga. Tendas foram destruídas, e chamas lambiam o céu. As pessoas corriam, gritando por entes queridos, mas os cavaleiros negros eram implacáveis. O pai de Samai, Ata, agarrou um bastão e se virou para seu filho. “Corra, Samai!” ele gritou. A mãe de Samai beijou sua testa. “Vá, meu filho. Nós te encontraremos.” Mas Samai ficou paralisado enquanto seu mundo desmoronava. Ele viu seu pai derrubar um cavaleiro antes de ser sobrepujado. Os gritos de sua mãe ecoaram enquanto ela era arrastada para longe. “Corra, Samai!” Essas palavras quebraram sua paralisia. Ele se virou e fugiu, seus pés o levando através das planícies. Atrás dele, a aldeia queimava, sua fumaça se enrolando no céu como um rosto negro. Samai correu até suas pernas não aguentarem mais, caindo ao lado de uma grande rocha. A terra estava fria sob ele, e o vento uivava em seus ouvidos. Lágrimas escorriam pelo seu rosto. “Por quê?” ele sussurrou para as planícies vazias. “Por que isso aconteceu?” Foi então que o vento começou a cantar. Uma melodia suave subiu, como uma canção de ninar, e Samai olhou para cima para ver uma figura de pé no topo das rochas. Ela era alta, seu cabelo fluindo como nuvens de tempestade, e seus olhos brilhavam em prata. “Eu sou Süyik, Espírito do Vento,” ela disse, sua voz carregando-se pela estepe. “Por que você chora, jovem?” Samai levantou-se até os joelhos. “Minha família se foi. Minha aldeia está destruída. Não me resta nada.” Süyik ajoelhou-se ao lado dele, seu olhar prateado penetrante. “A escuridão que destruiu seu lar se espalha pela terra. Os espíritos estão enfurecidos, pois o equilíbrio foi quebrado. Você, Samai, é a chave para restaurá-lo.” “Eu?” “Sim. Você foi escolhido para unir os elementos—vento, água, terra e fogo—e banir a escuridão que consome este mundo.” Samai hesitou. “Como posso parar Khasar? Sou apenas um menino.” “Você é mais do que imagina.” O vento varreu ao seu redor, levantando-o aos pés. “Vá,” disse Süyik. “Encontre os Espíritos da Água, Terra e Fogo. Só então você terá força para derrotar Khasar.” A jornada de Samai o levou primeiro ao Lago Balkhash, a grande massa de água que brilhava como um espelho de prata sob a luz da lua. Enquanto ele estava à beira, a água começou a agitar-se. Uma grande serpente emergiu, suas escamas brilhando e seus olhos antigos. “Por que você me busca, garoto?” sibila o Espírito da Água. Samai deu um passo à frente. “Busco sua bênção para derrotar a escuridão.” A serpente rugiu, e as águas se agitaram. Ondas batiam contra Samai, arrastando-o para baixo. O lago estava geladamente frio, e o pânico apertava seu peito. Contudo, ele fechou os olhos e acalmou sua mente. Lentamente, as águas se acalmaram. A serpente o observou com respeito. “Você enfrentou seus medos. Tome meu dom.” Uma marca azul apareceu nas mãos de Samai, brilhando como o próprio lago. A segunda prova levou Samai às Montanhas Altai, onde o Espírito da Terra aguardava. Lá, Samai escalou por dias, seus pés sangrando e seu corpo exausto. No cume, ele encontrou um urso enorme com pelo preto como carvão. “Prove sua força,” gruñiu o urso. O urso investiu, mas Samai não lutou. Em vez disso, ele permaneceu firme, inabalável como a própria montanha. O urso parou, impressionado. “Você é forte de coração,” disse o urso. “Tome meu dom.” Samai sentiu o poder fluir para dentro de si, estável e inabalável. A prova final o levou ao Deserto Kyzylkum, onde o Espírito do Fogo assumiu a forma de uma fênix. Por dias, Samai suportou o calor abrasador e o sol escaldante. “Você suportou a chama,” disse a fênix, descendo em uma explosão de fogo. “Tome meu dom, e deixe-o iluminar seu caminho.” Uma marca vermelha queimou no braço de Samai. Com os dons dos espíritos, Samai retornou à estepe. O exército de Khasar estava se preparando para marchar sobre o último reduto do povo de Samai. Os aldeões tinham pouca esperança, mas Samai ficou diante deles, as marcas dos espíritos brilhando. “A escuridão termina hoje,” declarou ele. A batalha começou ao amanhecer. Samai invocou os espíritos—o vento rugiu, as águas se agitaram, a terra rachou, e o fogo choveu do céu. Os guerreiros de Khasar caíram, incapazes de igualar a fúria dos elementos. No centro do campo de batalha, Samai enfrentou Khasar. O líder de guerra riu, levantando sua espada. “Você é apenas um menino,” zombou Khasar. “Não,” disse Samai, sua voz ecoando com poder. “Eu sou o espírito desta terra.” Eles colidiram, sua luta abalando a terra. No final, Samai desferiu o golpe final. Khasar caiu, e a escuridão que havia consumido a terra desapareceu como fumaça. Com Khasar derrotado, o equilíbrio retornou à estepe. Os rios fluíam mais uma vez, e a terra floresceu. Samai, embora ainda um menino, foi reverenciado como herói. Anos depois, viajantes contariam sua história—a saga do menino que uniu os espíritos e salvou seu povo. E no coração da estepe, sob céus que se estendiam para sempre, a lenda de Samai vive.O Nascimento de Samai
A Escuridão que se Aproxima
O Dia em que os Cavaleiros Chegaram
O Espírito do Vento
As Provações Começam
A Batalha pelo Equilíbrio
Uma Nova Aurora