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Sobre a História: A Lenda de La Llorona é um Legend de argentina ambientado no 19th Century. Este conto Dramatic explora temas de Loss e é adequado para Adults. Oferece Cultural perspectivas. Uma trágica história de amor, perda e eterna tristeza nas terras altas argentinas.
Nas enevoadas terras altas da Argentina, onde o vento sussurra pelos vales e os rios esculpem seus antigos caminhos pelas montanhas, existe uma lenda tão antiga quanto o próprio tempo—uma história de tristeza, amor e o eterno lamento de uma mãe enlutada. Esta é a história de La Llorona, a mulher que chora, cujos gritos ecoaram através dos tempos, assombrando os sonhos daqueles que ousam escutar.
A história começa em uma pequena vila aninhada entre as montanhas dos Andes, onde as pessoas viviam vidas simples, seus dias preenchidos pelo trabalho da terra e suas noites aquecidas pela família e tradição. Foi aqui que uma jovem chamada Maria nasceu, filha de humildes agricultores. Maria era conhecida em toda a vila por sua beleza, uma beleza que parecia capturar a essência da própria terra—selvagem, indomada e deslumbrantemente pura. Maria cresceu como qualquer outra criança da vila, aprendendo os caminhos da terra, ajudando seus pais nos campos e sonhando com o futuro. Mas, conforme ela amadurecia, ficou claro que sua beleza não era apenas uma característica passageira, mas algo extraordinário, algo que atraía a atenção de todos que a viam. Como jovem mulher, Maria foi cortejada por muitos homens da vila, todos ansiosos para conquistar seu coração. No entanto, Maria não era facilmente influenciável. Ela tinha sonhos próprios—sonhos de um amor que a levaria de surpresa, um amor que a levaria muito além dos limites de sua vila. Foi esse sonho que a levou a tomar uma decisão fatídica, uma que mudaria sua vida para sempre. Um dia, enquanto o sol se punha atrás das montanhas, lançando um brilho dourado sobre a vila, um estranho chegou. Ele era um homem de nobre linhagem, suas roupas eram finas e sua maneira sofisticada. Ele montava um cavalo preto, cujo pelo brilhava na luz que se esvaía, e ao desmontar, os aldeões não puderam deixar de se sentir atraídos por ele. O estranho se apresentou como Don Carlos, um rico proprietário de terras de uma província distante, que havia vindo à vila para supervisionar a expansão de suas propriedades. Don Carlos foi imediatamente encantado por Maria, e ela por ele. Sua riqueza e charme eram incomparáveis com tudo que ela já conhecera, e logo, os dois começaram a passar cada vez mais tempo juntos. Os aldeões observavam com ansiedade enquanto seu relacionamento florescia, pois sabiam que Maria estava destinada à grandeza, mas temiam o que poderia resultar dessa união com um homem de fora de seu mundo. Apesar dos avisos de seus pais e dos sussurros dos aldeões, Maria se apaixonou profundamente por Don Carlos. Ele prometeu-lhe o mundo—uma vida de luxo, longe do trabalho árduo dos campos e das restrições da vida na vila. Era tudo o que Maria sempre sonhara, e assim, quando Don Carlos lhe pediu em casamento, ela aceitou sem hesitar. O casamento foi um grande evento, com convidados vindo de toda a região para celebrar a união da bela Maria e do rico Don Carlos. A vila estava repleta de música, risos e o cheiro de carnes assadas enquanto as festividades continuavam até tarde da noite. Os pais de Maria, embora hesitantes, não puderam deixar de sentir orgulho de sua filha, que havia se casado com alguém de riqueza e status além de seus sonhos mais selvagens. Após o casamento, Maria mudou-se com Don Carlos para sua grande propriedade, uma vasta extensão de terra longe da vila. Lá, ela vivia em luxo, cercada por servos e riquezas. No entanto, apesar da riqueza e do conforto, Maria começou a sentir um crescente sentimento de inquietação. Don Carlos, antes tão atencioso e amoroso, passou a se distanciar. Ele saía por dias, às vezes semanas, para tratar de negócios, deixando Maria sozinha na casa vasta e vazia. Com o tempo, Maria deu à luz dois filhos, um menino e uma menina, a quem amava mais do que qualquer coisa no mundo. Seus filhos tornaram-se seu consolo na ausência de Don Carlos, e ela dedicou-se inteiramente aos cuidados deles. Os aldeões, que antes invejavam a boa sorte de Maria, agora murmuravam sobre sua solidão e isolamento na grande propriedade. À medida que os anos passaram, a inquietação de Maria cresceu tornando-se um medo profundo e corrosivo. As ausências de Don Carlos tornaram-se mais longas e, quando ele retornava, estava frio e distante, seu afeto por ela aparentemente desaparecido. Maria suspeitava que ele havia encontrado outra mulher, alguém mais jovem e mais bela, alguém que pudesse lhe dar o amor e a atenção que ele já não encontrava nela. Um dia, os piores temores de Maria foram confirmados. Enquanto caminhava pelo mercado de uma cidade próxima, ela viu Don Carlos com outra mulher, uma mulher que era de fato mais jovem e mais bonita. Eles caminhavam de braços dados, rindo e conversando como se se conhecessem há uma vida inteira. Maria sentiu seu coração se despedaçar naquele momento, a dor tão intensa que tirou-lhe o fôlego. Quando Don Carlos voltou para casa naquela noite, Maria o confrontou, sua voz tremendo de raiva e traição. Mas Don Carlos não negou o caso. Em vez disso, ele friamente disse a ela que não a amava mais, que seu coração pertencia a outra pessoa e que ele a deixaria, ela e as crianças, para começar uma nova vida com sua nova amante. Maria ficou devastada. Ela havia dado tudo a Don Carlos—seu amor, sua juventude, seus sonhos—e agora ele a deixava com nada além da dor de sua traição. Em sua dor, ela sentiu como se sua própria alma tivesse sido arrancada de seu corpo, deixando-a vazia e oca. A noite que se seguiu foi de escuridão e desespero. Maria não conseguia comer, não conseguia dormir; ela só conseguia pensar no homem que amava e na vida que havia perdido. Sua mente estava consumida por pensamentos de vingança, pensamentos de como ela poderia fazer Don Carlos sentir a mesma dor que ele lhe infligira. Nas primeiras horas da manhã, quando as primeiras luzes do amanhecer começaram a surgir sobre as montanhas, Maria tomou uma decisão fatídica. Ela tiraria de Don Carlos o que ele mais amava no mundo—seus filhos. Em sua mente enlutada, ela acreditava que, ao fazer isso, finalmente se livraria da dor que a consumia. Maria pegou seus filhos, ainda dormindo tranquilamente em seus camas, e os levou ao rio que atravessava a propriedade. A água estava fria e rápida, sua superfície brilhando na luz pálida do amanhecer. Sem uma palavra, sem hesitar por um momento, Maria empurrou seus filhos para o rio, observando a correnteza levá-los. Foi somente depois que o ato foi realizado que Maria percebeu o horror do que havia feito. A visão dos corpos sem vida de seus filhos sendo levados pelo rio destruiu o que restava de sua sanidade. Ela caiu de joelhos na margem do rio, seus gritos de angústia ecoando pelo vale. A partir daquele dia, Maria nunca mais foi vista. Os aldeões buscaram na propriedade, no rio e nas montanhas circundantes, mas não havia vestígio dela. Alguns acreditavam que ela havia se afogado no rio, consumida pela culpa e pela dor de suas ações. Outros sussurravam que ela havia sido amaldiçoada, condenada a vagar pela terra por toda a eternidade, em busca de seus filhos perdidos. Não muito tempo após o desaparecimento de Maria, os aldeões começaram a ouvir gritos estranhos à noite—gritos que soavam como os lamentos de uma mulher em profunda tristeza. O som se espalhava pelos vales, subindo e descendo com o vento, enviando arrepios pela espinha daqueles que o ouviam. Os aldeões logo perceberam que esses não eram os gritos de nenhuma mulher viva, mas o espírito de Maria, agora conhecida como La Llorona, a mulher que chora. Eles acreditavam que a alma de Maria havia sido condenada por seu terrível crime, destinada a vagar pela terra em busca de seus filhos, lamentando para sempre a perda da vida que havia tirado. À medida que a lenda de La Llorona se espalhava, também aumentava o medo de sua presença. Os aldeões avisavam às crianças para nunca se aproximarem do rio após o anoitecer, pois dizia-se que La Llorona apareceria para aqueles que se aproximassem demais, confundindo-os com seus filhos perdidos. As histórias falavam de uma figura fantasmagórica, vestida de branco, seu rosto oculto por um véu, que emergia da névoa e chamava as crianças, sua voz cheia de tristeza e saudade. Aqueles que afirmavam ter visto La Llorona a descreviam como uma mulher bonita, seu rosto pálido e seus olhos cheios de lágrimas. Ela aparecia na margem do rio, seu vestido branco esvoaçando ao vento, suas mãos estendidas como se alcançassem algo fora de alcance. Mas assim que percebiam que as crianças diante dela não eram suas, sua tristeza se transformava em fúria, e ela desaparecia na névoa, deixando apenas o som de seus gritos para trás. Os aldeões acreditavam que o espírito de La Llorona estava preso em um ciclo de tristeza eterna, condenado a procurar por seus filhos para sempre, nunca encontrando paz. Eles deixavam oferendas à beira do rio—flores, comida, até brinquedos—na esperança de que esses presentes apaziguassem seu espírito e protegessem seus próprios filhos de sua ira lamentosa. Com o passar dos anos, a lenda de La Llorona tornou-se parte ingrata da cultura da vila. As crianças cresciam ouvindo a história, e o medo de La Llorona se tornava parte de suas vidas. Elas contavam a história umas às outras em noites escuras, encolhidas ao redor do fogo, suas vozes sussurrando enquanto recontavam a história da mulher que chora que vagava pela terra em busca de seus filhos perdidos. Apesar da passagem do tempo, os aldeões continuavam a ouvir os gritos de La Llorona, ecoando pelos vales e ao longo das margens dos rios. Alguns afirmavam que o espírito havia sido visto vagando pela própria vila, sua presença sentida nas rajadas frias de vento que sopravam pelas ruas, seus lamentos misturando-se ao uivo do vento. Mas conforme a vila crescia e mudava, e novas gerações vinham e iam, o medo de La Llorona começou a desaparecer. A lenda tornou-se apenas isso—a história contada para assustar crianças, um conto de advertência sobre os perigos de se afastar demais de casa. As oferendas à beira do rio tornaram-se menos frequentes, e os gritos de La Llorona foram descartados como nada mais do que os sons do vento. Uma noite, muitos anos após o trágico destino de Maria, um grupo de jovens aldeões decidiu testar a lenda de La Llorona. Eram adolescentes, cheios de bravata e ceticismo, convencidos de que a história não passava de um conto popular. Eles desafiavam uns aos outros a descerem até o rio após o anoitecer, para ver se a figura fantasmagórica apareceria. Rindo e brincando, o grupo dirigiu-se até a margem do rio, a luz do luar projetando longas sombras no chão. A noite estava silenciosa, o ar pesado com o cheiro de terra úmida e água. Eles se reuniram na beira do rio, olhando para as águas escuras e turbulentas, e começaram a chamar por La Llorona, suas vozes cheias de zombaria. A princípio, não houve nada—apenas o som da água e o farfalhar das árvores. Os adolescentes começaram a rir, sentindo-se triunfantes ao desconsiderar a lenda. Mas então, conforme o riso diminuía, eles ouviram—abaixo, um lamento triste, flutuando pelo ar como uma brisa fria. O som enviou calafrios por suas espinhas, e eles ficaram em silêncio, seus olhos arregalados de medo. O lamento tornou-se mais alto, mais desesperado, como se estivesse se aproximando. O grupo se encolheu junto, sua bravata desaparecida, substituída por um crescente sentimento de apreensão. De repente, uma figura apareceu na névoa, emergindo das sombras das árvores. Era uma mulher, sua forma vestida de branco, seus longos cabelos fluindo pelas costas. Ela movia-se lentamente, quase deslizando pelo chão, suas mãos estendidas em direção ao grupo. Seu rosto estava oculto por um véu, mas podiam ver o brilho de lágrimas em suas bochechas. Os adolescentes ficaram paralisados, incapazes de se mover enquanto a figura se aproximava. O ar ao redor deles tornou-se frio, e eles podiam sentir o peso de sua tristeza pressionando sobre eles, preenchendo-os com um senso avassalador de desespero. Quando ela alcançou a beira do rio, a figura parou, sua cabeça girando lentamente em direção a eles. Nesse momento, o véu deslizou de seu rosto, revelando olhos cheios de uma tristeza tão profunda, tão profunda, que parecia perfurar suas próprias almas. Os adolescentes gritaram e se viraram para fugir, mas a figura não os seguiu. Em vez disso, ela soltou um último lamento de partir o coração, sua voz cheia da dor de mil sonhos quebrados, e então desapareceu na névoa. Os adolescentes retornaram à vila, abalados e aterrorizados, seus rostos pálidos de medo. Contaram sua história a qualquer um que quisesse ouvir, suas vozes tremendo enquanto descreviam a figura que haviam visto à beira do rio. Os aldeões, que há muito tempo haviam descartado a lenda como nada mais do que uma história, agora estavam cheios de um renovado senso de medo. A história do encontro dos adolescentes com La Llorona espalhou-se rapidamente, e logo, os antigos medos retornaram. Os aldeões novamente começaram a deixar oferendas à beira do rio, esperando apaziguar o espírito da mulher que chora e proteger seus filhos de sua ira lamentosa. Embora os anos tenham continuado a passar, a lenda de La Llorona permanece uma presença poderosa na vila. Seus gritos ainda ecoam pelos vales, lembrança da tragédia que ocorreu há tanto tempo. E em noites escuras, quando o vento uiva pelas montanhas e o rio corre pelo vale, os aldeões contam a história de La Llorona, a mulher que chora que vaga pela terra em busca de seus filhos perdidos, assombrada para sempre pela memória da vida que um dia teve. Para La Llorona, não há paz, nem descanso—apenas o lamento incessante do sofrimento de uma mãe, uma dor que nunca desaparecerá, não importando quantos séculos passem. E assim, seus gritos continuam a assombrar a terra, lembrança da escuridão que pode consumir até mesmo as almas mais brilhantes. A lenda de La Llorona é mais do que apenas uma história de fantasma; é um conto de amor, traição e as consequências de nossas ações. Serve como um lembrete da dor que pode surgir ao perdermos aquilo que mais prezamos e até onde a dor pode nos levar. Embora a história possa mudar a cada recontagem, o núcleo da história de La Llorona permanece o mesmo—a tristeza de uma mãe, a traição de um amante e o grito assombrante de uma alma perdida no desespero. Enquanto caminhava pelas margens dos rios da Argentina, cuide-se para ouvir o vento, pois você ainda pode ouvir os lamentos tristes de La Llorona, procurando pelos filhos que perdeu há tantos anos. E se o fizer, lembre-se de sua história e permita que ela seja uma lição sobre os perigos de deixar a dor e a raiva consumirem seu coração. Para La Llorona, não há fim para a dor, nem alívio do sofrimento. Sua história é uma que continuará sendo contada por gerações futuras, um lembrete arrepiante do poder do amor e da tragédia que pode surgir quando esse amor é perdido.As Origens de uma Tragédia
A Chegada do Estranho
O Casamento e os Filhos
A Traição
A Noite Trágica
A Maldição de La Llorona
O Assombro da Vila
Uma Nova Geração
O Retorno da Mulher que Chora
As Consequências
Conclusão