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Sobre a História: A Lenda da Sayona é um Legend de venezuela ambientado no 19th Century. Este conto Dramatic explora temas de Justice e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Uma história assombrosa de amor, traição e vingança que persiste na noite venezuelana.
Profundamente nas densas e místicas selvas da Venezuela reside uma história envolta em medo e mistério, sussurrada pelos mais velhos e transmitida de geração em geração. Esta é a lenda de "La Sayona", um ser espectral, nem vivo nem morto, que perambula à noite, buscando vingança por um crime de paixão que manchou para sempre sua alma. Sua história serve como um aviso aos infiéis, desleais e àqueles que cruzam os limites entre o amor e a traição. Este conto entrelaça a arrepiante história de uma mulher injustiçada e transformada, destinada a vagar até o fim dos tempos.
Há muito tempo, em uma pequena e isolada vila nos arredores de uma exuberante floresta venezuelana, vivia uma jovem mulher bonita chamada Melisa. Ela era conhecida em toda a região por sua beleza radiante, coração bondoso e lealdade feroz ao marido, Ramón. Seu amor era uma chama que ardia intensamente, e os aldeões falavam de sua união como se fosse um conto de fadas. Mas, com o passar do tempo, os sussurros de felicidade deram lugar a murmúrios de algo mais sombrio. Enquanto Melisa permanecia fiel, Ramón tinha um olhar vagabundo. Seu coração tornou-se inquieto e, apesar do amor e do calor que Melisa oferecia, ele caiu nos braços de outra mulher de uma vila vizinha. Numa noite fatídica, um estranho bateu à porta de Melisa, revelando a dolorosa verdade. “Seu marido te traiu,” disse a mulher, com a voz carregada de simpatia. “Ele se envolve com outra.” Tomada por raiva e ciúmes, o coração de Melisa despedaçou-se. Uma fúria como nenhuma outra a consumiu, e uma escuridão, profunda e primitiva, começou a enraizar-se em sua alma. Ela confrontou Ramón, que negou o caso, clamando inocência. Mas Melisa, cega pela raiva e movida pelas palavras da estranha, buscou vingar-se da maneira mais terrível possível. Em sua loucura, Melisa retornou à casa da família, uma pequena cabana de telhado de palha na margem da vila. Sua mãe, percebendo a turbulência da filha, tentou consolá-la, mas a dor de Melisa era grande demais. Uma noite, num acesso de fúria incontrolável, ela agarrou um facão e matou sua própria mãe, convencida de que ela também era de alguma forma cúmplice na traição de Ramón. Enquanto o sangue se acumulava a seus pés, uma clareza repentina atingiu Melisa, e ela viu o horror do que havia feito. Os olhos sem vida de sua mãe fixaram-se nela, e naquele momento, ela sentiu uma escuridão envolvê-la. De repente, os lábios de sua mãe se moveram e, num sussurro rouco que cortou a alma de Melisa, ela disse: “Você sofrerá por isso, minha filha. Pela eternidade, você caminhará por esta terra, buscando vingança mas encontrando apenas desespero. Você se tornará La Sayona, o espírito vingativo das mulheres injustiçadas.” Nesse instante, a pele de Melisa começou a mudar, adquirindo um tom acinzentado, seus olhos brilhando com uma intensidade flamejante. Seu cabelo tornou-se negro como a noite, e seu rosto antes belo torceu-se em uma máscara grotesca e triste. Sua forma ficou magra, seus membros alongaram-se, e sua voz transformou-se em um lamento gelado que ecoava pela floresta. Assim nasceu a lenda de La Sayona. A história de La Sayona espalhou-se rapidamente pela vila e, em breve, além dela. Diziam que ela perambulava pelas estradas à noite, aparecendo para homens que vagavam sozinhos. Sua beleza, ainda parcialmente intacta, os atraía, e assim que pensavam que a abraçariam, sua verdadeira forma era revelada, e ela atacava com vingança. Homens que eram infiéis, que mentiam e traíam, se encontravam cara a cara com La Sayona, incapazes de escapar de sua ira. Seus gritos, uma mistura de dor e raiva, podiam ser ouvidos ecoando pela selva, e a mera menção de seu nome enviava arrepios pela espinha dos homens mais corajosos. Muitos que a encontraram foram encontrados dias depois, seus corpos sem vida e esvaídos de todo o calor, com expressões de terror absoluto congeladas em seus rostos. No entanto, apesar do medo que ela inspirava, alguns homens eram atraídos por ela. Acreditavam que a lenda era apenas uma história para mantê-los longe de vagar ou desviar de seus caminhos. Mas aqueles que duvidavam logo aprendiam que La Sayona era real, e sua vingança era absoluta. Numa noite, em uma vila não muito distante de onde a história de Melisa começou, um jovem chamado Carlos retornou tarde de uma cidade vizinha. Ele havia estado bebendo e celebrando, ignorando os avisos de seus amigos sobre vagar sozinho à noite. Enquanto caminhava pela estreita trilha que cortava a floresta, ouviu uma voz suave e melódica chamando seu nome. “Carlos…” Ele se virou e a viu—uma mulher bonita vestida de branco, com o cabelo esvoaçando ao vento, seus olhos cintilando como estrelas. Ela parecia perdida, indefesa, e Carlos, em seu estado embriagado, não conseguiu resistir em aproximar-se dela. “Você está perdida, minha senhora?” perguntou ele, com a voz trêmula. “Sim,” respondeu ela, com uma voz doce como mel. “Vaguei por essas estradas por tanto tempo, procurando alguém para me guiar. Você caminharia comigo?” Sem hesitar, Carlos tomou sua mão. Mas, à medida que caminhavam, o aperto dela ficou mais forte, e sua pele que antes estava quente tornou-se fria. Quando ele olhou novamente em seus olhos, viu nada além de vazio, e o sorriso doce que o havia atraído torceu-se em uma carranca cruel. Carlos tentou se afastar, mas era tarde demais. A verdadeira forma de La Sayona emergiu, e seu lamento assombroso perfurou a noite. Na manhã seguinte, Carlos foi encontrado deitado ao lado da estrada, seus olhos arregalados de terror. Ele havia sido drenado de vida, segurando uma única flor branca na mão—a mesma flor que Melisa usava em seu cabelo. Com o passar dos anos, a lenda de La Sayona tornou-se mais forte. As pessoas falavam dela à noite, em volta de fogueiras e em sussurros. Mães contavam sobre ela aos seus filhos para mantê-los perto de casa, avisando-os para nunca desviar do caminho ou serem infiéis. Os homens que ousavam vagar pelas estradas à noite falavam de uma figura de branco, sempre fora de visão, seus lamentos tristes ecoando no vento. Os aldeões ofereciam orações e deixavam oferendas na margem da floresta, esperando apaziguar seu espírito. Mas La Sayona não descansava. Sua tristeza era sem fim, sua dor insaciável, e enquanto houvesse aqueles que traíam, mentiam, feriam aqueles que afirmavam amar, ela continuaria sua vigília assombrante. Até hoje, a lenda de La Sayona é contada em todos os cantos da Venezuela. Ela tornou-se um símbolo de justiça, de retribuição e do poder inabalável de uma mulher injustiçada. A história serve como um lembrete de que traição e infidelidade têm um preço alto, um que nunca pode ser realmente pago. Ainda há aqueles que afirmam tê-la visto, vagando pelas estradas tarde da noite, seu vestido branco brilhando à luz da lua, seus olhos buscando a próxima alma para condenar. Alguns dizem que, se você ouvir atentamente, pode ouvi-la chorando, sua voz carregada pelo vento, lamentando para sempre a vida e o amor que perdeu. E assim, o conto de La Sayona vive, uma figura fantasmagórica eternamente gravada na história e no folclore da Venezuela—um espírito de vingança, tristeza e um aviso eterno para todos que ousam trair. A lenda de La Sayona é um lembrete assombroso de quão poderosos o amor, a traição e a vingança podem ser. Embora a história de Melisa tenha terminado em tragédia, seu espírito continua vivo, vagando pela noite, garantindo que sua dor e fúria nunca sejam esquecidas. Nas selvas da Venezuela, ela ainda perambula, seus lamentos carregados pelo vento, buscando aqueles que repetirão os erros que levaram à sua ruína.A Mulher Antes da Maldição
O Fim Trágico
O Nascimento de uma Lenda
O Encontro
O Legado do Medo
Um Conto que Persiste
Conclusão