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Sobre a História: A Lenda da Patasola é um Legend de colombia ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Redemption e é adequado para Young. Oferece Moral perspectivas. Uma história fascinante de amor, traição e redenção nas profundezas da selva colombiana.
No coração das densas florestas tropicais colombianas, onde a luz do luar mal penetra o dossel espesso das folhas, sussurros de uma lenda aterradora ecoam entre as árvores. Essa história foi passada de geração em geração, assombrando os sonhos daqueles que são corajosos o suficiente para adentrar a selva. É a história da Patasola, um espectro de uma perna com um passado assombroso, uma alma amaldiçoada que busca vingança contra qualquer um que ouse cruzar seu caminho. A Patasola é mais do que apenas um mito—ela é um lembrete arrepiante das consequências da traição, do ciúme e do amor não correspondido.
{{{_intro}}}
A história começa há muitos anos, em uma pequena e isolada vila cercada pelo verde incessante da Amazônia. Os moradores viviam vidas simples, intocadas pelo mundo exterior, até uma noite fatídica em que tudo mudou. A lenda da Patasola nasceu dessa escuridão, e seus gritos ainda podem ser ouvidos ecoando pela floresta.
Em uma aldeia isolada, vivia uma mulher bela chamada Maria. Ela era conhecida por sua beleza marcante, cabelos longos e fluídos, e olhos que brilhavam como estrelas. No entanto, seu coração pertencia a um homem humilde e trabalhador chamado Pedro. O amor deles era puro e genuíno, e eles sonhavam em passar a vida juntos em felicidade. Mas, como o destino quis, a beleza de Maria não passou despercebida, e logo ela atraiu a atenção do homem mais rico e influente da vila, Don Alberto. Don Alberto, acostumado a conseguir tudo o que desejava, passou a desejar Maria e começou a persegui-la implacavelmente. Ele a presenteava com dons e promessas de uma vida repleta de luxo, mas o coração de Maria permanecia leal a Pedro. Enfurecido com sua rejeição, Don Alberto planejou tomar o que queria pela força. Certa noite, enquanto Pedro e Maria estavam sentados à beira do rio, desfrutando da companhia um do outro, Don Alberto e seus homens os emboscaram. Pedro lutou bravamente, mas foi dominado. Don Alberto, em sua fúria e ciúmes, derrubou Pedro, deixando-o para morrer. Ele então levou Maria, arrastando-a para as profundezas da floresta, onde pretendia mantê-la como sua. Mas Don Alberto subestimou o espírito de Maria. À medida que se aventuravam mais profundamente na selva, Maria se libertou, seu coração cheio de raiva e desespero. Ela amaldiçoou Don Alberto e jurou que nunca seria sua. Em um acesso de fúria, ele a derrubou, deixando-a para morrer no coração da selva. Enquanto Maria estava morrendo, ela chamou os espíritos da floresta, implorando por justiça. Os espíritos atenderam seu pedido, transformando-a em uma criatura temível—a Patasola. Com uma perna e uma sede de vingança, ela estava condenada a vagar pela floresta, buscando aqueles que ousassem se aproximar de seu domínio. Por anos, a lenda da Patasola se espalhou pelas vilas. Viajantes e caçadores que se aventuravam muito na selva falavam de ouvir gritos estranhos à noite—gritos que soavam como uma mulher lamentando de dor. Aqueles que ousavam investigar frequentemente nunca retornavam, e os que voltavam eram para sempre mudados, com rostos pálidos de medo ao falarem da criatura que haviam encontrado. A Patasola aparecia como uma mulher bonita a princípio, atraindo homens desavisados com sua beleza e voz assombrosa. Mas, à medida que se aproximavam, ela se transformava em um ser monstruoso com uma perna, garras afiadas e olhos que queimavam de ódio. Seus gritos se transformavam em gritos ensurdecedores, e ela atacava com a ferocidade de um animal selvagem, despedaçando suas vítimas em um frenesi de raiva. Dizia-se que a Patasola não era apenas uma criatura de vingança, mas um espírito preso entre os reinos dos vivos e dos mortos. Sua alma estava ligada à selva, e ela não podia encontrar paz até que sua dor e tristeza fossem vingadas. Aqueles que a encontravam frequentemente se perdiam, vagando pela selva por dias, assombrados por seus gritos e pela sensação de estar sendo observados. Os anos passaram, e a lenda da Patasola tornou-se uma história que os pais contavam aos seus filhos para evitar que se afastassem muito na selva. Mas, como todas as lendas, ela foi se apagando com o tempo, e logo a geração mais jovem começou a ver a história como nada mais que um mito. Um dos que se recusavam a acreditar era um jovem chamado Felipe, um caçador de uma vila próxima. Felipe era conhecido por sua bravura e frequentemente se aventurava profundamente na selva para caçar os maiores animais. Ele ria dos avisos dos anciãos e descartava a Patasola como uma história para assustar crianças. Um dia, decidiu provar de uma vez por todas que a lenda não passava de uma história. Armado com seu arco e facão, partiu sozinho para o coração da selva, determinado a alcançar as ruínas onde se dizia que a Patasola residia. À medida que a noite caía, Felipe acampou perto de uma árvore antiga, confiante em suas habilidades para sobreviver aos perigos da selva. Mas quando a lua alcançou o alto no céu, ele começou a ouvir o som fraco de uma mulher chorando à distância. A princípio, pensou que era apenas um truque do vento, mas os gritos ficaram mais altos, mais desesperados, e logo o cercaram, ecoando entre as árvores. Com o coração disparado, Felipe pegou seu arco e se afastou do fogo, vasculhando a escuridão em busca da origem dos gritos. E então ela apareceu—uma mulher bonita parada um pouco além do alcance da luz do fogo, com longos cabelos fluindo pelas costas e olhos brilhando à luz do luar. Ela olhou para ele com uma mistura de tristeza e saudade, e por um momento, Felipe sentiu seu coração doer por ela. Mas, ao dar um passo mais perto, ele viu a verdade. Seu rosto se contorceu em um sorriso grotesco, seus olhos brilhavam com intensidade ardente, e seu corpo se contorceu enquanto ela saltava para frente com sua única perna, garras estendidas. Felipe tropeçou para trás, o medo apertando seu coração enquanto a Patasola soltava um grito que abalou o chão sob ele. Felipe correu, seus pés batendo contra o chão da selva, ramos chicoteando seu rosto enquanto fugia da criatura. Os gritos da Patasola o perseguiam, ficando mais altos a cada segundo que passava, e não importava quão rápido ele corria, ele podia sentir que ela o alcançava. Ele ouvia-a pular atrás dele, o som de suas garras raspando contra a terra, e o ar ao seu redor ficava mais frio a cada passo. Ele tropeçou em raízes e pedras, sua respiração vindo em arfadas descontínuas, mas ainda assim, continuou. Justo quando pensava que não poderia correr mais, viu uma clareira à frente. Com um último esforço de energia, ele correu em direção a ela, esperando contra todas as esperanças escapar. Ao alcançar a clareira, tropeçou e caiu, rolando até parar na beira de um penhasco. Virou-se para encarar a selva, seu coração martelando no peito, e viu a Patasola parada na beira das árvores. Seus olhos se encontraram, e por um momento, eles simplesmente se encararam. Felipe podia ver a dor e a raiva estampadas em suas feições, e naquele instante, ele entendeu. A Patasola não era apenas um monstro—ela era uma alma atormentada pela perda, traída pelo amor e presa por uma maldição da qual nunca poderia escapar. A Patasola soltou um último grito, sua voz ecoando pela noite, antes de se virar e desaparecer na escuridão. {{{_03}}} Felipe retornou à sua vila, para sempre mudado pelo encontro com a Patasola. Ele falou sobre o que havia visto, sobre a dor e a tristeza que transformaram uma mulher antes bela em uma criatura de pesadelos. Os anciãos escutaram, com rostos graves, e começaram a falar novamente sobre a lenda que quase havia sido esquecida. Eles contaram a Felipe que a maldição da Patasola só poderia ser quebrada se alguém encontrasse seus restos mortais e os enterrasse com honra. Era a única maneira de liberar sua alma e trazer paz à selva mais uma vez. Determinado a pôr fim ao sofrimento, Felipe partiu em uma última jornada. Por dias ele buscou, seguindo os gritos da Patasola, até encontrar o lugar onde ela havia caído todos aqueles anos atrás. Lá, entre as raízes retorcidas de uma árvore antiga, encontrou seus ossos, intocados pelo tempo. Com grande cuidado, cavou uma sepultura e colocou os ossos dentro, sussurrando palavras de conforto e perdão enquanto os cobria com terra. Quando terminou, o vento aumentou, e Felipe ouviu uma voz suave e gentil sussurrando agradecimentos. Ele olhou para cima e viu uma figura à sua frente—a mulher com longos cabelos fluindo e olhos que brilhavam como estrelas. Ela sorriu para ele, seu rosto já não mais contorcido de raiva, e então desapareceu, deixando para trás nada além de uma sensação de paz. A selva calou-se, e Felipe soube que a Patasola finalmente havia encontrado descanso. {{{_04}}} A lenda da Patasola continua a ser contada, passada de geração em geração, mas agora serve como um lembrete do poder do amor, da traição e da redenção. Os moradores da vila já não temem mais seus gritos, pois sabem que sua alma encontrou a paz que procurava há tanto tempo. E, profundamente no coração da selva, onde a luz do luar mal penetra o dossel espesso das folhas, o vento carrega o som suave do riso de uma mulher—livre, enfim.Um Amor Perdido e Traído
A Assombração na Selva
Uma Nova Geração de Medo
A Fuga
Redenção e Descanso
Epílogo