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Sobre a História: A Lenda da Ilha Misteriosa é um Legend de iran ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma aventura épica desvendando os segredos perdidos de uma ilha antiga.
Aninhada no profundo Golfo Pérsico, envolta por contos de magia e mistério, encontra-se uma ilha conhecida apenas em sussurros: Qeshmar. Ao longo dos séculos, ela tem sido alvo de inúmeros rumores entre marinheiros e comerciantes — histórias de aparições fantasmagóricas, tesouros guardados por forças ancestrais e uma ilha que se move como um ser vivo. Poucos ousaram se aproximar, e ainda menos retornaram. Nossa história começa na movimentada cidade costeira de Bandar Abbas, onde um grupo de exploradores, sem saber, adentra a teia desse enigma milenar.
O ar em Bandar Abbas estava pesado com os aromas de sal e especiarias. Mercadores lotavam os bazares, vendendo de açafrão perfumado a gemas polidas. Em um café escondido, Amir, um historiador apaixonado por descobrir saberes esquecidos, tomava chá enquanto ouvia um marinheiro enrugado narrar histórias de Qeshmar. “Uma ilha que respira”, resmungou o marinheiro, com voz grossa de idade e intriga. “As areias se movem por conta própria. Dizem que já foi lar de uma civilização tão avançada que até as estrelas as invejavam.” Amir inclinou-se, sua curiosidade aguçada. “E o que aconteceu com eles?” O marinheiro deu de ombros, as linhas em seu rosto se aprofundando. “Desapareceram. Como a maré. Mas seus tesouros... oh, eles permanecem.” Amir trocou um olhar com seus companheiros: Leyla, uma geóloga cuja expertise em minerais raros era incomparável; Hamid, um arqueólogo cuja curiosidade insaciável frequentemente o colocava em perigo; e Yasmin, uma mergulhadora destemida que havia recuperado artefatos de naufrágios que ninguém mais ousaria abordar. Juntos, formavam uma equipe única para o desafio que se avizinhava. Ao pôr do sol, eles fretaram um pequeno barco e começaram os preparativos. O destino deles: Qeshmar. À medida que o barco se aproximava da ilha, o mar ficava estranhamente calmo. Uma névoa densa se agarrava à água, obscurecendo a visão. Então, como se a ilha estivesse esperando por eles, a silhueta recortada de Qeshmar emergiu. Seus penhascos erguiam-se dramaticamente do mar, coroados por uma vegetação densa que parecia brilhar na luz que se apagava. Ao pisarem na costa, o grupo sentiu um arrepio inexplicável. A ilha estava viva com sons estranhos — sussurros carregados pelo vento, o leve zumbido de insetos invisíveis e o som rítmico das ondas quebrando. A areia sob seus pés era diferente de tudo que já tinham visto, dourada, mas salpicada com um brilho metálico. Yasmin ajoelhou-se para examinar as poças na maré ao longo da costa. “A água aqui parece... diferente”, disse ela, mergulhando a mão. “Quase elétrica.” Amir olhou para o interior da ilha, onde as árvores balançavam suavemente apesar da ausência de vento. “Vamos montar acampamento e começar a explorar ao amanhecer.” Naquela noite, enquanto se reuniam em torno de uma pequena fogueira, não conseguiam se livrar da sensação de que estavam sendo observados. Sombras dançavam nas bordas da luz da fogueira, e o som de passos — suaves e deliberados — ecoava das árvores ao redor. A manhã trouxe clareza e, com ela, descobertas. Conforme o sol subia, Hamid chamou, sua voz tingida de entusiasmo. “Encontrei algo!” O grupo apressou-se para seu lado, onde ele havia descoberto a borda do que pareciam ser ruínas. Escavando mais, revelou uma série de carvões de pedra que retratavam cenas de uma grande civilização. Espirais imponentes, máquinas intricadas e mapas celestiais adornavam as pedras, insinuando um povo que um dia prosperou ali. Leyla passou os dedos por uma das gravações. “Esses padrões... parecem constelações, mas não as que conheço.” A exploração os levou a uma grande praça aberta, no centro da qual se erguia um obelisco. Sua superfície estava coberta de inscrições, algumas desbotadas pelo tempo, outras surpreendentemente frescas. Yasmin apontou para um símbolo próximo à base — uma serpente emroscada em torno de uma estrela. “Isso é um aviso”, disse ela, com a voz trêmula. “Já vi esse símbolo em naufrágios perto de águas amaldiçoadas.” O grupo trocou olhares inquietos. Decidiram seguir em frente, alheios às provações que os aguardavam. Naquele entardecer, a ilha revelou seu primeiro verdadeiro sinal de hostilidade. Enquanto dormiam, as areias ao redor do acampamento se moviam, formando padrões intricados que lembravam os mapas celestiais que haviam visto anteriormente. Quando Yasmin acordou, encontrou seu equipamento de mergulho enterrado sob um monte de areia a vários metros de onde o deixara. As anotações cuidadosamente organizadas de Hamid estavam espalhadas pelo acampamento, embora não houvesse vento para culpá-lo. Amir estudou as formações na areia. “Isso não é aleatório”, murmurou. “Estão apontando para o interior da ilha.” Seguindo os padrões, o grupo aventurou-se mais profundamente na ilha. A vegetação tornou-se mais densa e o ar ficou pesado e úmido. Eventualmente, chegaram a uma rede de cavernas esculpidas em um rochedo. Dentro, as paredes brilhavam suavemente com musgo fosforescente, iluminando seu caminho. Na maior câmara, encontraram um pedestal que sustentava uma órbita de cristal. Quando Amir a tocou, a órbita ganhou vida, projetando uma série de símbolos e imagens nas paredes da caverna. Cenas de uma civilização próspera preencheram o espaço, mostrando pessoas aproveitando a energia das estrelas. Leyla recuou, sua voz mal um sussurro. “Isso não é apenas história. É um aviso.” Ao emergirem da caverna, o chão sob eles tremeu. Uma figura materializou-se das sombras — um ser espectral alto, vestido com robes cintilantes. Seus olhos brilhavam como brasas, e ele carregava um cajado que crepitava com energia. “Vocês vieram buscando o que não lhes pertence”, disse a figura, sua voz um eco ressonante. Amir avançou, as mãos levantadas em gesto de paz. “Não queremos causar mal. Buscamos aprender e preservar sua história.” A figura os observou em silêncio antes de falar novamente. “Para desbloquear os segredos da ilha, vocês devem provar seu valor. As provas os aguardam. Sucesso, e poderão partir com conhecimento. Fracasso, e permanecerão aqui, como outros antes de vocês.” Com isso, a figura desapareceu, deixando o grupo abalado, mas resoluto. As provas começaram imediatamente. O primeiro teste foi de intelecto. O grupo foi levado a uma câmara cheia de quebra-cabeças intrincados, cada um ligado aos padrões celestiais que haviam visto. Trabalhando juntos, decifraram os símbolos, desbloqueando um caminho para a próxima prova. A segunda prova testou sua resistência física. Navegaram por um labirinto cheio de areias movediças e armadilhas escondidas. Em um momento, Leyla evitou por pouco uma armadilha graças ao pensamento rápido de Yasmin. A prova final foi de coragem. Em uma câmara escura, cada membro confrontou seus medos mais profundos, projetados pela misteriosa energia da ilha. Para Amir, era o medo do fracasso. Para Yasmin, era o medo de se afogar em um abismo sem fim. Somente enfrentando esses medos de frente, conseguiram progredir. Ao final das provas, o grupo estava exausto, mas vitorioso. Tinham provado seu valor. No cume da ilha, encontraram um portal de pedra maciço. Inscrito com runas, exigia que aplicassem tudo o que haviam aprendido. Ao resolverem o quebra-cabeça final, o portal se abriu, revelando uma câmara como nenhuma outra que tinham visto. Dentro, tesouros brilhavam na luz tênue — artefatos dourados, manuscritos antigos e um mapa das estrelas. Mas o verdadeiro prêmio estava no centro da sala: um dispositivo cristalino que projetava registros holográficos da história de Qeshmar. Através do dispositivo, aprenderam sobre uma civilização que havia aproveitado o poder das estrelas para alcançar avanços incomparáveis. Mas seu conhecimento teve um custo. Forças invejosas de além da ilha buscaram destruí-los, forçando o povo de Qeshmar a selar seu legado. Amir e sua equipe ficaram maravilhados. “Isso... isso muda tudo”, sussurrou ele. Com suas descobertas asseguradas, o grupo voltou para a costa. Enquanto navegavam, a ilha parecia brilhar, seus segredos novamente ocultos do mundo. De volta a Bandar Abbas, apresentaram suas descobertas à comunidade acadêmica, provocando debates e entusiasmo. Porém, mantiveram os segredos mais profundos para si mesmos, sabendo que alguns mistérios é melhor deixá-los intocados. Embora Amir e sua equipe nunca retornassem a Qeshmar, sua lenda cresceu. Histórias das provas e tesouros se espalharam, inspirando novos aventureiros a buscar a ilha. Contudo, como uma miragem, Qeshmar permaneceu elusiva, revelando-se apenas para aqueles que considerava dignos. Amir frequentemente se perguntava se a ilha era mais do que um lugar — se era uma guardiã do conhecimento, esperando que a humanidade provasse seu valor.Suspiros do Desconhecido
Chegada a Qeshmar
Descoberta do Esquecido
O Aviso da Ilha
Confrontando o Guardião
Provas da Ilha
O Coração da Ilha
Deixando a Lenda
Epílogo: A Lenda Perdura