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Sobre a História: A Lenda da Fênix é um Legend de egypt ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Good vs. Evil e é adequado para All Ages. Oferece Inspirational perspectivas. Um conto atemporal sobre poder, imortalidade e o ciclo eterno da vida e do renascimento.
No coração do antigo Egito, onde as areias sussurravam histórias de deuses e o Nilo entoava sua canção de ninar sem fim, existia uma lenda conhecida por cada alma que percorria a terra. Esta era a história da Fênix, uma criatura majestosa e misteriosa cujas chamas brilhavam mais intensamente que o sol e cujas asas carregavam os segredos da vida e da morte. Embora muitos conhecessem o ciclo eterno da Fênix de vida, morte e renascimento, poucos sabiam a história completa de como ela se tornou a guardiã da chama eterna do Egito.
Muito antes que as grandes pirâmides beijassem o céu, o Egito era uma terra de escuridão. Rá, o deus do sol, ainda não havia nascido, e o povo vivia em uma noite perpétua. Eles buscavam calor e luz, mas tudo o que tinham eram as estrelas que piscavam acima e o brilho tênue da lua. Um dia, uma velha profetisa chamada Tefnut subiu ao topo de uma duna e sussurrou aos céus, clamando por um milagre para salvar seu povo do frio. De repente, uma chama brilhante desceu do céu, e dela emergiu um pássaro envolto em fogo – a Fênix. Suas penas brilhavam em ouro, vermelho e laranja, e seus olhos cintilavam como brasas fundidas. A Fênix circulou Tefnut e, em seu rastro, deixou rastros de luz que iluminaram a terra. À medida que voava, o calor se espalhava pela terra, despertando os primeiros brotos de verde da terra árida. "Eu sou Bennu, a Fênix," declarou ela, com uma voz ressoante de poder e graça. "Vim trazer luz ao Egito, mas saiba que este presente tem um preço." Tefnut curvou a cabeça. "Estamos dispostos a pagar qualquer preço por luz e calor," disse ela. Bennu inclinou a cabeça. "Então ouça-me, sábia. A cada mil anos, serei consumida pelas chamas e reduzida a cinzas, apenas para renascer novamente. Mas até que esse tempo chegue, serei sua guardiã eterna." E assim, a Fênix tornou-se a luz do Egito, um farol que guiava o povo pelas noites escuras e frias. Com o passar dos séculos, o Egito floresceu sob o olhar vigilante da Fênix. O Nilo tornou-se o sangue vital da nação, e grandes cidades surgiram das areias. Uma dessas cidades era Tebas, governada por um jovem e ambicioso faraó chamado Ankhaten. Ele era um homem de grande sabedoria, força e beleza, mas também era um homem assombrado por sua mortalidade. O faraó Ankhaten frequentemente ficava no balcão de seu palácio, encarando a Fênix que circulava os céus acima. Ele admirava sua imortalidade e invejava o poder que ela possuía. Uma noite, ele buscou o conselho de seu conselheiro de confiança, Imhotep, um homem cujo conhecimento dizia-se rivalizar com o dos deuses. — Por que nós, que somos reis e governantes, devemos estar presos às correntes da mortalidade, enquanto este pássaro voa eternamente? — perguntou Ankhaten, seus olhos nunca deixando a Fênix. Imhotep, sábio e astuto, respondeu: — Meu Faraó, a Fênix é apenas uma serva dos deuses, uma criatura que existe para nos lembrar do ciclo da vida e da morte. Mas há maneiras de desafiar a ordem natural se alguém ousar pagar o preço. O coração do faraó Ankhaten acelerou. — Diga-me, Imhotep. Como posso reivindicar a imortalidade como minha própria? Imhotep hesitou, mas o olhar intenso do faraó o obrigou a falar. — Há uma lenda, grande líder. Se alguém consumisse o coração da Fênix enquanto ela queima em suas chamas, lhe seria concedida vida eterna. O desejo do faraó cresceu, e ele resolveu capturar a Fênix quando a hora estivesse certa. Ankhaten ordenou a seus exércitos que construíssem uma grande gaiola de bronze e ouro, entrelaçada com feitiços antigos que poderiam conter até os seres mais poderosos. Na véspera do renascimento da Fênix, a gaiola foi colocada no pico mais alto de Tebas. Quando a Fênix desceu à terra, pronta para se queimar em cinzas, os soldados do faraó saltaram das sombras, aprisionando-a dentro da gaiola. A Fênix lutou, suas asas flamejantes batendo contra as barras de bronze, mas não conseguiu escapar. Ankhaten aproximou-se, um sorriso malicioso se espalhando por seu rosto. — Você me concederá imortalidade, pássaro das chamas — declarou ele, erguendo uma adaga dourada. — Não seja tolo, mortal — sibilou a Fênix. — Consumir meu coração é desafiar os próprios deuses. Ankhaten hesitou, mas a ganância e o medo da morte o impulsionaram adiante. Ele cravou a adaga no peito da Fênix e arrancou seu coração, uma brasa brilhante que pulsava com poder. Ao levantá-lo aos lábios, os céus escureceram, e trovões retumbavam pelos céus. Mal o faraó engoliu o coração da Fênix, uma luz cegante irrompeu de seu corpo. Ele gritou enquanto as chamas o envolviam, e a própria terra tremia sob seus pés. Em sua agonia, Ankhaten olhou para cima e viu os próprios deuses descendo dos céus – Rá, o deus do sol; Ísis, a deusa da magia; e Osíris, o senhor do submundo. — Você desafiou a ordem natural, Ankhaten — trovejou Rá, seus olhos ardendo de fúria. — Você roubou o presente que não lhe era destinado. Ankhaten caiu de joelhos, lágrimas escorrendo por seu rosto. — Perdoe-me, grande Rá. Eu apenas buscava escapar da maldição da mortalidade. A voz de Rá suavizou, mas seus olhos permaneceram severos. — A maldição da mortalidade não é uma maldição, mas um presente. É o que dá sentido e propósito à vida. Por sua arrogância, você sofrerá um destino pior que a morte. Rá estendeu a mão, e as cinzas da Fênix começaram a girar ao redor de Ankhaten, envolvê-lo em um casulo de fogo. Quando as chamas diminuíram, Ankhaten já não era mais um homem, mas uma estátua, congelado em tormento eterno, seus olhos para sempre fixos nos céus. Com a morte do faraó, as cinzas da Fênix começaram a se agitar. Dos restos carbonizados, uma nova Fênix emergiu, suas penas mais brilhantes do que antes. Ela espalhou suas asas e ascendeu ao céu, suas chamas mais radiantes e intensas do que nunca. O povo de Tebas caiu de joelhos, observando em admiração enquanto a Fênix voava acima deles. Eles sabiam que a criatura continuaria a vigiar sobre eles, assim como fizera por séculos. Com o tempo, a história da Fênix e do faraó espalhou-se por todo o Egito, tornando-se uma lenda transmitida por gerações. Servia como um lembrete dos perigos de desafiar os deuses e do ciclo eterno de vida e morte. Com o passar dos anos transformando-se em séculos, o Egito continuou a prosperar. As pirâmides ergueram-se, o Nilo fluía, e a Fênix permanecia sempre vigilante. Mas a cada mil anos, na véspera de seu renascimento, ela retornava ao lugar onde Ankhaten estava, seu rosto de pedra torturado em agonia. A Fênix circulava a estátua, suas chamas tremeluzindo como um coração batendo, e cantava uma canção, uma canção de vida, morte e o ciclo eterno que unia todos os seres vivos. E embora nunca falasse, aqueles que escutavam podiam ouvir os ecos de uma promessa sussurrada ao vento – que enquanto a Fênix vivesse, a luz do Egito nunca se apagaria. {{{_04}}}As Origens do Fogo
A Ascensão do Faraó
A Armadilha
A Ira dos Deuses
O Renascimento da Fênix
Epílogo: O Legado da Fênix