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Sobre a História: A História dos Sete Trabalhos de Rostam (Haft Khan) é um Legend de iran ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. A épica jornada de Rostam através de sete provas mortais para resgatar um rei cativo.
Em antiga Pérsia, o herói Rostam nasceu de uma linhagem nobre, portando o sangue de campeões e reis. Era filho de Zal, o guerreiro de cabelos brancos criado pela mística Simurgh, e descendente de Nariman, um renomado herói por mérito próprio. A força e coragem de Rostam eram incomparáveis, e seu nome tornou-se sinônimo de valor, lealdade e vontade indomável. Seu maior teste veio quando embarcou na jornada lendária conhecida como Haft Khan, ou as Sete Provas, onde enfrentou desafios inimagináveis que nenhum homem mortal poderia suportar.
O Haft Khan não foi apenas uma série de provações; foi uma viagem ao coração das trevas, onde apenas a força física não bastava. O príncipe da Pérsia, Kay Kavus, foi capturado pelo feiticeiro-rei, o Demônio Branco, e mantido em Mazandaran, uma terra de terríveis monstros e magia negra. A tarefa de Rostam era derrotar esses sete horrores para resgatar seu rei e restaurar a paz na terra.

A primeira prova de Rostam começou quando ele cruzou o deserto escaldante montado em seu poderoso corcel, Rakhsh. Esse nobre cavalo não era um animal comum; assim como Rostam, Rakhsh era conhecido por sua força e resistência. O sol do deserto castigava-os, implacável e cruel, como se tentasse derrotá-los com sua pura intensidade. À medida que o dia se transformava em noite, Rostam encontrou-se no domínio de um leão feroz. O leão era imenso, com um rugido que ecoava pelas areias, incutindo medo nos corações de quem o ouvia. Mas Rostam não se intimidou. Quando o leão investiu, garras levantadas e dentes expostos, Rostam o enfrentou com as mãos nuas. A luta entre o homem e a fera foi feroz, com a areia girando ao redor deles em uma tempestade violenta. No final, Rostam, com sua força inigualável, derrubou o leão no chão e quebrou seu pescoço. Com a primeira prova superada, ele montou Rakhsh novamente, pronto para os desafios que viriam. Mas pouco sabia ele que os obstáculos só se tornariam mais assustadores à medida que avançava mais profundamente na terra das trevas. A segunda prova surgiu na forma de um deserto mortal. Diferente do primeiro, onde o perigo era um adversário físico, este deserto era uma paisagem implacável de veneno. Nenhuma água fluía, nenhuma sombra oferecia alívio. Até o vento era tóxico, e sua mera brisa podia enfermar ou matar. Rostam trilhava por essa terra desolada, com cada passo se tornando mais difícil. Sua força, embora imensa, não podia protegê-lo da sede e do cansaço. Após dias de vagar, seco e enfraquecido, parecia que o herói poderia sucumbir. Mas os céus não o haviam abandonado. Com uma última oração a Ahura Mazda, o deus da luz e da sabedoria, ocorreu um milagre. Uma nascente de água pura jorrou da terra, rejuvenescendo tanto Rostam quanto seu fiel cavalo. Revigorado e renovado, Rostam continuou sua jornada. Embora tivesse conquistado o veneno do deserto, sabia que perigos muito maiores o aguardavam. À medida que Rostam avançava, seu caminho o levou ao reino sombrio de montanhas imponentes. Aqui, sua terceira prova o aguardava—a um dragão monstruoso que aterrorizava a terra há séculos. O sopro do dragão podia derreter pedra, e suas escamas eram consideradas impenetráveis. Ele havia sido há muito tempo a praga dos viajantes, devorando qualquer um que ousasse aventurar-se em seu território. Numa noite fatídica, o dragão encontrou Rostam enquanto ele dormia sob as estrelas, sua forma serpentina deslizando silenciosamente em direção ao herói. Mas Rostam estava sempre vigilante. Seu cavalo, Rakhsh, percebendo o perigo, o despertou no momento certo. O sopro flamejante da besta iluminou o céu noturno enquanto ela avançava sobre eles. Rostam, sem hesitar, sacou sua poderosa espada e atacou o dragão. Sua batalha foi lendária, abalando a própria terra. Apesar dos ataques ferozes do dragão, a força e habilidade de Rostam provaram ser demais. Com um golpe final e poderoso, ele derrubou o dragão, encerrando seu reinado de terror. A quarta prova foi diferente de todas as que Rostam enfrentou antes. Desta vez, seu inimigo não era uma fera, mas uma encantadora feiticeira. Sua beleza era dita como incomparável, capaz de transformar até o guerreiro mais endurecido em um tolo apaixonado. Ela vivia em um palácio de ilusões, escondido profundamente nas montanhas. Quando Rostam chegou ao seu domínio, foi imediatamente enfeitiçado por sua beleza. Ela o recebeu em seu palácio, oferecendo-lhe comida e bebida, enquanto tecia um feitiço para induzi-lo à submissão. Mas Rostam não se deixou enganar facilmente. Sentindo sua magia negra, ele resistiu à tentação, embora isso tenha exigido toda a sua força de vontade. Percebendo que seus encantos estavam falhando, a feiticeira se transformou em um demônio horrível e atacou. Mas Rostam, com seus reflexos rápidos e força imensa, contra-atacou. A batalha foi feroz, com magia e aço colidindo no ar. No final, a feiticeira foi derrotada, sua magia negra quebrada. A quinta prova de Rostam o levou a uma poderosa fortaleza, guardada por um exército de demônios. As muralhas eram altas e impenetráveis, e os portões estavam selados por magia. A única maneira de entrar era pela força bruta. Indefeso, Rostam aproximou-se da fortaleza, seu coração preparado para a batalha. Os demônios, ao verem sua aproximação, lançaram toda a sua fúria sobre ele. Mas Rostam era uma força da natureza, cortando a horda demoníaca como se fossem nada mais que sombras. Sua espada reluzia à luz do luar enquanto lutava seu caminho até os portões da fortaleza. Uma vez dentro, Rostam encontrou o líder dos demônios, uma criatura de poder imenso. A batalha entre eles foi digna das eras, abalando as próprias fundações da fortaleza. Mas no final, Rostam saiu vitorioso, os demônios foram derrotados, e a fortaleza agora não passava de uma ruína desmoronando. A sexta e mais perigosa prova de Rostam foi a batalha com o Demônio Branco, o feiticeiro-rei que havia capturado Kay Kavus. O Demônio Branco era uma criatura de poder imenso, capaz de controlar as próprias forças da natureza. Sua magia era dita como invencível, e sua força ultrapassava a de qualquer homem mortal. Quando Rostam finalmente o confrontou, o ar estava denso de tensão. O Demônio Branco liberou sua magia, convocando tempestades e relâmpagos para derrubar o herói. Mas Rostam, imperturbável, avançou. A batalha que se seguiu foi de proporções épicas, com ambos os combatentes se esforçando ao limite. Apesar do poder do Demônio Branco, a pura determinação e força de Rostam provaram ser demais. Após uma luta exaustiva, ele derrotou o feiticeiro-rei, quebrando seu domínio sobre Kay Kavus e a terra de Mazandaran. Com o Demônio Branco derrotado, a última prova de Rostam foi libertar o rei Kay Kavus capturado. Entrando na masmorra onde o rei estava mantido, Rostam o encontrou fraco e debilitado, tendo suportado meses de tormento sob o domínio do Demônio Branco. Mas com sua missão quase completada, o coração de Rostam encheu-se com a promessa de vitória. Ele levantou o rei sobre Rakhsh e iniciou a jornada de volta para a Pérsia. Embora a estrada fosse longa e perigos ainda espreitassem nas sombras, a determinação de Rostam nunca vacilou. A cada passo, eles se aproximavam mais de casa, até finalmente chegarem à corte da Pérsia, onde Kay Kavus foi restaurado ao seu trono. A jornada de Rostam pelo Haft Khan o testou de maneiras que nenhum outro herói havia sido testado. Ele enfrentou feras, magia e demônios, emergindo vitorioso em todas as batalhas. Sua lenda perduraria, não apenas como o maior guerreiro que a Pérsia já conheceu, mas como um símbolo de perseverança, lealdade e do espírito humano indomável. A história do Haft Khan de Rostam permanece uma das contos mais queridos na literatura persa. É uma história de bravura, força e determinação diante de adversidades esmagadoras. A jornada de Rostam pelas sete provas é mais do que apenas uma prova física; é um testemunho do poder da vontade humana, da força do coração e da importância de lutar pelo que é certo, não importando o custo.O Primeiro Khan - O Leão do Deserto
O Segundo Khan - O Deserto Venenoso
O Terceiro Khan - O Dragão das Montanhas
O Quarto Khan - A Feiticeira
O Quinto Khan - A Fortaleza Guardada por Demônios
O Sexto Khan - A Batalha com o Demônio Branco
O Sétimo Khan - A Libertação de Kay Kavus
Epílogo