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Sobre a História: A História do Peixe de Madeira e do Peixe Dourado é um Folktale de china ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Friendship e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. A bondade de um humilde pescador traz recompensas mágicas e escolhas que mudam a vida.
Em uma pitoresca aldeia aninhada às margens do Rio Yangtzé na antiga China, vivia um jovem pescador chamado Chen. Embora pobre, Chen era conhecido por sua bondade, humildade e um amor inato pelo rio que atravessava sua aldeia. As pessoas reverenciavam o rio por sua fartura, e Chen era um de seus muitos humildes beneficiários. Ele pescava diariamente, lançando sua rede com a esperança não de riquezas, mas simplesmente para alimentar sua família e manter sua mãe idosa confortável. Essa era uma vida simples, e Chen estava contente.
Numa manhã quente de verão, Chen se levantou antes do primeiro clarão de luz. A névoa pairava baixa sobre o rio, dando às águas um brilho etéreo enquanto ele preparava seu barco para a pesca do dia. Remando para uma parte tranquila do rio, lançou sua rede com mãos experientes e esperou, cantando suavemente no ritmo da suave corrente do rio. Horas se passaram, e Chen teve pouca sorte; sua rede trazia nada além de galhos e ervas daninhas. Justo quando ele estava prestes a desistir, sua rede se enroscou, puxando-o para frente. Era incomumente pesada e, com considerável esforço, ele a puxou para a superfície. Ao espiar dentro da rede, seu coração pulou uma batida. Lá, se debatendo contra a malha, estavam dois peixes, diferentes de qualquer que ele já tinha visto. Um era dourado, reluzente com um brilho sobrenatural como se a luz do sol tivesse se transformado em carne. O outro parecia esculpido em madeira, mas se movia e respirava como qualquer criatura viva. Ele maravilhou-se com as escamas intrincadas do peixe de madeira e a beleza luminosa do peixe dourado. Os aldeões acreditavam que criaturas raras como essas eram presságios, anunciando grande fortuna ou grave infortúnio. Chen decidiu levar os peixes para casa, sentindo uma estranha conexão com as misteriosas criaturas que haviam nadado para sua rede. Quando Chen chegou em casa, colocou os peixes cuidadosamente em uma grande tigela de barro, enchendo-a com água do rio. Enquanto os observava nadar em círculos suaves, sentiu uma pontada de maravilha. E então, para seu total espanto, o peixe dourado abriu a boca e começou a falar. "Pescador bondoso," disse ele, com uma voz tão suave e clara quanto uma pedra de rio. "Você nos salvou de uma vida de eterno vagar. Não somos peixes comuns e, por sua bondade, desejamos lhe conceder um presente. Faça seu pedido, e o realizaremos." Chen ficou sem palavras, sua mente girando com as possibilidades. Mas ele pensou em sua mãe e na pequena casa dilapidada em que viviam. "Se está ao seu alcance," começou humildemente, "desejo dar à minha mãe uma casa melhor, um lugar onde ela possa descansar sem preocupações." O peixe dourado girou graciosamente na tigela, e um brilho de luz encheu a sala. "Seu desejo será concedido," disse ele. Na manhã seguinte, Chen acordou e encontrou sua casa transformada. Onde antes havia telhados com goteiras e janelas quebradas, agora havia uma casa robusta e nova, com uma lareira acolhedora e móveis de qualidade. Sua mãe sorriu radiante de alegria, com os olhos cheios de gratidão. A notícia da fortuna de Chen espalhou-se pela aldeia, e as pessoas vieram maravilhar-se com a mudança. Os dias passaram, e embora Chen agora fosse dono de uma bela casa, continuou a pescar e viver humildemente, grato aos peixes dourado e de madeira por sua bondade. Todas as manhãs, alimentava-os com pedaços de arroz e conversava com eles, sentindo como se tivesse encontrado novos amigos nessas criaturas mágicas. Certa noite, enquanto Chen consertava suas redes de pesca, um comerciante rico chamado Bao chegou à sua porta. Bao era conhecido por sua ganância e havia ouvido rumores sobre a fortuna milagrosa de Chen. A curiosidade misturada com inveja enchia seu coração, e ele veio para verificar se as histórias eram verdadeiras. Os olhos de Bao se arregalaram ao ver os peixes deslizando na tigela de barro, cada um irradiando um estranho encanto. "Pescador," zombou ele, "como é que um homem pobre como você poderia adquirir tais maravilhas? Certamente, você não merece esses peixes. Venda-os para mim, e eu o farei rico além dos seus sonhos." Chen balançou a cabeça, sentindo um desconforto na presença de Bao. "Eles não estão à venda," respondeu. "Esses peixes já me deram o suficiente. Devo a eles meu respeito e gratidão." O rosto de Bao se contorceu de raiva, mas ele forçou um sorriso tênue. "Muito bem," disse ele, escondendo sua decepção. "Mas lembre-se, pescador, a riqueza é passageira. Um dia, você poderá vir até mim em busca de ajuda, e eu não serei tão generoso." Recusando-se a ser frustrado, Bao retornou à sua mansão naquela noite e elaborou um plano para roubar os peixes. Sob o manto da escuridão, ele se aproximou da casa de Chen, tomando cuidado para não fazer barulho. Com mãos rápidas e habilidosas, ele pegou os peixes da tigela e os colocou em uma caixa forrada com seda que havia trazido, pretendendo levá-los para casa e desbloquear seus poderes para si mesmo. Quando Chen acordou e descobriu que os peixes haviam desaparecido, seu coração se encheu de desespero. Ele procurou em todos os lugares, até mesmo perguntando aos aldeões se haviam visto algo. Mas ninguém testemunhou o roubo de Bao. Desolado, Chen retornou para casa, perguntando-se como poderia retribuir a bondade que os peixes lhe haviam mostrado. Em sua tristeza, ele decidiu encontrá-los e trazê-los de volta, não importando o custo. Enquanto isso, os peixes dourado e de madeira ficaram presos na luxuosa caixa de Bao, sufocando no ar ainda e estagnado. O peixe dourado tentou chamar, mas Bao havia coberto a caixa com um pano grosso, bloqueando o som. Dias se passaram, e os peixes enfraqueceram, privados da água refrescante do rio. No entanto, o peixe dourado não havia perdido a esperança. Lembrou-se da bondade de Chen e, em um último esforço, enviou uma mensagem através do próprio rio, pedindo ajuda. As correntes do rio levaram seu apelo, sussurrando para as criaturas e os juncos, na esperança de que de alguma forma alcançasse Chen. Numa noite, enquanto Chen estava sentado à beira do rio, sentindo-se impotente, ouviu um murmúrio suave na água. Era como se o próprio rio estivesse chamando por ele, guiando-o. Ele seguiu o som, e isso o levou através da aldeia até a mansão de Bao. Percebendo onde seus amigos haviam sido levados, Chen sabia que precisava agir rapidamente. Ele se aproximou silenciosamente do quarto de Bao e encontrou a caixa forrada com seda onde os peixes estavam aprisionados. Com uma oração silenciosa, abriu a caixa e viu os peixes dourado e de madeira, fracos, mas vivos. Ele os levantou cuidadosamente e os carregou de volta para o rio, colocando-os gentilmente na água fresca e acolhedora. Ao sentirem a água ao seu redor, os peixes recuperaram sua força, com suas cores brilhando ainda mais intensamente. O peixe dourado virou-se para Chen, a gratidão reluzindo em seus olhos. "Você nos resgatou, pescador bondoso, correndo grande risco para si mesmo. Por este ato de coragem, desejamos lhe conceder uma bênção final." As escamas do peixe dourado brilhavam, lançando uma luz radiante pela margem do rio. "Peça qualquer coisa, e será sua." Chen refletiu profundamente e finalmente falou. "Desejo que minha aldeia, e todos os que vivem à beira deste rio, sejam abençoados com boa fortuna e paz. Que o rio seja abundante para todos, para que ninguém passe fome." O peixe dourado assentiu e, com um movimento de sua cauda, uma onda de magia varreu o rio. A partir daquele dia, o Yangtzé foi mais rico do que nunca, produzindo peixes em abundância para todos que viviam em suas margens. Ninguém na aldeia passou fome, e a paz reinou enquanto as pessoas aprendiam a viver em harmonia com a natureza, gratas pelos dons incessantes do rio. Quanto a Bao, ele retornou à sua mansão e encontrou seus tesouros transformados em pó. A riqueza que havia acumulado desapareceu, deixando-o como um vazio lembrete de sua ganância. Humilhado, ele deixou a aldeia, nunca mais sendo visto, enquanto os aldeões o lembravam apenas como uma história de advertência sobre os perigos da inveja. Chen viveu o resto de seus dias como uma figura amada, compartilhando sua boa fortuna com todos na aldeia. Frequentemente, sentava-se à beira do rio, observando os peixes nadarem e lembrando-se das criaturas mágicas que um dia mudaram sua vida. E às vezes, apenas às vezes, ele via um brilho de ouro ou uma ondulação na forma de um peixe de madeira, uma lembrança da amizade que forjou com os seres do rio. A história do peixe de madeira e do peixe dourado tornou-se uma narrativa querida, passada de geração em geração, ensinando os aldeões a valorizar a bondade, a humildade e os tesouros encontrados não na riqueza, mas nos laços entre as pessoas e a natureza. E assim, o rio continuou a fluir, carregando consigo as bênçãos de dois peixes mágicos e o desejo de um humilde pescador, eternamente serpenteando pelo coração daqueles que ouviram a história.A Captura Misteriosa
O Presente da Fala
A Transformação
Um Novo Visitante
O Plano de Bao
Os Peixes em Cativeiro
A Jornada da Redenção
O Presente Final
O Destino de Bao
Um Legado de Bondade
Epílogo