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A História do Ifrit
In the eerie stillness of the desert night, a lone merchant sits by his campfire, unaware of the powerful Ifrit approaching from the darkness, glowing with a fiery, supernatural presence.

Sobre a História: A História do Ifrit é um Myth de saudi-arabia ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Redemption e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Uma história de magia, traição e redenção no deserto árabe.

No coração do Deserto Árabe, onde o sol escaldante queima as areias e as estrelas cobrem o céu noturno, contos antigos de seres sobrenaturais giram como os ventos do deserto. Entre as entidades mais temidas e reverenciadas está o Ifrit, uma criatura poderosa e flamejante, frequentemente descrita como um ser monstruoso capaz de grande bondade ou terrível maldade. Nascido de fogo sem fumaça, o Ifrit é tanto uma figura de terror quanto de admiração, espreitando nas sombras do mundo antigo, ligado por pactos ancestrais, mas nunca completamente domado.

Esta é a história de um desses seres, cujo destino se entrelaçou com o de um humano chamado Malik, um humilde comerciante, cujo caminho o levou profundamente ao mundo dos djinn, magia e escolhas impossíveis. É uma história de poder, traição e redenção, ambientada contra o pano de fundo atemporal das areias árabes.

Capítulo Um: O Encontro no Deserto

Malik havia viajado por dias. Sua caravana, outrora repleta de vida, diminuiu à medida que o deserto reivindicava seus companheiros um a um. Alguns sucumbiram à sede, outros ao calor, e alguns, temia ele, aos sussurros estranhos que os assombravam à noite. Agora, apenas ele permanecia, arrastando-se pelas dunas, o sol pesado sobre ele como o peso de seus fardos.

Seu destino era a lendária cidade de Ubar, a Atlântida das Areias, onde fortunas eram feitas e perdidas num piscar de olhos. Malik tinha ouvido histórias sobre os grandiosos mercados da cidade e sua abundância de riquezas. Ele também conhecia as lendas—os avisos sobre o que estava além dos portões dourados da cidade.

Foi durante a terceira noite de sua jornada, sob o brilho pálido de uma lua cheia, que Malik encontrou o Ifrit pela primeira vez. Enquanto se sentava ao redor de uma fogueira diminuindo, olhando para a infinita extensão de areia, viu uma figura emergir das sombras. A princípio, pensou ser um homem, talvez um compatriota viajante, mas à medida que a figura se aproximava, Malik percebeu que não se tratava de um humano comum.

A criatura estava alta, com olhos vermelhos brilhantes que tremulavam como brasas. Sua pele era escura, quase como se fosse forjada pela própria noite, e sua presença enviava um calafrio pelos ossos de Malik, apesar do calor do deserto. O ar ao redor da criatura cintilava com uma energia estranha, como se o próprio tecido da realidade se dobrasse em sua presença.

"Você está perdido," disse a criatura, sua voz um baixo estrondo, como o crepitar do fogo. "E eu sou sua única esperança de salvação."

Malik tremia, mas conseguiu encontrar sua voz. "Quem... o que você é?"

"Eu sou um Ifrit," respondeu a criatura, aproximando-se. "Nascido do fogo, sem mestre, livre para caminhar pela terra como quiser."

Malik havia ouvido histórias sobre os Ifrit, sobre sua fúria e poder, e sabia o suficiente para estar cauteloso. "O que você quer de mim?"

O Ifrit sorriu, revelando dentes afiados. "Nada mais do que a sua confiança. Posso guiá-lo por este deserto, ajudá-lo a encontrar a cidade que você procura. Mas em troca, peço algo pequeno."

Os olhos de Malik se estreitaram. "O que você deseja?"

"Nada mais do que uma promessa," disse o Ifrit. "Quando a hora chegar, você me fará um favor. Um favor que não lhe custará nada, mas que significará tudo para mim."

O comerciante sabia que era melhor não fazer acordos com seres de tamanha poder, mas o desespero o corroía. O deserto era implacável, e ele não tinha garantia de que sobreviveria sozinho. Relutantemente, assentiu. "Muito bem. Eu concordo."

Os olhos do Ifrit brilharam com satisfação. "Então está feito."

Capítulo Dois: A Cidade de Ubar

Fiel à sua palavra, o Ifrit guiou Malik através das dunas traiçoeiras, levando-o até a cidade perdida de Ubar. A cidade lendária era mais grandiosa do que Malik jamais imaginara. Minaretes imponentes se erguiam no céu, seus topos brilhando com uma luz estranha e etérea. As ruas eram pavimentadas com tijolos dourados, e comerciantes vendiam mercadorias que cintilavam sob o sol do deserto. Era um lugar de maravilhas, riqueza e beleza.

Malik rapidamente se estabeleceu como um comerciante próspero, e em poucos meses, era conhecido por toda a cidade como um homem de fortuna. No entanto, ele não conseguia se livrar da presença persistente do Ifrit, que havia desaparecido após sua jornada, mas cujo favor ainda pairava sobre Malik como uma sombra.

Todas as noites, Malik olhava para a cidade a partir da varanda de sua mansão opulenta, imaginando quando o Ifrit retornaria para exigir o favor. O pensamento o assombrava, mas ele continuava a viver sua vida, fazendo o possível para afastar a criatura de sua mente.

Os anos passaram, e a riqueza e a influência de Malik cresceram. Ele se casou com uma mulher linda chamada Layla, e juntos tiveram dois filhos, Omar e Zahra. Sua vida parecia perfeita, mas no fundo, ele sabia que o Ifrit não o havia esquecido.

Foi na noite do décimo quinto aniversário de seu filho Omar que o Ifrit retornou.

Malik estava preparando um grande banquete em celebração quando sentiu um frio familiar no ar. As chamas das tochas ao redor do pátio tremeluziam e se apagavam, e uma figura emergiu das sombras, invisível aos convidados. Era o Ifrit, tão imponente e flamejante como sempre.

"Chegou a hora," disse o Ifrit, sua voz enviando um calafrio pela espinha de Malik. "Você me deve um favor, Malik."

O coração de Malik disparou. "O que você quer de mim?"

"Eu quero seu filho," respondeu o Ifrit friamente. "Omar me servirá por um ano, e em troca, deixarei sua família em paz."

O sangue de Malik gelou. "Você não pode tê-lo. Ele é meu filho."

"Você fez uma promessa," disse o Ifrit, aproximando-se, seus olhos brilhando com ameaça. "Você jurou um juramento para mim, e agora vim cobrar."

Dividido entre o amor por seu filho e o pacto vinculante que havia feito, Malik caiu de joelhos. "Por favor," implorou, "deve haver outra maneira."

O Ifrit o estudou por um longo momento antes de falar novamente. "Não sou sem misericórdia. Vou te dar uma chance de poupar seu filho. Complete uma tarefa para mim, e eu o liberarei do vínculo."

Malik olhou para cima, desesperado. "O que devo fazer?"

"Você deve viajar para o Vale dos Djinn e recuperar o Coração de Fogo, uma relíquia antiga escondida nas profundezas da terra. Traga-o para mim, e considerarei sua dívida paga."

Capítulo Três: A Jornada para o Vale

Malik não perdeu tempo. O pensamento de perder seu filho o enchia de pavor, e ele sabia que tinha que cumprir a tarefa do Ifrit, não importando o custo. Deixando sua família para trás, partiu em uma jornada perigosa pelo deserto, guiado mais uma vez pelas instruções enigmáticas do Ifrit.

O Vale dos Djinn era um lugar de lenda, dito ser o lar de seres poderosos e antigos que guardavam segredos há muito esquecidos pela humanidade. Malik havia ouvido histórias daqueles que se aventuraram lá, nunca mais retornaram, mas ele não tinha escolha. O favor do Ifrit pairava sobre ele como uma maldição, e a única maneira de quebrá-lo era recuperar o Coração de Fogo.

A jornada foi extenuante. Malik viajou por dias, suportando o calor escaldante do deserto e o frio cortante da noite. Pelo caminho, encontrou vistas estranhas—miragens que pareciam reais demais para serem ilusões, sussurros ao vento que falavam de tempos esquecidos, e sombras que se moviam sem forma.

Foi na sétima noite de sua jornada que Malik alcançou a entrada do Vale. O ar aqui estava pesado com magia, e a areia sob seus pés parecia carregada de energia. Ao entrar no vale, sentiu o peso de incontáveis olhos sobre ele, embora não visse ninguém.

O Vale era um lugar de desolação, preenchido com ruínas desmoronadas e silêncio inquietante. Malik seguiu em frente, determinado a encontrar a relíquia que salvaria seu filho. Após horas de busca, encontrou uma porta de pedra maciça esculpida na lateral de um penhasco. A porta estava adornada com símbolos antigos que brilhavam levemente na luz tênue.

À medida que Malik se aproximava, a porta começou a se abrir, revelando uma câmara além. Dentro, no centro da sala, estava um pedestal, e sobre ele descansava o Coração de Fogo.

A relíquia era uma pequena pedra brilhante, pulsando com luz flamejante. Parecia irradiar calor, e quando Malik estendeu a mão para tocá-la, sentiu uma onda de poder percorrer suas veias. Mas, ao fechar os dedos ao redor da pedra, o chão sob ele tremeu, e a câmara começou a desabar.

Com o Coração de Fogo em mãos, Malik correu, desviando de destroços caindo e da maré crescente de lava derretida que ameaçava consumir o vale. A relíquia parecia queimar mais intensamente a cada passo, mas Malik aguentava, sabendo que a vida de seu filho dependia disso.

Capítulo Quatro: A Fúria do Ifrit

Quando Malik finalmente retornou a Ubar, estava exausto, mas seu coração estava cheio de esperança. Ele tinha o Coração de Fogo e agora poderia salvar seu filho. Mas, ao se aproximar de sua casa, viu fumaça subindo da cidade. O pânico o dominou, e ele correu pelas ruas, apenas para encontrar sua casa envolta em chamas.

O Ifrit estava no pátio, sua forma envolta em fogo, seus olhos ardendo de fúria.

"Você está atrasado," rosnou o Ifrit. "Seu filho é meu."

Malik caiu de joelhos, segurando o Coração de Fogo. "Não," sussurrou, lágrimas escorrendo pelo rosto. "Eu fiz o que você pediu."

O Ifrit riu, um som como chamas crepitantes. "Você acha que uma mera relíquia pode salvá-lo de seu destino? O Coração de Fogo não é nada comparado ao poder que possuo."

Naquele momento, Malik percebeu a verdade. O Ifrit nunca teve a intenção de libertar seu filho. O favor havia sido uma artimanha, uma maneira de atormentá-lo e tomar o futuro de sua família.

Desesperado, Malik lançou o Coração de Fogo contra o Ifrit. A relíquia atingiu a criatura, e por um breve momento, as chamas ao seu redor tremularam. O Ifrit rugiu de dor, sua forma vacilando enquanto a magia da relíquia colidia com a sua.

Mas a vitória foi curta. O Ifrit se recuperou rapidamente, suas chamas queimando mais intensamente do que nunca. Ele pairava sobre Malik, pronto para dar o golpe final.

De repente, uma voz ecoou das sombras. "Basta!"

Uma figura avançou, um djinn de imenso poder, com pele como ouro derretido e olhos que brilhavam com um fogo interno. Era Jibril, o guardião do Vale dos Djinn, e um dos seres mais poderosos existentes.

"O pacto está quebrado," disse Jibril, sua voz reverberando pelo pátio. "Malik cumpriu sua parte no acordo. Você não tem nenhum direito sobre seu filho."

O Ifrit rosnou, mas sabia melhor do que desafiar Jibril. Com um último rosnado, desapareceu na noite, deixando Malik e sua família em paz.

Capítulo Cinco: Um Novo Começo

As chamas foram extintas, e a cidade de Ubar começou a se reconstruir lentamente. Malik, embora para sempre mudado por seu encontro com o Ifrit, estava grato por sua família estar segura. Ele sabia que o mundo dos djinn e da magia não era para ser mexido, e aprendeu o custo de fazer acordos com tais seres.

Com o passar dos anos, a história de Malik tornou-se lenda. Ele nunca mais falou sobre o Ifrit, mas as lições daquele fatídico encontro permaneceram com ele para sempre. Ele enfrentou as chamas do Ifrit e emergiu do outro lado, marcado, mas mais forte.

E assim, a história de Malik e do Ifrit foi transmitida através das gerações, um aviso para aqueles que buscam poder nas sombras do deserto, e um lembrete de que algumas promessas são perigosas demais para serem feitas.

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