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Sobre a História: A História do Div-e Sefid (Demônio Branco) é um Myth de iran ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. Uma história fascinante de coragem e heroísmo, onde Rostam enfrenta o temível Demônio Branco.
Na antiga terra do Irã, onde montanhas tocavam o céu e rios sussurravam pelos vales, existiam mitos que agitavam os corações de guerreiros e estudiosos igualmente. Uma das histórias mais reverenciadas, transmitida através das gerações, é o conto do Div-e Sefid, o Demônio Branco. Esta é uma história de bravura, sabedoria e a luta eterna entre o bem e o mal, onde heróis devem confrontar seus medos mais sombrios e enfrentar as forças monstruosas que ameaçam a própria essência do mundo. Junte-se a mim enquanto embarcamos em uma jornada pelas majestosas montanhas de Mazandaran, onde lendas vivem e heróis ascendem.
Mazandaran, uma província aninhada entre as imponentes Montanhas Alborz e o cintilante Mar Cáspio, era um lugar de beleza incomparável. Suas densas florestas, picos majestosos e manhãs enevoadas estavam repletos de mistério. Mas, em meio à sua beleza natural, também havia perigo. Pois, nas profundezas mais escuras das montanhas, escondido entre rochas irregulares e cavernas tortuosas, espreitava o Div-e Sefid, uma criatura temível cujo próprio nome fazia os mais corajosos tremerem. O Div-e Sefid não era um demônio comum. Ele era enorme, com a pele tão pálida quanto os picos cobertos de neve, olhos que brilhavam com malícia e força inigualável por qualquer mortal. As lendas falavam de sua fúria, de como ele podia esmagar exércitos com um único golpe e reduzir cidades a destroços com o mero pisar de seu pé. O povo de Mazandaran vivia com medo perpétuo, sabendo que o Div-e Sefid podia descer sobre eles a qualquer momento. Mas onde há escuridão, também há esperança. Pois na cidade de Zabol, longe das montanhas amaldiçoadas de Mazandaran, vivia um herói, um homem cujo nome ecoaria através dos anais da história: Rostam. Rostam, filho de Zal, era um guerreiro de força incomparável. Nascido na família real de Zabol, sua força e valentia eram inigualáveis desde jovem. Seu corcel, o poderoso Rakhsh, era tão famoso quanto ele, e juntos haviam vencido inúmeros inimigos, protegido os inocentes e trazido paz à terra. Mas nenhum desafio que ele havia enfrentado até então se comparava ao que o aguardava nas montanhas de Mazandaran. Tudo começou quando notícias da última atrocidade do Div-e Sefid chegaram à corte do Rei Kay Kavus. O demônio havia mais uma vez descido sobre as aldeias de Mazandaran, destruindo colheitas, incendiando casas e deixando devastação em seu rastro. O rei, embora poderoso, sabia que nenhum exército comum poderia derrotar o Demônio Branco. Desesperado, ele convocou Rostam. “Meu querido Rostam,” disse o rei, com a voz pesada de pesar. “O povo de Mazandaran está em grande necessidade. O Div-e Sefid se torna mais audaz a cada dia que passa e, em breve, voltará sua fúria contra nós. Receio que nenhum homem possa derrotá-lo... mas você não é um homem comum.” Rostam ouviu atentamente, com o rosto determinado. “Enfrentarei o Demônio Branco,” disse ele, com a voz inabalável. “Viajarei para as montanhas de Mazandaran e porem fim a este terror.” Com a bênção do rei e as esperanças de todo um reino sobre seus ombros, Rostam montou em Rakhsh e partiu para Mazandaran. A jornada para Mazandaran foi traiçoeira. Rostam e Rakhsh viajaram por dias através de desertos escaldantes, atravessaram vastas planícies e finalmente adentraram as imponentes Montanhas Alborz. O ar tornava-se mais frio a cada hora que passava, e o céu outrora brilhante se tornava cinzento, como se a própria terra o advertisse dos perigos que se avizinhavam. À medida que subiam mais alto, a floresta se tornava mais densa e os caminhos, mais tortuosos. Mas Rostam não se desanimava. Ele sabia que o Div-e Sefid o aguardava e não descansaria até que o demônio fosse derrotado. Pelo caminho, encontrou feras selvagens e passagens montanhosas traiçoeiras, mas nada podia detê-lo. No sétimo dia de sua jornada, enquanto acampava sob as estrelas, Rostam ouviu uma voz. Não era humana, mas um rosnado profundo e gutural que parecia ecoar da própria terra. “Quem ousa entrar no meu domínio?” a voz roncou. Rostam levantou-se, segurando firmemente sua espada. “Eu sou Rostam, filho de Zal, e vim para derrotar o Demônio Branco.” Risos preencheram o ar noturno, um som cruel e zombeteiro que gelou Rostam até o âmago. “Você é corajoso, guerreiro, mas a coragem sozinha não o salvará. Volte agora ou enfrente sua perdição.” Mas Rostam não voltou. Ele estava resoluto em sua missão. As risadas se dissiparam com o vento e a noite tornou-se estranhamente silenciosa. À medida que Rostam adentrava mais profundamente nas montanhas, encontrou uma pequena aldeia à base de um penhasco imponente. Os aldeões estavam pálidos e magros, com olhos cheios de medo. “O Div-e Sefid levou nossos filhos,” disse uma das aldeãs, lágrimas escorrendo pelo rosto. “Ele vem à noite e os sequestra. Estamos desamparados.” O coração de Rostam queimava de raiva. Ele jurou devolver as crianças às suas famílias e livrar a terra do demônio de uma vez por todas. Mas ele sabia que precisaria de ajuda para enfrentar um inimigo tão poderoso. Foi então que um velho se aproximou dele, com os olhos cheios de um conhecimento estranho. “Você procura o Div-e Sefid,” disse o velho. “Mas não pode derrotá-lo sozinho. Há alguém que pode ajudá-lo — um feiticeiro que vive em uma caverna alto nas montanhas. Ele conhece os segredos do Demônio Branco.” Rostam agradeceu ao velho e partiu novamente, determinado a encontrar o feiticeiro. O caminho era traiçoeiro e o vento uivava ao seu redor enquanto ele subia cada vez mais alto nas montanhas. Mas finalmente, após horas de busca, ele encontrou a caverna. Dentro, o ar estava denso com o aroma de ervas e incenso. O feiticeiro estava sentado de pernas cruzadas no centro da caverna, com os olhos fechados em meditação. Quando Rostam entrou, o feiticeiro abriu os olhos e sorriu. “Eu o esperava, Rostam,” disse o feiticeiro. “Você busca derrotar o Div-e Sefid, mas saiba disso: o Demônio Branco não é como qualquer inimigo que você já enfrentou antes. Sua força está além da compreensão e sua pele é impenetrável para armas mortais.” Rostam franziu a testa. “Então, como ele pode ser derrotado?” O feiticeiro levantou-se e aproximou-se de Rostam. “Há apenas uma maneira de derrotar o Div-e Sefid,” disse ele. “Você deve cegá-lo.” “Cegá-lo?” perguntou Rostam, confuso. “O poder do demônio reside em sua visão,” explicou o feiticeiro. “Ele pode ver através da escuridão, através das próprias montanhas. Mas se você tirar sua visão, ele ficará vulnerável. Use esta poção,” o feiticeiro entregou a Rostam um pequeno frasco cheio de um líquido luminoso, “e jogue-a em seus olhos. Só então você terá uma chance de derrotá-lo.” Rostam assentiu, agradecendo ao feiticeiro por sua sabedoria. Com a poção em mãos, montou em Rakhsh e continuou sua jornada em direção ao covil do Demônio Branco. Finalmente, após dias de viagem perigosa, Rostam alcançou o cume da montanha. Lá, diante dele, se erguia a entrada de uma caverna massiva, com a boca larga e escura como a fenda de uma grande besta. Este era o covil do Div-e Sefid. Rostam desmontou de Rakhsh e entrou na caverna, com a espada desembainhada e o coração acelerado no peito. O ar dentro estava frio e o som da água pingando ecoava pela caverna. Conforme avançava, as paredes começaram a brilhar com uma luz fraca e estranha, e logo, Rostam viu a fonte. O Div-e Sefid estava sentado em um trono de ossos, sua enorme forma curvada enquanto se alimentava dos restos de uma fera selvagem. Sua pele era branca como a neve e seus olhos brilhavam com uma luz malévola. Ele era ainda mais aterrorizante do que as lendas descreviam. Sem hesitar, Rostam avançou, levantando a espada bem alto. O demônio rugiu de fúria, erguendo-se em toda a sua altura, imponente sobre o guerreiro como uma montanha. Sua batalha foi feroz, o choque do aço contra as garras ecoando pela caverna. Rostam lutou com toda a sua força, mas o demônio era quase invencível. Seus golpes ricocheteavam na pele do demônio como se golpeassem pedra. À medida que a luta continuava, Rostam sabia que precisava agir rapidamente. Estendendo a mão para sua túnica, ele tirou o frasco de poção que o feiticeiro lhe dera. Com um movimento rápido, ele jogou o líquido nos olhos do Div-e Sefid. O demônio gritou de dor, segurando o rosto enquanto a poção queimava em seus olhos, cegando-o. Agora vulnerável, o demônio cambaleou pela caverna, balançando-se descontroladamente, mas não conseguia mais ver seu oponente. Rostam aproveitou a oportunidade. Com um golpe poderoso, ele cravou sua espada profundamente no coração do demônio. Com um rugido final e agonizante, o Div-e Sefid colapsou no chão, sua enorme forma sacudindo a terra ao cair. Rostam ficou sobre o demônio, com o peito arfando de exaustão, mas com o espírito triunfante. O Demônio Branco foi derrotado. Rostam retornou à aldeia, trazendo consigo a cabeça do demônio como prova de sua vitória. O povo de Mazandaran celebrou, seu pesadelo finalmente acabando. As crianças que haviam sido levadas pelo demônio foram libertadas, e a aldeia floresceu novamente. Quando Rostam voltou à corte do Rei Kay Kavus, foi saudado como um herói. O rei lhe concedeu grandes honras e riquezas, mas Rostam permaneceu humilde, sabendo que sua vitória não era apenas sua, mas um triunfo para todo o povo do Irã. A história de Rostam e do Div-e Sefid espalhou-se por toda a terra, tornando-se um dos maiores contos de heroísmo na história iraniana. Por séculos, contadores de histórias relatariam o conto do valente guerreiro que derrotou o temível Demônio Branco e salvou o povo de Mazandaran da destruição. Mas para Rostam, a batalha foi apenas uma de muitas em uma vida cheia de aventuras. Sua lenda cresceria a cada ano que passava e, embora enfrentasse muitos outros desafios, nenhum jamais se compararia à sua batalha com o Div-e Sefid. Assim, a história do Div-e Sefid permanece um testemunho da coragem, força e sabedoria de Rostam, um herói cujo nome nunca será esquecido.A Montanha de Mazandaran
Rostam, o Herói
A Jornada até o Covil do Demônio
O Feiticeiro de Mazandaran
A Batalha com o Div-e Sefid
Vitória e Retorno
O Legado de Rostam