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A História de Zahhak, o Rei Serpente
A young prince stands before a grand Persian palace, surrounded by lush gardens. The intricate carvings and architecture hint at the ancient grandeur of Persia, while the prince's ambitious gaze foreshadows his journey into darkness and power.

Sobre a História: A História de Zahhak, o Rei Serpente é um Myth de iran ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Good vs. Evil e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma lenda sombria de ambição, traição e a luta pela liberdade na antiga Pérsia.

Há muito tempo, nas antigas terras da Pérsia, vivia um príncipe chamado Zahhak, cujo destino o levaria por um caminho de escuridão e desespero. O que começou como uma história de inocência transformou-se em uma das lendas mais temidas da mitologia iraniana, pois a história de Zahhak é de poder, traição e uma fome insaciável por controle. Esta é a história de como Zahhak, o outrora nobre príncipe, tornou-se o temível Rei Serpente, cujo reinado de terror se espalhou pelas terras e cujo nome ficaria para sempre gravado na história.

A Ascensão de Zahhak

Zahhak nasceu de Merdas, um rei bondoso e benevolente que governava as terras com justiça e equidade. O povo do reino amava e respeitava Merdas, e sob seu reinado, a terra prosperava. Zahhak, no entanto, era diferente de seu pai. Ele era ambicioso, inquieto e secretamente nutria sonhos de poder e grandeza que iam além do reino que estava destinado a herdar.

Um dia fatídico, Zahhak encontrou uma figura misteriosa que se apresentou como cozinheiro. Este homem, no entanto, não era um cozinheiro comum, mas o próprio Diabo, disfarçado para manipular o destino de Zahhak. O Diabo viu em Zahhak uma oportunidade para espalhar o mal e o caos pelo mundo. "Se você me seguir", sussurrou o Diabo, "eu lhe darei um poder além da sua imaginação."

Zahhak, tentado pelo encanto do poder supremo, ouviu as promessas do Diabo. Dia após dia, o cozinheiro ganhou a confiança de Zahhak, preparando os pratos mais deliciosos e requintados que o jovem príncipe já havia provado. A cada mordida, Zahhak se afeiçoava mais ao misterioso cozinheiro, que um dia perguntou: “Você faria qualquer coisa para ganhar mais poder, mesmo que isso significasse trair aqueles mais próximos a você?”

Zahhak hesitou, mas a semente da ganância já havia sido plantada. Ele concordou, selando seu destino. O Diabo instruiu Zahhak a matar seu próprio pai para assumir o reino. Naquela mesma noite, Zahhak empurrou seu pai para uma profunda cova, e Merdas encontrou sua morte prematura. Assim, Zahhak tornou-se o rei, mas esse ato de traição marcou o início de sua transformação em uma criatura de puro mal.

A Maldição da Serpente

Uma vez que Zahhak ascendeu ao trono, o Diabo apareceu novamente, desta vez em uma forma diferente, como um conselheiro. "Você agora é o rei", disse ele, "mas ainda não é poderoso o suficiente. Você deve aceitar meu presente se deseja governar todas as terras." Zahhak, cegado pela ambição, concordou sem questionar. O Diabo beijou Zahhak nos dois ombros e, desses mesmos pontos, emergiram duas serpentes negras, contorcendo-se e sibilando com veneno.

Zahhak sendo beijado nos ombros pelo Diabo, enquanto duas serpentes negras surgem em uma câmara sombria.
No momento em que o destino de Zahhak é selado, o Diabo beija seus ombros e duas serpentes emergem, marcando sua descida para as trevas.

Aterrorizado, Zahhak tentou cortar as serpentes, mas elas voltavam a crescer instantaneamente. Desesperado, ele perguntou ao Diabo como se livrar da maldição. O Diabo, agora satisfeito com seu trabalho, disse: “Essas serpentes não podem ser removidas. Elas exigirã

ão serem alimentadas, e você deve alimentá-las para mantê-las satisfeitas, ou elas se voltarão contra você.”

O medo de Zahhak transformou-se em horror quando ele soube o que as serpentes desejavam – cérebros humanos. Todos os dias, ele tinha que sacrificar dois homens para alimentar as serpentes, ou elas o morderiam com suas presas mortais. Apesar dessa exigência macabra, Zahhak cresceu mais poderoso. Sua força se multiplicou, e sua influência se espalhou pelas terras, enquanto o medo do Rei Serpente enraizava-se em cada coração.

O Reinado de Terror

À medida que o poder de Zahhak crescia, também crescia sua crueldade. Ele conquistou reinos vizinhos, escravizando seus povos e alimentando-os às serpentes que se enrolavam em seu corpo. As outrora férteis terras da Pérsia tornaram-se áridas sob seu reinado, e uma nuvem escura pairava sobre o reino como símbolo da tirania de Zahhak. Seu palácio, antes um lugar de beleza, transformou-se em uma fortaleza de morte e desespero.

As pessoas sussurravam contos do Rei Serpente, de como ele roubava a juventude e as sacrificava para alimentar as monstruosas serpentes em seus ombros. Mães escondiam seus filhos, e pais se armavam, mas o poder de Zahhak parecia incontrolável. Seu reino se espalhou vastamente, e ele governava com punho de ferro, seu nome tornando-se sinônimo de medo e morte.

O palácio de Zahhak se transformou em uma fortaleza sombria, com soldados conduzindo dois homens para serem sacrificados às serpentes.
O outrora majestoso palácio de Zahhak transformou-se em uma fortaleza de escuridão, enquanto sacrifícios são conduzidos para alimentar as monstruosas serpentes.

Mas, em meio a essa escuridão, começou a surgir um lampejo de esperança. Em uma parte distante do reino, um homem sábio e nobre chamado Kaveh, um ferreiro de profissão, sofreu uma perda terrível. Os soldados de Zahhak haviam levado dezessete de seus filhos para alimentar as serpentes insaciáveis, deixando apenas um filho vivo. Movido pela dor e pela raiva, Kaveh jurou lutar contra o tirano e libertar o povo de seu domínio monstruoso.

A Revolta de Kaveh, o Ferreiro

Kaveh pegou seu filho e marchou até o palácio de Zahhak, seu coração ardendo de fúria justa. Diante do trono do Rei Serpente, ele exigiu justiça. “Você levou meus filhos, meu sangue, minha carne! Vim para pôr fim ao seu reinado, Zahhak!”

Zahhak riu, mas havia inquietação em seus olhos. O poder do Diabo o havia protegido de danos, mas ele não previu a ira de um pai que havia perdido tudo. Kaveh rasgou seu avental de couro e o ergueu alto, declarando-o uma bandeira de liberdade. “Esta será a bandeira sob a qual lutaremos! Todos que desejam livrar esta terra da escuridão, sigam-me!”

A notícia se espalhou rapidamente, e o povo começou a se levantar contra o governo de Zahhak. Vila por vila, cidade por cidade, Kaveh reuniu o povo, e eles tomaram as armas para lutar contra a tirania do Rei Serpente. A bandeira de Kaveh tornou-se um símbolo de esperança, e pela primeira vez em muitos anos, o povo começou a acreditar que poderia derrubar o poder sombrio que dominava sua terra.

A Queda de Zahhak

A insurreição liderada por Kaveh crescia mais forte a cada dia, e logo os exércitos de Zahhak começaram a enfraquecer. O medo que antes paralisava o povo agora se voltava contra ele. Eles avançaram, liderados por Kaveh, e invadiram as muralhas do palácio, derrubando o império de terror de Zahhak.

Kaveh, o ferreiro, ergue seu avental como uma bandeira, convocando as pessoas a lutarem contra a tirania de Zahhak.
Kaveh, o ferreiro, levanta seu avental como um estandarte de liberdade, inspirando o povo a se levantar contra a tirania de Zahhak.

Mas Zahhak, em sua desespero, invocou o Diabo uma última vez. “Salve-me”, clamou, “farei qualquer coisa!”

O Diabo apareceu diante dele, mas apenas balançou a cabeça. “Seu tempo acabou, Zahhak. Nem eu posso salvá-lo de seu destino.” E com isso, o Diabo desapareceu, deixando Zahhak para enfrentar o povo que ele havia atormentado por tanto tempo.

Kaveh e seus seguidores invadiram a sala do trono, e Zahhak, enfraquecido e desesperado, lutou com todas as suas forças. Mas, no fim, ele foi capturado e amarrado. As serpentes sibilavam e se contorciam, mas sem sua alimentação diária, elas enfraqueceram e ficaram sem poder.

Kaveh e seus homens levaram Zahhak para a montanha mais alta da terra, o lendário Monte Damavand, onde o acorrentaram às rochas. As correntes eram inquebráveis, forjadas pelo próprio Kaveh, e encantadas para que Zahhak permanecesse preso por toda a eternidade.

O Legado de Zahhak

Quando o sol nasceu sobre as terras da Pérsia, o povo celebrou. O Rei Serpente foi derrotado, e as nuvens escuras que pairavam sobre o reino começaram a se dissipar. Flores desabrocharam, os rios voltaram a fluir, e a terra lentamente retornou à sua antiga glória.

Mas a história de Zahhak não terminou com seu aprisionamento. Diz-se que Zahhak permanece preso até os dias de hoje, acorrentado à encosta da montanha, incapaz de morrer, mas forçado a suportar uma eternidade de sofrimento por seus crimes. E embora ele já não esteja livre para causar estragos no mundo, sua história serve como um aviso, um lembrete do que pode acontecer quando se é consumido pela ganância e pela sede de poder.

Zahhak acorrentado ao Monte Damavand, derrotado, com serpentes sem vida em seus ombros, ao romper da aurora.
Zahhak, derrotado e acorrentado ao Monte Damavand, enfrenta um castigo eterno enquanto a aurora se aproxima, simbolizando o fim de seu reinado.

Kaveh, o ferreiro que liderou o povo à vitória, foi aclamado como herói e símbolo de resistência. Seu avental, que havia sido erguido como bandeira, tornou-se conhecido como Derafsh Kaviani, a Bandeira de Kaveh, e permaneceu como um símbolo de liberdade e esperança para as gerações futuras.

E assim, a lenda de Zahhak, o Rei Serpente, passou para os anais da história, um capítulo sombrio na história da Pérsia que nunca seria esquecido. É uma história de ganância, traição e do poder do espírito humano de se levantar contra até os maiores males. É um lembrete de que, não importa quão escura a noite possa parecer, a aurora sempre virá, trazendo consigo a luz que afasta as sombras.

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