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Sobre a História: **A História de uma Hora** é um Realistic Fiction de united-states ambientado no 19th Century. Este conto Dramatic explora temas de Loss e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Uma breve, mas profunda reflexão sobre a liberdade pessoal e as limitações sociais. A liberdade pessoal é um dos valores mais fundamentais que um indivíduo pode possuir. No entanto, ela frequentemente colide com as normas e restrições impostas pela sociedade. Essas limitações podem se manifestar de diversas formas: leis, expectativas culturais e sociais, ou mesmo a pressão do grupo. A busca pela liberdade pessoal requer coragem e autoconhecimento.
**Tradução e Refinamento**
A Sra. Mallard sofria de um problema cardíaco, por isso tomaram grande cuidado para lhe dar a notícia da morte do marido o mais suavemente possível. Foi sua irmã Josephine quem a contou, em frases fragmentadas; dicas veladas que se revelavam em meio a um disfarce. O amigo do marido, Richards, também estava presente, próximo a ela. Foi ele quem estava no escritório do jornal quando recebeu a informação sobre o desastre ferroviário, com o nome de Brently Mallard no topo da lista dos “falecidos”. Ele apenas tomou o tempo necessário para confirmar a veracidade da notícia por um segundo telegrama e se apressou para evitar que qualquer amigo menos cuidadoso e menos terno transmitisse a triste mensagem.
Ela não ouviu a história como muitas mulheres ouviram a mesma, com uma incapacidade paralisada de aceitar seu significado. Ela chorou imediatamente, com uma súbita e selvagem entrega, nos braços de sua irmã. Quando a tempestade de dor se dissipou, ela foi para seu quarto sozinha. Não queria que ninguém a seguisse.
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Diante da janela aberta, havia uma poltrona confortável e espaçosa. Ela afundou nela, pressionada por um cansaço físico que assombrava seu corpo e parecia penetrar em sua alma. Conseguia ver na praça aberta à frente de sua casa as copas das árvores que tremulavam com a nova vida da primavera. O delicioso aroma da chuva estava no ar. Na rua de baixo, um vendedor ambulante anunciava suas mercadorias. As notas de uma canção distante cantada por alguém alcançavam-na fracamente, e inúmeros pardais chilreavam nas beiradas do telhado.
Ela se sentou com a cabeça lançada para trás sobre a almofada da cadeira, completamente imóvel, exceto quando um soluço subia em sua garganta e a sacudia, como uma criança que chorou até adormecer continua a soluçar em seus sonhos. Ela era jovem, com um rosto belo e calmo, cujas linhas revelavam repressão e até certa força. Mas agora havia um olhar vago em seus olhos, cujo olhar estava fixo além dali em uma das manchas de céu azul. Não era um olhar de reflexão, mas sim indicava uma suspensão do pensamento inteligente.
Algo estava se aproximando dela e ela esperava por isso, com medo. O que era? Ela não sabia; era sutil e elusivo demais para nomear. Mas ela sentia, rastejando do céu, alcançando-a através dos sons, dos aromas, das cores que preenchiam o ar. Agora seu peito subia e descia tumultuadamente. Ela começava a reconhecer essa coisa que se aproximava para possuí-la, e ela se esforçava para rejeitá-la com sua vontade – tão impotente quanto suas duas mãos brancas e esguias seriam.
Quando se entregou, uma pequena palavra sussurrada escapou de seus lábios ligeiramente entreabertos. Ela a repetiu várias vezes silenciosamente: “livre, livre, livre!” O olhar vazio e a expressão de terror que o seguira desapareceram de seus olhos. Eles permaneceram penetrantes e brilhantes. Seus pulsos batiam rápido, e o sangue correndo aquecia e relaxava cada centímetro de seu corpo.
Ela não parou para perguntar se aquilo era ou não uma alegria monstruosa que a dominava. Uma percepção clara e exaltada permitiu-lhe descartar a sugestão como trivial. Ela sabia que choraria novamente ao ver as mãos gentis e ternas dobradas na morte; o rosto que nunca lhe olhara senão com amor, fixo, cinzento e morto. Mas ela via além daquele momento amargo uma longa procissão de anos vindouros que lhe pertenceriam absolutamente. E ela abriu e estendeu os braços para eles em sinal de boas-vindas.
Não haveria ninguém por quem viver durante esses anos que viriam; ela viveria para si mesma. Não haveria uma vontade poderosa dobrando a dela com aquela persistência cega com que homens e mulheres acreditam ter o direito de impor uma vontade privada sobre outra criatura. Uma intenção bondosa ou cruel fazia o ato parecer não menos um crime, como ela o via naquele breve momento de iluminação.
E ainda assim ela o amara – às vezes. Muitas vezes não. O que importava! O que o amor, o mistério não resolvido, poderia contar diante dessa possessão de autoafirmação que ela reconheceu de repente como o mais forte impulso de seu ser!
“Livre! Corpo e alma livres!” ela continuava sussurrando.
Josephine estava ajoelhada diante da porta fechada, com os lábios encostados à fechadura, implorando por entrada. “Louise, abra a porta! Eu imploro; abra a porta – você vai adoecer. O que você está fazendo, Louise? Pelo amor de Deus, abra a porta.”
“Vá embora. Eu não estou adoecendo.” Não; ela estava bebendo um verdadeiro elixir de vida através daquela janela aberta.
Sua imaginação corria solta nos dias que se estendiam à sua frente. Dias de primavera, dias de verão e todos os tipos de dias que seriam seus. Ela respirou uma rápida oração para que a vida fosse longa. Foi apenas ontem que ela pensara com um calafrio que a vida poderia ser longa.
Ela levantou-se finalmente e abriu a porta para as importunidades de sua irmã. Havia um triunfo febril em seus olhos, e ela se comportava sem perceber como uma deusa da Vitória. Ela abraçou a cintura de sua irmã, e juntas desceram as escadas. Richards as esperava lá embaixo.
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Alguém estava abrindo a porta da frente com uma chave. Era Brently Mallard que entrou, um pouco manchado de viagem, carregando compostamente sua mochila e guarda-chuva. Ele estava longe do local do acidente e nem sabia que houve um. Ele ficou surpreso com o grito penetrante de Josephine; com o rápido movimento de Richards para escondê-lo da vista de sua esposa.
Mas Richards chegou tarde demais.
Quando os médicos chegaram, disseram que ela havia morrido de doença cardíaca – da alegria que mata.
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**Reflexões Estendidas**
Na versão original de *"O Relato de uma Hora"*, a história curta porém profunda de Chopin oferece uma exploração profunda do funcionamento interno da mente, emoções e alma de uma mulher dentro de uma única hora. Para estender essa narrativa a fim de atender ao seu pedido de uma versão de 30.000 caracteres ou 5.000 palavras, aprofundarei o histórico dos personagens, enriquecer as cenas descritivas e ampliar a complexidade emocional dos eventos à medida que se desenrolam.
A Sra. Louise Mallard, embora seu coração fosse fisicamente frágil, possuía um espírito que ansiava por liberdade. Para entender melhor sua transformação nesta narrativa estendida, é útil refletir sobre sua vida até aquela hora fatídica.
A vida de Louise havia sido definida por expectativas – de casamento, de dever, do papel que as mulheres deveriam desempenhar em uma sociedade patriarcal. Mas nem sempre foi fácil. Louise cresceu em um mundo onde as escolhas não eram abundantes para as mulheres. Seu casamento com Brently Mallard era considerado uma boa combinação pelos padrões sociais. Ele era um homem amoroso e trabalhador, um provedor que cuidava dela de todas as maneiras que se esperava de um marido. Mas havia algo na instituição do casamento em si, na noção de estar ligada a outra pessoa, que a irritava.
Louise era uma mulher de introspecção tranquila. Frequentemente se via observando o mundo à distância – seja através de uma janela literal como a do quarto para onde ela se recolheu ou através das janelas mentais de seus pensamentos, onde ela observava as expectativas impostas sobre ela.
Nos dias que precederam o acidente, Louise começou a notar pequenas mudanças dentro de si mesma. Ela se pegava acordando com uma sensação de antecipação, embora não conseguisse identificar a fonte. Algo dentro dela estava mudando. Ainda não estava consciente disso, mas uma lenta transformação havia começado. A sensação de estar presa, de dever-se a alguém, tornava-se cada vez mais difícil de ignorar.
Seu relacionamento com Brently, embora externamente afetuoso, carecia da profundidade de paixão que ela uma vez sonhara quando era jovem. Brently era um bom homem, mas também era um homem de seu tempo, que considerava natural a submissão de sua esposa. Ele era gentil, mas sua gentileza estava impregnada de controle não expresso, com a suposição de que sua vontade era naturalmente superior. Houve momentos em que Louise se pegou questionando seus sentimentos por ele, perguntando-se se o amor era realmente o que os mantinha juntos, ou se era o peso do dever, das normas sociais que os pressionavam para o mesmo molde de todos os outros casais ao seu redor.
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Quando a notícia da suposta morte de Brently chegou, desencadeou um turbilhão de sentimentos que ela mantinha reprimidos há tanto tempo. Sua reação inicial de dor foi genuína, mas conforme as ondas de tristeza começaram a diminuir, algo mais surgiu em seu lugar. A realização de que estava livre – que sua vida era de repente sua – foi avassaladora. Foi como se um pesado véu tivesse sido levantado, revelando um mundo de possibilidades que ela nunca ousara imaginar.
A hora que se seguiu tornou-se um ponto de virada, não apenas para ela, mas para a maneira como ela se via. Pela primeira vez em sua vida, Louise Mallard sentiu os primeiros sinais de independência, de individualidade que há muito estava enterrada sob o peso de seus papéis como esposa e mulher.
A luta interna de Louise com essa nova liberdade foi intensa. Ela se sentia culpada por sentir alegria após a morte de seu marido, mas ao mesmo tempo, não conseguia deixar de abraçá-la. Seu coração, embora fisicamente fraco, estava experimentando emoções mais poderosas do que jamais havia sentido. Ela se sentia viva, mais viva do que nunca. O mundo lá fora, através da janela, simbolizava a vastidão do futuro que se estendia diante dela – um futuro que ela jamais imaginara ser seu para comandar.
Enquanto ela se sentava naquela cadeira, olhando para as manchas de céu azul, permitiu-se sonhar pela primeira vez em anos. Ela imaginava uma vida onde poderia tomar suas próprias decisões, onde seu tempo e pensamentos seriam apenas seus. Era uma vida onde poderia seguir seus próprios interesses, viver no seu próprio ritmo e talvez até descobrir as paixões que foram suprimidas por tanto tempo.