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Sobre a História: A História de Atena e Ares é um Myth de greece ambientado no Ancient. Este conto Dramatic explora temas de Wisdom e é adequado para All Ages. Oferece Cultural perspectivas. O épico confronto entre sabedoria e guerra, onde a estratégia triunfa sobre o caos.
No coração da Grécia antiga, muito antes de o Partenon se erguer para embelezar o horizonte ateniense, duas divindades do Monte Olimpo se enfrentarão não apenas pelo poder, mas pela própria essência de seus papéis divinos. Atena, a deusa da sabedoria e estratégia, estava em constante oposição a Ares, o deus da guerra e da sede de sangue. Sua rivalidade era lendária, uma luta perpétua que ecoava pelos céus e moldava a vida dos mortais na terra. Esta é a história de sua batalha, não apenas nos campos de guerra, mas em suas tentativas de definir o que realmente significava exercer o poder.
Atena e Ares eram ambos filhos de Zeus, mas não poderiam ser mais diferentes. Atena, nascida da cabeça de seu pai, era um símbolo de clareza e razão. Ela era estratégica, sempre preferindo a diplomacia e movimentos calculados à violência precipitada. Ares, por outro lado, nasceu de Hera, manifestando na inveja e ambição de sua mãe o amor pelo caos e destruição. Enquanto Atena buscava proteger e nutrir o mundo mortal, Ares deleitava-se com seu sofrimento, saboreando o derramamento de sangue nas batalhas. Um dia fatídico, um desentendimento entre eles escalou para uma confrontação divina em grande escala que não apenas abalaria os deuses, mas também reverberaria no reino mortal. Tudo começou quando um reino à beira da Grécia mergulhou no caos. Dois reis rivais, ambos reivindicando o direito ao trono, haviam dilacerado sua terra com uma guerra civil. Um era favorecido por Atena por sua sabedoria e liderança; o outro, por Ares, por sua força bruta e poder militar. Enquanto seus exércitos se enfrentavam nos vales e planícies, os deuses tomavam partido. Atena desceu de Olímpo para aconselhar seu rei escolhido, Calchas, que governava com justiça e sabedoria. Ele era amado por seu povo, e seu reinado havia sido pacífico até que Ares interferiu. Do outro lado do campo de batalha, o brutal Rei Péricles, escolhido por Ares, governava com mão de ferro. Seu exército era maior, seus homens mais ferozes, e sua mente intoxicada pela perspectiva da guerra. “Você não pode vencer esta batalha apenas com força,” Atena sussurrou para Calchas quando apareceu em seus aposentos uma noite, sua armadura brilhando como prata fundida. “Precisamos superá-lo com inteligência. Não há vitória no derramamento de sangue, apenas ruína.” “Mas como poderei superar uma força tão grande? Péricles tem mais homens do que eu jamais poderia comandar,” respondeu Calchas, com o rosto marcado pela preocupação. “Você não precisará de mais homens,” Atena sorriu, seus olhos cinzentos brilhando com a promessa de uma estratégia. “Apenas paciência e a sabedoria para atacar no momento certo.” Do outro lado do campo de batalha, Ares rugia de risos enquanto descia sobre Péricles, seu rei escolhido. Diferente de Atena, ele não aparecia em sonhos nem oferecia conselhos sutis. Ele marchava para o acampamento de guerra com uma tempestade de fúria atrás de si, sua capa carmesim esvoaçando como o sangue de guerreiros caídos. Péricles se ajoelhou diante dele, tremendo tanto de admiração quanto de terror. “Levante-se, meu guerreiro,” Ares ordenou, sua voz retumbando como trovão. “Eu te dei o poder de conquistar, e conquistarás. Amanhã, esmagaremos Calchas e seu exército patético. Ninguém se lembrará do nome de seu reino, pois será nada além de cinzas e poeira sob nossos pés.” Péricles sorriu, encorajado pela promessa do deus. “O que devo fazer, meu senhor?” “Siga seus instintos, liberte sua fúria. Que nenhum homem fique diante de você. Estarei com você na batalha, e juntos, pintaremos os campos de vermelho.” Na manhã seguinte, os dois exércitos enfrentaram-se no Passo Skiron, um vale estreito onde os altos penhascos se erguiam como paredes em ambos os lados. Atena havia escolhido o campo de batalha com cuidado, sabendo que, em um espaço tão confinados, o exército maior de Péricles teria menos espaço para manobrar. Calchas estava à cabeça de suas tropas, sua armadura brilhando sob o sol da manhã, mas seu coração pesado com o conhecimento da destruição que o aguardava. O sinal foi dado, e a batalha começou. As forças de Ares avançaram com vigor, seus gritos de guerra perfurando o ar como o rugido de um leão caçando sua presa. O choque das espadas e os gritos dos moribundos preencheram o vale, mas apesar de serem menores em número, os homens de Calchas mantiveram-se firmes. Cada movimento que faziam havia sido cuidadosamente planejado por Atena. Ela observava de cima, sua coruja empoleirada em seu ombro, seus olhos vigilantes escaneando o campo de batalha em busca de qualquer sinal de fraqueza no avanço de Péricles. Mas Ares não era um deus fácil de ser superado. Ele apareceu no meio da luta, sua presença incendiando uma nova onda de ferocidade entre seus seguidores. Sua espada brilhava como relâmpago, cortando soldados como se fossem meras sombras. Sangue espirrava de seu rosto, e sua risada ecoava pelo campo de batalha. Calchas vacilou ao ver o deus da guerra em ação. Seus homens também começaram a perder o ânimo. “Nós não podemos segurá-los,” um de seus generais gritou acima do barulho. “Eles são muito fortes!” Atena apareceu ao lado de Calchas então, seu rosto calmo, mas seus olhos eram ferozes. “Não vacile agora. A maré mudará, mas apenas se você confiar na sabedoria, não na força.” Com uma resolução renovada, Calchas ordenou que seus arqueiros recuassem e atraíssem o inimigo mais para dentro do passo. Ares, sentindo a vitória, pressionou Péricles a avançar, sem saber que Atena havia preparado uma armadilha. O passo se estreitava ainda mais à frente, e Calchas havia posicionado suas forças restantes ali, escondidas entre as rochas. À medida que Ares e seu exército carregavam na parte mais estreita do passo, Calchas deu o sinal. Seus soldados rolavam enormes rochas das falésias, esmagando dezenas de homens de Péricles em um instante. Flechas choviam de cima, atingindo com precisão letal. Preso nas restritas confines do passo, o exército de Péricles não pôde recuar, e seus números começaram a diminuir sob o ataque implacável. Ares rugiu de fúria, seus olhos brilhando de ódio. Ele girava sua espada selvagemente, cortando homens e rochas igualmente, mas mesmo ele não pôde conter a maré da derrota. Atena observava de seu ponto de vantagem, seu coração firme, sabendo que a batalha agora era dela. Péricles, percebendo a armadilha, tentou reunir seus homens, mas era tarde demais. Um por um, eles caíram até que ele ficou sozinho, sua armadura danificada e sua espada pingando sangue. Ele olhou para Ares, desesperado para que o deus o salvasse. Mas Ares, vendo a futilidade da batalha, desapareceu em um lampejo de luz vermelha, abandonando seu campeão ao seu destino. A vitória no Passo Skiron foi um ponto de virada, não apenas para Calchas, mas para toda a Grécia. A notícia de seu triunfo astuto espalhou-se pela terra, e seu reino floresceu sob a contínua orientação de Atena. Péricles, outrora um guerreiro temido e poderoso, foi capturado e aprisionado. Seu nome logo foi esquecido, enterrado nos anais da história como um aviso para aqueles que escolheriam a violência em detrimento da sabedoria. Ares, humilhado e enfurecido por sua derrota, retirou-se para Olímpo, mas seu ódio por Atena só cresceu. Ele buscaria vingança, mas por agora, a deusa da sabedoria reinava suprema, sua influência moldando não apenas batalhas, mas o próprio tecido da sociedade grega. Embora Atena tenha vencido esta batalha, a guerra entre a sabedoria e a violência estava longe de terminar. Enquanto os homens existirem, os deuses sabiam que conflitos surgiriam, e onde houvesse conflito, Atena e Ares estariam em lados opostos. Gerações se passaram, e embora Ares continuasse a inspirar guerreiros a buscar glória no derramamento de sangue, a influência de Atena permaneceu forte, guiando aqueles que buscavam paz, justiça e razão. Sua rivalidade tornou-se uma lenda, simbolizando a luta eterna dentro de cada coração — a escolha entre razão e fúria, sabedoria e destruição. Mesmo os outros deuses, que assistiram à batalha do Passo Skiron com interesse, passaram a ver Atena e Ares como personificações de uma força cósmica maior. Zeus, embora orgulhoso de ambos os filhos, sabia que sua rivalidade moldaria o destino do mundo por séculos vindouros. Mas os deuses não envelhecem como os mortais, e a tensão entre Atena e Ares não poderia ser contida para sempre. Um dia fatídico, séculos após a batalha do Passo Skiron, os dois deuses se encontraram novamente nos campos de Flegra. O mundo mortal mais uma vez mergulhou no caos, com cidades em chamas e exércitos se enfrentando. Ares estava à cabeça de um exército massivo, seus olhos brilhando com a sede de guerra. Atena apareceu na colina oposta, sua armadura brilhando na luz moribunda do sol. Seu rosto estava calmo, como sempre, mas havia um fogo em seus olhos que não havia sido visto desde sua primeira batalha. Ela sabia que esta seria sua confrontação final, um duelo que decidiria o equilíbrio de poder no próprio Olimpo. Sem uma palavra, eles descenderam pelo vale, seus passos fazendo a terra tremer. Os exércitos ao redor silenciaram, observando com admiração enquanto os dois deuses se aproximavam um do outro. Ares atacou primeiro, sua espada flamejando com os incêndios da destruição, mas Atena estava pronta. Ela desviou de seus golpes com facilidade, sua lança movendo-se com a precisão de mil anos de treinamento. Eles lutaram por horas, nenhum cedendo um centímetro, seu poder abalando os próprios alicerces do mundo. Mas no final, foi a sabedoria que triunfou sobre a fúria. Com um golpe rápido e calculado, Atena desarmou Ares, enviando sua espada voando para a poeira. Ele caiu de joelhos, ofegante de exaustão, seu olhar antes ardente apagando-se com a realização de sua derrota. Atena estava sobre ele, sua lança pronta para atacar, mas ela hesitou. “Não é assim,” ela disse suavemente. “Não há honra na vitória através do derramamento de sangue, nem mesmo contra você.” Com isso, ela se virou e foi embora, deixando Ares ajoelhado na terra. O deus da guerra a observou partir, seu coração cheio de uma mistura de raiva e admiração. Embora tivesse perdido, ele não podia negar a força de sua sabedoria. A partir daquele dia, a história de Atena e Ares tornou-se uma lição para toda a Grécia. Os mortais olhavam para Atena como um símbolo do que poderiam alcançar através da razão e da estratégia, enquanto Ares permanecia como um lembrete do poder destrutivo da violência desenfreada. Sua rivalidade, embora continuasse nos céus, moldaria para sempre a vida de homens e mulheres na terra. E assim, os deuses observavam de Olímpo enquanto o mundo girava, sabendo que enquanto houvesse vida, a batalha entre a sabedoria e a guerra continuaria a rugir. Mas, nos corações dos mortais, a luz de Atena sempre brilharia um pouco mais forte, guiando-os em direção a um futuro não governado pela espada, mas pela mente.A Rivalidade de Olímpo
O Chamado para a Guerra
A Ira de Ares
A Batalha do Passo Skiron
A Virada da Maré
O Pós-Batalha
A Luta Eterna
Um Duelo Final
Legado dos Deuses