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Sobre a História: A História das Pegadas do Diabo é um Legend de united-kingdom ambientado no 19th Century. Este conto Dramatic explora temas de Good vs. Evil e é adequado para All Ages. Oferece Entertaining perspectivas. Uma lenda estranha sobre pegadas misteriosas que desafiam toda explicação.

Introdução

Em uma noite fria e invernal de fevereiro de 1855, as pequenas vilas de Devon, na Inglaterra, estavam cobertas por uma pesada nevasca. A nova camada de branco sobre o campo parecia silenciar o mundo, como se a própria natureza estivesse prendendo a respiração. No entanto, pela luz da manhã, o que foi descoberto na neve enviou um calafrio pela espinha dos moradores locais. Pegadas estranhas, semelhantes a cascos, se estendiam por milhas através da terra, escalando telhados, atravessando paredes e saltando sobre rios. Essas marcas assustadoras, rapidamente nomeadas de "Pegadas do Diabo", despertaram tanto medo quanto fascinação na região. Por mais de um século, esse mistério desconcertante tem capturado a imaginação, levantando mais perguntas do que respostas sobre o que—ou quem—deixou essas trilhas sinistras.

O Despertar Frio

Fevereiro em Devon era implacável, com ventos cortantes que penetravam as camadas de roupa, transformando o hálito em névoa gelada. A pequena vila de Topsham estava aninhada ao lado do Rio Exe, um lugar pitoresco, mas isolado. Aquele inverno havia sido particularmente rigoroso, e os moradores de Topsham estavam ficando cansados. A neve cobriu tudo com um manto branco e imaculado, e os aldeões ansiavam pelo primeiro sinal da primavera.

Na manhã de 9 de fevereiro, o Sr. Samuel Barrett, o sapateiro da vila, foi o primeiro a notar algo incomum. Ao abrir sua loja cedo, ele viu pegadas peculiares, semelhantes a cascos, na neve que levavam da rua de paralelepípedos até sua porta. Eram diferentes de qualquer rastro animal que ele já tinha visto—alongadas, estreitas e distintamente dividas. A estranheza não parou por aí. As pegadas pareciam escalar o lado da parede de sua loja, desafiando toda lógica. Confuso e inquieto, Barrett chamou seu vizinho, John Baxter, que rapidamente se juntou a ele.

“O que, nome de Deus, é isso?” murmurou Barrett, olhando fixamente para as pegadas.

Baxter, um homem prático e agricultor de profissão, se ajoelhou para inspecionar as marcas mais de perto. Seus dedos traçaram as indentations na neve, que pareciam impossivelmente profundas para uma pegada tão pequena. “Essas não são pegadas de animal que eu já vi, Sam,” respondeu Baxter, balançando a cabeça. “Parece mais trabalho do diabo.”

A notícia sobre as estranhas pegadas se espalhou rapidamente, e logo, os moradores começaram a sair de suas casas, todos igualmente perplexos. Conforme mais pessoas se reuniam, descobriram que as pegadas não estavam confinadas à loja de Barrett. Elas se estendiam muito além da vila, serpenteando por campos, passando por igrejas e aparecendo até mesmo no topo de telhados. Além disso, as pegadas viajavam em uma única linha, como se quem as deixasse tivesse apenas duas pernas, não quatro. A imensa distância coberta pelas pegadas, quase cem milhas no total, estava além da compreensão humana.

O Início da Investigação

Com o passar dos dias, o mistério se aprofundava. As pegadas apareciam em dezenas de outras vilas por toda Devon, a cada vez confundindo os residentes com seu padrão preciso e contínuo. Em Dawlish, uma vila de pescadores na costa, as pegadas foram encontradas ao longo de uma faixa de praia, mas levavam diretamente para o mar, como se a criatura tivesse caminhado sobre a água. Mais para o interior, perto de Exeter, um grupo de homens encontrou as pegadas levando a um celeiro, apenas para parar de repente em uma parede de tijolos, como se a criatura tivesse desaparecido no ar.

O clero local ficou particularmente perturbado com o fenômeno, interpretando as marcas como um sinal de maldade. Padre Inácio, o vigário da Igreja de St. Saviour, expressou suas preocupações durante a missa de domingo, instando sua congregação a orar por proteção contra “o Diabo que anda entre nós.” Seus sermões apenas alimentaram o pânico crescente, enquanto rumores se espalhavam de que o próprio Diabo havia visitado Devon.

Cientistas e estudiosos também se interessaram pelo mistério, embora suas explicações não fossem menos inquietantes. Dr. Edward Forbes, um naturalista renomado, viajou de Londres para estudar as pegadas de perto. Ele mediu o comprimento, a largura e a profundidade das trilhas, comparando-as com espécies conhecidas de animais e aves. Mas nenhuma criatura conhecida podia corresponder à forma distinta, nem explicar o caminho errático que seguiam. Forbes teve que admitir que as pegadas eram diferentes de tudo o que ele já havia encontrado na natureza.

Apesar de inúmeros esforços para explicar as pegadas, o mistério apenas parecia se aprofundar. Alguns especularam que as trilhas eram obra de brincalhões, enquanto outros sugeriram que um evento meteorológico bizarro havia causado as marcas. No entanto, a escala das pegadas e seu comportamento inexplicável deixaram até as mentes mais racionais perplexas.

Dois homens inspecionando misteriosas pegadas em forma de casco do lado de fora de uma loja de pedra coberta de neve em uma vila inglesa de 1855.
O Sr. Samuel Barrett e um fazendeiro inspecionam as estranhas pegadas em forma de casco do lado de fora de uma loja de pedras, se perguntando como elas conseguem escalar as paredes.

Um Encontro Sobrenatural

Numa noite, enquanto a vila de Woodbury se reunia na taberna local, uma mulher idosa chamada Eliza Montague levantou-se para falar. Eliza era conhecida por seus contos vívidos, alguns a chamavam de contadora de histórias, outros de bruxa. Mas naquela noite, suas palavras carregavam um ar de verdade que silenciou a multidão.

“Eu vi,” sussurrou, sua voz tremendo com a idade e a memória. “O Diabo não é uma lenda. Ele anda entre nós.”

Suas palavras despertaram murmúrios entre os aldeões, mas Eliza insistiu em contar sua história.

“Era uma noite fria, há muitos anos, quando eu ainda era uma menina,” começou. “Eu estava voltando da floresta quando vi algo—não, alguém—à distância. Era um homem, alto e magro, mas havia algo de errado com ele. Ele usava uma capa que esvoaçava no vento, embora não houvesse vento para ser sentido. À medida que me aproximei, vi seus olhos—vermelhos, brilhando como brasas no escuro. Mas foram seus pés que mais chamaram minha atenção. Eles não eram pés de verdade, mas pezuñas divididas, como as de uma besta.”

A voz de Eliza vacilou ao relatar seu encontro, e os aldeões ouviram em silêncio atento. “Corri o mais rápido que minhas pernas podiam me levar, e quando olhei para trás, ele havia desaparecido. Mas juro a vocês, o que vi naquela noite foi real.”

Sua história se espalhou por Devon como um incêndio, alimentando a crença de que as pegadas eram obra do próprio Diabo. Mesmo os aldeões mais céticos não conseguiam afastar a imagem da figura com cascos que Eliza descreveu, e muitos começaram a carregar amuletos e cruzes para se proteger do mal.

A Marca do Diabo

Conforme mais avistamentos e histórias emergiam, os moradores ficaram cada vez mais desesperados por respostas. Numa noite, um grupo de homens locais, armados com tridentes e tochas, decidiu seguir as pegadas até a floresta. As trilhas os levaram profundamente na densa mata perto da vila de Exminster, onde poucos ousavam aventurar-se após o anoitecer.

Enquanto seguiam a trilha, uma estranha sensação de presságio caiu sobre eles. O ar ficou mais frio, e as árvores pareciam se fechar ao redor. As pegadas serpenteavam entre os troncos, escalando troncos caídos e desaparecendo em moitas. Mas justo quando os homens estavam prestes a voltar, chegaram a uma clareira.

No centro da clareira estava um antigo círculo de pedras, parcialmente coberto de neve. As pegadas levavam diretamente ao centro das pedras, onde abruptamente pararam. Não havia sinal de qualquer criatura, nem perturbação na neve além das próprias pegadas. Era como se o ser tivesse simplesmente desaparecido no éter.

Os aldeões se reuniram em torno de uma mulher idosa em uma taverna inglesa mal iluminada de 1855, enquanto ela contava uma história sobre uma figura de cascos fendidos.
Eliza Montague cativa os aldeões em uma taverna mal iluminada, narrando seu estranho encontro com uma figura de casco fendido na noite.

Um dos homens, um ferreiro chamado Thomas Harrington, aproximou-se das pedras cautelosamente. Ele havia ouvido histórias sobre esses locais antigos, lugares onde o véu entre o mundo humano e o sobrenatural era fino. À medida que se aproximava do centro, sentiu um calor estranho emanando do chão sob seus pés, embora o ar ao seu redor estivesse congelante.

Sem aviso, o chão tremeu, e um rosnado baixo e gutural ecoou pela clareira. Os homens recuaram com medo, mas antes que pudessem fugir, uma figura emergiu das sombras.

Diante deles estava uma figura alta e escura, encapuzada em sombra. Seus olhos queimavam com um fogo antinatural, e seus pés eram inconfundivelmente pezuñas. Os homens ficaram paralisados no lugar enquanto a figura levantava lentamente a mão, apontando para eles.

“Deixem este lugar,” rosnou a figura, sua voz como o estalo de chamas. “Vocês não pertencem aqui.”

Petrificados de medo, os homens se viraram e correram, abandonando suas tochas e ferramentas enquanto fugiam de volta para a vila. Quando retornaram, descobriram que as pegadas haviam desaparecido, como se tivessem sido apagadas da terra.

Um Legado de Medo

Após os eventos na floresta, o povo de Devon tornou-se ainda mais cauteloso. As estranhas ocorrências em torno das Pegadas do Diabo tornaram-se lenda, transmitidas de geração em geração. O círculo de pedras onde os homens encontraram a figura era evitado por todos, e ninguém ousava entrar na floresta à noite.

Estudiosos, cientistas e investigadores continuaram a estudar o mistério, mas ninguém jamais encontrou uma resposta definitiva. As teorias variavam desde fenômenos naturais até elaboradas farsas, mas nenhuma conseguia explicar a escala, a consistência e a natureza sobrenatural das pegadas. A lenda das Pegadas do Diabo tornou-se parte permanente do folclore de Devon, um lembrete de que alguns mistérios nunca estão destinados a ser resolvidos.

Embora as pegadas nunca mais tenham reaparecido, o medo que elas instilaram permanece. Até hoje, alguns afirmam ouvir sons estranhos na floresta à noite—passos de cascos que ecoam pelas árvores, como se o Diabo ainda percorresse a terra.

A história das Pegadas do Diabo pode nunca ter uma resolução clara, mas serve como um lembrete arrepiante de que, nos cantos silenciosos do mundo, existem forças além de nossa compreensão.

Um grupo de homens com tochas está parado diante de um antigo círculo de pedras em uma floresta escura, encarando marcas misteriosas semelhantes a patas.
Um grupo de homens se aproxima cautelosamente de um antigo círculo de pedras na floresta, onde as misteriosas pegadas de repente param, deixando-os inquietos.

Conclusão

A história das Pegadas do Diabo continua a fascinar e aterrorizar na mesma medida. Ela se destaca como um testemunho do poder do desconhecido, da força do folclore e do mistério duradouro do nosso mundo. Se as pegadas foram obra do Diabo, de um evento natural bizarro ou de uma farsa elaborada, a verdade permanece evasiva. Mas talvez seja isso que mantém a história viva—a possibilidade assombrosa de que alguns mistérios são grandes demais para serem compreendidos, e que nas sombras, algo além da nossa compreensão ainda espera.

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