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A Garota do Trem
Emma gazes out of the train window, lost in thought as the vibrant autumn landscape passes by. The warm sunlight filters through the glass, casting a reflective and serene mood, setting the stage for the mystery that is about to unfold.

Sobre a História: A Garota do Trem é um Realistic Fiction de united-kingdom ambientado no Contemporary. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Adults. Oferece Entertaining perspectivas. Um mistério arrepiante se desenrola a bordo de um trem, enquanto uma mulher arrisca tudo para proteger uma menina assustada de um homem perigoso.

Em uma manhã fria de outono, o mundo parecia desfocar enquanto Emma observava a paisagem pela janela do trem. As folhas haviam começado a se tornar tons vibrantes de laranja e vermelho, criando um belo contraste contra o céu pálido. Ela estava em seu trajeto habitual para o trabalho, com os pensamentos perdidos no ritmo das rodas sob seus pés, sem saber que naquele dia sua vida mudaria para sempre.

Nos últimos meses, Emma vinha pegando o trem das 7h30 da sua pequena cidade suburbana para a cidade. Era uma rotina à qual ela havia se acostumado, uma que achava estranhamente reconfortante. O trem era sua fuga, um breve alívio do barulho do mundo lá fora, um lugar onde ela podia pensar, sonhar e se maravilhar.

Hoje, no entanto, era diferente. Ela sentia uma tensão inexplicável no ar, como se algo estivesse prestes a acontecer. Não conseguia exatamente identificar o que era, mas havia uma sensação de antecipação que a deixava constantemente alerta. Enquanto olhava ao redor da vagão, notou alguns rostos familiares, outros passageiros que, como ela, haviam se estabelecido em seus rituais matinais de leitura, ouvir música ou olhar fixamente pela janela.

Foi então que ela a viu.

Uma garota, com no máximo dezesseis anos, sentada do outro lado do corredor. Seus olhos estavam arregalados e cheios de medo, as mãos tremendo enquanto apertava uma pequena mochila contra o peito. Ela parecia deslocada entre os ternos e malas, como uma criança perdida em um mar de adultos.

Emma não pôde deixar de olhar fixamente. Havia algo na garota, algo que a atraía, que a fazia querer estender a mão e perguntar se estava tudo bem. Mas ela hesitou. O que poderia dizer? Ela era apenas uma estranha no trem, afinal. E ainda assim, não conseguia afastar a sensação de que a garota precisava de ajuda.

O trem parou abruptamente na próxima estação, e Emma observou enquanto a garota olhava nervosamente ao redor do vagão, os olhos deslocando-se de um passageiro para outro. Foi então que Emma percebeu a hematoma no pulso da garota, apenas espreitando por debaixo da manga de seu suéter oversized. Seu coração deu um salto. Algo estava errado.

Uma adolescente nervosa, segurando uma mochila pequena, senta-se em frente a Emma no trem.
A jovem garota senta-se do outro lado do corredor, segurando sua mochila com força, o medo e a ansiedade evidentes em seu rosto.

Emma sentiu uma onda de urgência. Ela se levantou, caminhando lentamente pelo corredor, sua mente fervilhando de perguntas. A garota fugia de alguém? Estava em perigo? Mas antes que Emma pudesse alcançá-la, o trem avançou bruscamente, e a garota pulou de seu assento, correndo em direção à porta.

“Espere!” Emma chamou, mas a garota não parou. Ela atravessou a multidão, desaparecendo no próximo vagão. Emma correu atrás dela, empurrando passageiros confusos, o coração disparado no peito.

O trem agora passava rapidamente pelo campo, seu ritmo constante interrompido apenas pelo ocasional ranger das rodas nos trilhos. Emma seguiu a garota por vários vagões, sua mente girando com pensamentos sobre o que poderia estar acontecendo. Quem era essa garota? Por que ela estava fugindo?

Finalmente, Emma chegou ao final do trem. Ela abriu a porta e se encontrou na estreita plataforma entre os vagões. O vento chicoteava seu cabelo no rosto, e ela piscou contra o frio, os olhos procurando pela garota. Mas ela havia desaparecido. Emma se inclinou sobre a grade, olhando para os trilhos abaixo, esperando meio que ver o corpo da garota ali, mas não havia nada.

Ela havia sumido.

Por um momento, Emma apenas ficou ali, o som do vento e o rugido do trem enchendo seus ouvidos. Então, lentamente, ela se virou e voltou para dentro. Voltou para seu assento, os pensamentos girando com confusão e medo. Quem era aquela garota? E por que ela havia fugido?

Emma não conseguia afastar a imagem do rosto aterrorizado da garota de sua mente. Sabia que precisava fazer algo, mas o quê? Chamar a polícia? Informar o condutor? Mas o que ela poderia dizer? Ela nem sabia o nome da garota.

O resto da viagem passou em um borrão. Quando o trem finalmente chegou à estação da cidade, Emma desceu, ainda atordoada. Ela caminhou pelo movimentado terminal, sua mente repetindo os eventos da manhã uma e outra vez. Ela tinha que encontrar aquela garota. Tinha que saber o que estava acontecendo.

Nos dias seguintes, Emma se tornou obcecada com o mistério da garota no trem. Não conseguia parar de pensar nela, não conseguia afastar a sensação de que estava em perigo. Ela começou a pegar o mesmo trem todas as manhãs, esperando avistar outra vez. Mas a garota nunca apareceu.

Foi só uma semana depois que a busca de Emma tomou um rumo inesperado. Ela estava sentada em seu assento habitual, olhando pela janela, quando notou algo estranho. Um pedaço de papel estava escondido entre as almofadas do assento em frente a ela — o assento onde a garota havia estado. O coração de Emma disparou ao estender a mão para pegá-lo.

O papel estava amassado e rasgado, mas ela conseguia distinguir algumas palavras rabiscadas em uma escrita desordenada:

“Desculpe. Eu não queria magoar ninguém.”

Emma fixou o olhar na nota, a mente acelerada. O que isso significava? Quem era essa garota, e o que ela tinha feito?

Determineda a descobrir a verdade, Emma começou a investigar. Ela procurou reportagens de notícias, conversou com pessoas que poderiam conhecer a garota e até entrou em contato com a polícia. Mas ninguém parecia saber de nada. A garota continuava sendo um fantasma, uma presença fugaz no trem, assombrando os pensamentos de Emma.

Então, numa manhã, tudo mudou.

Emma estava sentada em seu assento habitual quando notou um homem observando-a do outro lado do vagão. Ele era alto e magro, com um rosto encurvado e olhos frios e calculistas. Havia algo nele que enviava um calafrio pela sua espinha. Ele a observava, inabalável, como se soubesse algo que ela não sabia.

Emma corre pelo corredor cheio de gente do trem, atrás da menina assustada, enquanto os passageiros observam.
Emma persegue a menina aterrorizada pelo corredor lotado do trem, a tensão aumentando a cada passo.

Nos dias seguintes, o homem apareceu em todas as viagens de trem. Sempre observando, sempre silencioso. Emma não conseguia afastar a sensação de que ele estava a seguindo, que sabia sobre a garota no trem. O pânico começou a se instalar. Ela não sabia quem era esse homem ou o que ele queria, mas sabia que estava em perigo.

Desesperada por respostas, Emma confidenciou-se com sua amiga, Rachel, que estava preocupada com seu comportamento errático ultimamente. Rachel a instou a ir à polícia novamente, mas Emma hesitou. Ela não tinha nenhuma prova concreta, apenas um pressentimento de que algo estava errado.

Mas então, numa noite, ao embarcar no trem para sua viagem de volta para casa, ela a viu. A garota. Ela estava sentada no fundo do vagão, a cabeça baixa, as mãos apertando aquela mesma pequena mochila.

O coração de Emma disparou enquanto se aproximava.

“Oi,” disse ela suavemente, sentando-se ao lado da garota. “Você está bem?”

A garota olhou para ela, os olhos cheios de lágrimas. “Eu não queria magoar ninguém,” sussurrou, a voz trêmula.

“O que aconteceu?” Emma perguntou gentilmente, colocando a mão no braço da garota.

A garota hesitou por um momento antes de falar. “Eu… eu fugi. Dele. Ele está me procurando.”

“Quem? O homem no trem?” O coração de Emma batia forte no peito.

A garota assentiu, os olhos arregalados de medo. “Ele é perigoso. Eu… eu tentei escapar, mas ele me encontrou.”

A mente de Emma girava. O homem a estava seguindo, observando-a, mas ele não estava atrás dela. Estava atrás da garota. Ela tinha que ajudá-la, mas como? O trem ainda estava em movimento, e elas estavam a quilômetros da estação mais próxima.

De repente, o trem parou bruscamente, e as luzes piscam. A garota ofegou, apertando a mochila com mais força. Emma olhou ao redor, o pânico crescendo no peito. O que estava acontecendo?

O trem parou com freios chiando, e as luzes se apagaram completamente, mergulhando-as na escuridão.

Emma e a menina se escondem entre os assentos de um vagão escuro, enquanto um homem sinistro procura nas proximidades.
Escondidas entre os assentos, Emma e a garota prendem a respiração enquanto o homem sinistro revista o vagão.

Por um momento, houve silêncio. Então, as portas no final do vagão rangeram abrindo, e Emma ouviu passos. Seu coração disparou enquanto se esforçava para ver na luz fraca.

O homem. Ele estava vindo para a garota.

“Fique quieta,” sussurrou Emma, segurando a mão da garota. “Precisamos nos esconder.”

Elas se agacharam entre os assentos, os corações batendo em uníssono. Os passos se aproximavam, ecoando pelo vagão. Emma prendeu a respiração, rezando para que o homem não as encontrasse.

Mas então, os passos pararam. Emma ousou espiar por cima do assento e viu o homem parado a poucos metros de distância, seus olhos frios escaneando o vagão. Ele sabia que elas estavam lá. Ele podia sentir.

A mente de Emma girava, procurando uma saída. Havia algo que poderia fazer, alguma maneira de distraí-lo. Seus olhos se voltaram para a alavanca de emergência perto da porta. Se ela pudesse apenas alcançá-la…

Antes que pudesse agir, a garota se levantou de repente.

“Não!” Emma sussurrou, mas já era tarde.

Os olhos do homem se fixaram na garota, um sorriso cruel se espalhando pelo rosto dele.

“Eu sabia que te encontraria,” disse ele, a voz baixa e ameaçadora. “Você não pode fugir de mim.”

A garota deu um passo para trás, as mãos tremendo. “Por favor,” implorou. “Apenas me deixe em paz.”

Mas o homem não parou. Ele deu um passo à frente, a mão estendendo-se para ela.

Nesse momento, algo se quebrou dentro de Emma. Ela não podia deixar isso acontecer. Não podia deixar que a garota fosse levada por esse monstro.

Sem pensar, ela saltou para a alavanca de emergência e a puxou com toda a força.

O trem avançou bruscamente, desequilibrando o homem. Ele tropeçou, sua mão perdendo a garota por centímetros.

“Corra!” Emma gritou, segurando a mão da garota e arrastando-a em direção à porta.

Elas correram pelo vagão, o homem logo atrás. O coração de Emma batia forte no peito enquanto alcançavam a porta no final do vagão. Ela a fechou com força atrás delas, trancando-a exatamente quando o homem a alcançou.

Mas ainda não estavam seguras.

Emma e a menina caminham ao longo de trilhos de trem escuros sob o céu noturno, olhando para trás com medo.
Emma e a garota caminham ao longo dos trilhos do trem, com o céu noturno pairando sobre elas enquanto fazem sua fuga.

O trem ainda estava em movimento, e o homem batia na porta, o rosto contorcido de raiva. Elas precisavam sair do trem, mas como? A próxima estação estava a quilômetros de distância.

“Vamos,” disse Emma, puxando a garota em direção à saída de emergência.

Elas desceram nos trilhos, o ar frio da noite mordendo sua pele. Emma olhou para trás, o rosto furioso do homem ainda pressionado contra a janela do trem.

Elas haviam escapado. Por enquanto.

Mas Emma sabia que não tinha terminado. A garota ainda estava em perigo, e o homem não pararia até encontrá-la novamente.

Enquanto caminhavam ao longo dos trilhos, Emma fez uma promessa silenciosa para si mesma. Ela protegeria essa garota. Não importava o que fosse necessário.

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