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A Feiticeira do Saara
A mesmerizing view of the Libyan Sahara at sunset, where a mysterious figure gazes over a tranquil oasis surrounded by golden dunes, setting the stage for an enigmatic tale.

Sobre a História: A Feiticeira do Saara é um Legend de libya ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Redemption e é adequado para Young. Oferece Cultural perspectivas. Uma aventura mística se desenrola nas areias implacáveis do Saara Libanês.

Na vasta Saara Líbio, um lugar de beleza implacável e perigo, uma lenda assombra os sussurros das fogueiras e ecoa em contos nômades. É a história de Zarah, a Bruxa do Saara, dita possuir poderes capazes de comandar as próprias areias. Alguns afirmam que ela guarda um tesouro tão antigo que precede as pirâmides, enquanto outros insistem que ela é uma protetora, mantendo afastado um mal que poderia consumir o mundo. Qualquer que seja a verdade, uma coisa é certa — aqueles que se aventuram em seu domínio raramente retornam.

Na vila de Al-Rimal, aninhada na beira das dunas, essa lenda era mais do que um conto; era um aviso. Entre seus habitantes, um jovem comerciante chamado Idris zombava dessas histórias, vendo-as como os temores de uma geração mais velha. Mas quando um encontro casual com um mapa misterioso sugeriu a localização da oásis onde se dizia que a Bruxa habitava, a curiosidade e a ambição despertaram uma faísca perigosa dentro dele.

O Chamado para a Aventura

Al-Rimal era uma cidade oásis onde a vida prosperava na borda do inóspito Saara. Seu povo sobrevivia com o comércio, trocando mercadorias com caravanas que passavam. Idris era conhecido como um comerciante habilidoso, com uma fome insaciável por riquezas e aventuras. Sua companheira mais próxima, Layla, era uma curandeira que equilibrava seu espírito imprudente com sua sabedoria.

Uma tarde, um comerciante desarrumado tropeçou na praça do mercado. Ele carregava consigo um mapa antigo, gasto e rasgado, que afirmava mostrar o caminho para uma oásis inexplorada no coração do deserto. "Esta oásis", resmungou o comerciante, "dizem que guarda um tesouro. Mas cuidado, pois ela está no domínio da Bruxa do Saara."

A multidão recuou com a menção da Bruxa, mas Idris ficou cativado. "Quanto pelo mapa?" ele perguntou, sua voz firme apesar dos murmúrios de desaprovação ao seu redor.

Layla o puxou para o lado. "Idris, você não está falando sério. Isso é uma missão tola. O deserto é implacável, e a Bruxa não é um mito."

"Todas as grandes fortunas exigem risco", respondeu ele, segurando o mapa. "Preciso ver por mim mesmo."

Na manhã seguinte, Idris partiu com seu camelo, deixando para trás os rostos preocupados dos aldeões — e a prece silenciosa de Layla por seu retorno seguro.

O Abraço do Deserto

O Saara era ao mesmo tempo deslumbrante e impiedoso. Dunas intermináveis se estendiam até o horizonte, suas tonalidades douradas mudando sob o sol escaldante. As noites traziam um silêncio inquietante, quebrado apenas pelos sussurros do vento.

Idris confiava nas estrelas e em seu mapa para guiá-lo. Os dias passavam, e o deserto o testava com seu calor incessante e água escassa. Ainda assim, ele continuava, movido pela promessa de tesouro. Pelo caminho, ele notou ocorrências estranhas — uma figura distante parada em uma duna em um momento, desaparecendo no próximo; rastros de animais que pareciam não levar a lugar algum; e sussurros que pareciam vir da própria areia.

Certa noite, enquanto descansava perto de seu fogo, uma rajada súbita apagou as chamas. Idris levantou a cabeça e viu uma figura encapuzada no topo de uma duna próxima. Ela ficava imóvel, observando-o. Quando piscou, desapareceu, deixando apenas o suave farfalhar do vento.

No dia seguinte, Idris chegou à oásis marcada no mapa. Cercada por palmeiras e alimentada por uma fonte cristalina, era um refúgio na desolação. Mas, ao se aproximar, ele sentiu uma sensação inabalável de presságio. Símbolos estranhos estavam gravados nas rochas ao redor da fonte, com significados desconhecidos.

Idris e Zarah junto a um poço no deserto, rodeados por palmeiras e antigas gravuras, em uma atmosfera tensa.
Idris confronta a enigmática Zarah em uma fonte no deserto, cercado por gravuras antigas e pelo misticismo do Saara.

A Aparição da Bruxa

Enquanto Idris se agachava para beber da fonte, uma voz, suave porém autoritária, o congelou no lugar. "Você não deveria estar aqui", disse ela.

Ele se virou para ver uma mulher parada a alguns passos de distância. Ela vestia túnicas fluidas que se misturavam perfeitamente com as areias do deserto, e seu rosto estava parcialmente velado. Seus olhos brilhavam suavemente, como brasas na escuridão.

"Quem é você?" perguntou Idris, sua voz mal um sussurro.

"Eu sou Zarah, guardiã desta terra", ela respondeu. "Você invadiu um lugar que não é destinado aos mortais. Vá agora, ou enfrente a maldição do Saara."

Apesar do aviso, Idris não conseguiu suprimir sua curiosidade — nem sua ganância. "Procuro o tesouro escondido aqui", disse ele. "Se você é sua guardiã, então me guie até ele."

O olhar de Zarah endureceu. "O tesouro que você procura não é o que você pensa que é. Muitos vieram antes de você, movidos pela ganância, e nenhum retornou."

Mas Idris não se deixou abater. Naquela noite, enquanto descansava perto da oásis, ele sonhou com riquezas douradas enterradas nas areias. Quando acordou, seu camelo havia desaparecido. Pegadas levavam para fora da oásis, em direção às dunas.

Idris se aproxima de uma esfera dourada e brilhante em uma caverna, enquanto Zarah o adverte, com sombras se elevando de forma ameaçadora.
Idris se aproxima da esfera dourada proibida em uma caverna iluminada, enquanto Zarah o avisa sobre as sombras que se erguem e o despertar de um antigo mal.

Descida para a Caverna

Determinado a não perder seu único meio de transporte, Idris seguiu as pegadas. Elas o levaram a uma fenda no chão, escondida entre as dunas. Olhando para dentro, ele viu um brilho fraco emanando de baixo.

Sem hesitar, ele desceu para a caverna. O ar estava fresco, e as paredes brilhavam com uma luz sobrenatural. Murais antigos adornavam a pedra, descrevendo batalhas entre humanos e seres sombrios. No centro da câmara havia um pedestal, e sobre ele repousava uma esfera dourada que pulsava com uma luz estranha.

Enquanto Idris se aproximava, Zarah apareceu mais uma vez. "Não toques nela", ela ordenou. "Esta esfera não é um tesouro, mas uma prisão. Ela contém um mal antigo que nunca deve ser libertado."

Mas Idris, consumido por seu desejo, ignorou seu aviso. No momento em que sua mão tocou a esfera, a caverna tremeu. Sombras eclodiram do artefato, se aglomerando em um ser monstruoso parecido com uma serpente, com olhos flamejantes.

Zarah e Idris enfrentam uma enorme serpente das sombras sob um céu estrelado, utilizando luz e encantamentos para combater a criatura.
Zarah e Idris unem seus poderes para enfrentar a monstruosa criatura das sombras sob o céu estrelado do deserto, enquanto a luz colide com a escuridão.

A Batalha pelo Deserto

A criatura rugiu, sua voz uma cacofonia de desespero e raiva. Ela se contorcia pela caverna, destruindo tudo em seu caminho. Zarah permaneceu firme, suas mãos tecendo padrões intrincados enquanto entoava encantamentos.

"Ajude-me a contê-la!" ela gritou para Idris, que estava paralisado de medo.

Percebendo a magnitude de seu erro, Idris obedeceu. Sob a orientação de Zarah, ele recitou uma oração antiga. Juntos, conseguiram enfraquecer a criatura, empurrando-a de volta para a esfera. Mas o esforço cobrou seu preço de Zarah, que desabou quando a besta foi finalmente selada.

A caverna começou a desmoronar. Idris carregou Zarah para fora, escapando por pouco enquanto o chão se fechava atrás deles.

Ao amanhecer no Saara, Idris e Zarah estão sentados em uma duna com um frasco de água, refletindo sobre o equilíbrio que conseguiram restaurar.
Ao amanhecer, Idris e Zarah encontram conforto e reflexão em uma duna de areia, com a beleza do deserto simbolizando redenção e o equilíbrio restaurado.

Redenção e o Presente

Enquanto o sol nascia, pintando o deserto com tons de ouro e carmesim, Idris cuidava das feridas de Zarah. "Fui um tolo", admitiu. "Pensei apenas em riquezas, não no custo."

Zarah, embora fraca, conseguiu um sorriso fraco. "Você viu a verdade agora. O deserto não é um lugar para a ganância. É um lugar de equilíbrio e respeito."

Antes de se separarem, Zarah deu a Idris um pequeno frasco de água da oásis. "Esta não é água comum", disse ela. "Ela tem o poder de curar e purificar. Use-a sabiamente, e talvez o deserto te perdoe."

Idris retornou a Al-Rimal um homem mudado. Ele compartilhou sua história, alertando outros sobre os perigos escondidos nas areias. Embora muitos descartassem seu conto como uma farsa, os aldeões notaram nele uma humildade e sabedoria recém-descobertas.

Epílogo: A Lenda Continua

A lenda da Bruxa do Saara continuou a crescer, tornando-se um conto contado para alertar aqueles que pudessem se aventurar demais no desconhecido. Quanto a Zarah, alguns dizem que ela ainda percorre o deserto, observando seus segredos, garantindo que o equilíbrio permaneça intacto.

O deserto, vasto e inflexível, permanece um lugar de mistério. Seus segredos estão enterrados sob as areias, guardados pelos ventos — e por uma mulher cuja história nunca será esquecida.

Ao amanhecer no Saara, Idris e Zarah estão sentados em uma duna com um frasco de água, refletindo sobre o equilíbrio que conseguiram restaurar.
Ao amanhecer, Idris e Zarah encontram conforto e reflexão em uma duna de areia, com a beleza do deserto simbolizando redenção e o equilíbrio restaurado.

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