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A Feiticeira de Morne Diablotin
A misty jungle landscape in Dominica, with the towering Morne Diablotin mountain shrouded in fog. The dense rainforest exudes a supernatural energy, as if unseen eyes are watching from the shadows—a perfect setting for the legend of the Witch of Morne Diablotin.

Sobre a História: A Feiticeira de Morne Diablotin é um Legend de dominica ambientado no Contemporary. Este conto Descriptive explora temas de Good vs. Evil e é adequado para Adults. Oferece Moral perspectivas. Nas profundezas da selva de Dominica, algumas lendas se recusam a permanecer enterradas.

**Alto acima do dossel esmeralda de Dominica, onde a névoa adere aos picos antigos como um véu espectral, está o imponente Morne Diablotin. É uma montanha falada em tons baixos, um lugar onde o vento uiva segredos para as árvores e os rios sussurram nomes esquecidos. Entre o povo da ilha, é mais do que apenas uma montanha — é um aviso.**

**Dizem que uma bruxa habita na névoa.**

**Por séculos, os aldeões têm advertido os viajantes para ficarem longe após o anoitecer, pois aqueles que se aventuram demais nunca retornam. Ou, se retornam, voltam mudados — com olhos vazios, assombrados, nunca mais os mesmos.**

**Muitos descartaram as histórias como folclore, do tipo passado por ancestrais temerosos. Outros, aqueles que ouviram os sussurros na selva, sabem melhor.**

**E assim começa nossa história, com um estudioso que busca respostas e uma aldeia que não ousa falar do passado.**

A Chegada do Erudito

Dr. Elias Mercer desembarcou da balsa, sentindo o peso do ar úmido pressionar contra sua pele. Portsmouth estava viva com o cheiro do mar, o papo dos comerciantes e o estrondo rítmico das ondas contra os cais de madeira.

Historiador e folclorista da Inglaterra, Elias havia passado anos perseguindo mitos, desvendando antigas histórias e juntando verdades escondidas sob camadas de superstição. Mas Morne Diablotin... era diferente. As lendas que cercam a montanha falavam de uma maldição, uma presença, algo real.

**E ele precisava vê-la com seus próprios olhos.**

Enquanto caminhava pela aldeia, olhos o seguiam. Alguns curiosos, outros cautelosos. Ele era um forasteiro — sua camisa de linho impecável e bolsa de couro marcavam-no como alguém que não pertencia ali.

Na pousada local, conheceu Madame Celeste, uma anfitriã idosa de olhos escuros e saberosos. Ela colocou uma tigela de caldo de peixe fumegante diante dele, mas disse pouco quando ele perguntou sobre a bruxa.

"Algumas histórias não devem ser perturbadas, monsieur," murmurou ela, apertando o terço ao redor do pescoço. "Nem por você. Nem por ninguém."

**Mas Elias havia ido longe demais para voltar atrás agora.**

Naquela noite, encontrou Jules Baptiste, um guia local que concordou — relutantemente — em levá-lo pelas encostas inferiores da montanha.

"Uma coisa é ir," disse Jules, voz baixa. "Outra é voltar."

A Sombra na Névoa

Dr. Elias Mercer e Jules Baptiste estavam caminhando pela densa e nebulosa floresta tropical, movendo-se com cautela enquanto olhos invisíveis os observavam.
Dr. Elias Mercer, um pesquisador determinado, e Jules Baptiste, um cauteloso guia local, percorrem a densa floresta tropical de Morne Diablotin. A selva é estranhamente silenciosa, e algo invisível parece espreitar na neblina, observando cada um de seus movimentos.

Quanto mais eles subiam, mais silenciosa a selva se tornava. Os chamados habituais dos pássaros e o canto dos insetos davam lugar a um silêncio inquietante.

Jules caminhava à frente, sua machete cortando a vegetação densa, mas seus olhos constantemente se desviavam para as árvores.

"Você sente isso?" perguntou Elias, enxugando o suor da testa.

Jules parou, mas não se virou. "Você não deveria fazer tais perguntas."

Eles chegaram a uma clareira e, no centro, estava uma velha cabana abandonada, semiesfregada em hera. O telhado de palha havia cedido há muito ao vento e à chuva, e o musgo grudava nas suas vigas de madeira.

"É aqui que ela vivia," disse Jules, com a voz quase um sussurro.

Elias avançou, passando os dedos sobre a madeira apodrecida. "Quem era ela?"

Jules hesitou antes de responder. "O nome dela era Isabelle Montrose. Uma curandeira, antes. Alguns dizem que era uma bruxa. Os aldeões..." Ele exalou, sua expressão ficando mais sombria. "Eles a prejudicaram."

**Antes que Elias pudesse perguntar mais, Jules ficou rígido.**

Seus nós dos dedos brancos ao redor do cabo da machete. "Alguém está nos observando."

Elias sentiu também — aquela sensação inconfundível de olhos invisíveis nas árvores. A selva estava viva com uma presença, algo além do véu da névoa.

**Então—**

Uma risada. Suave. Feminina.

Veio de todo lugar e de nenhum ao mesmo tempo.

**E, como assim, o ar ficou frio.**

A Maldição de Isabelle Montrose

Uma cabana abandonada no coração da selva dominicana, envolta em vinhas e musgo, com uma figura feminina fantasmagórica mal visível na névoa.
Uma velha e deteriorada cabana se esconde nas profundezas da selva, sua estrutura quase engolida por cipós e pela passagem do tempo. O silêncio inquietante é denso, e na névoa, uma figura espectral e sutil parece flutuar próxima às ruínas—observando, aguardando.

Jules segurou o braço de Elias. "Temos que ir. Agora."

Elias hesitou. Cada instinto dentro dele gritava para ficar, para ver. Mas a urgência de Jules era contagiante.

Eles correram, seus passos engolidos pela terra úmida. A névoa engrossava, enrolando-se ao redor deles como dedos invisíveis. Elias jurou ter ouvido passos que não eram os deles.

Quando alcançaram as encostas inferiores, Jules parecia abalado. Ele não falou novamente até retornarem à aldeia, sentados na mesa de madeira da pousada, as mãos tremendo.

Madame Celeste viu seu rosto e suspirou. Ela se sentou do outro lado de Elias, olhos carregados de velhas memórias. "Você não vai parar até descobrir a verdade," disse ela.

Elias inclinou-se para frente. "Conte-me."

Ela assentiu lentamente.

**Isabelle Montrose havia sido uma curandeira, conhecida por seus remédios. Os aldeões a procuravam para tudo — doenças, fertilidade, proteção contra espíritos.**

**Mas quando o filho do governador adoeceu e morreu sob seus cuidados, os sussurros começaram.**

*Bruxa. Assassina.*

**O medo é uma coisa poderosa. Transforma corações gratos em cruéis.**

**Uma noite, os aldeões arrastaram Isabelle de sua casa. Amarraram-na a uma árvore de algodão-seda ancestral e a deixaram lá, sozinha, sob a lua cheia.**

**Pela manhã, ela havia desaparecido.**

**E então as mortes começaram.**

**Um a um, aqueles que participaram de seu castigo desapareceram. Alguns foram encontrados no rio, afogados, com os rostos contorcidos de terror. Outros vagaram pela selva e nunca mais foram vistos.**

**Os que sobreviveram falaram de sussurros na névoa.**

**De risadas de mulher.**

A Bruxa Desperta

O Dr. Elias Mercer enfrenta a figura espectral de Isabelle Montrose à sombra do antigo pé de algodão-seda, seus olhos escuros e a mão erguida transmitem um presságio sombrio.
Dr. Elias Mercer permanece paralisado diante da lendária árvore de seda enquanto a figura espectral de Isabelle Montrose surge da névoa. Seus olhos sombrios e vazios, junto com a mão levantada, emitem um poder sobrenatural avassalador enquanto ela se prepara para desferir sua ira.

Elias não conseguiu dormir naquela noite.

Muito depois da meia-noite, ele deixou a aldeia, lanterninha na mão.

A selva o recebeu com demasiada facilidade. Os sons habituais da vida haviam retornado, mas por baixo deles havia algo mais — algo que ouvia.

Ele alcançou a árvore de algodão-seda. Suas raízes massivas se enrolavam como os dedos de um deus antigo. O vento agitou seus ramos, sussurrando em uma língua mais velha que o tempo.

**Então—**

Ela apareceu.

Uma figura emergiu da névoa. Isabelle Montrose, ou o que restava dela. Seu rosto estava pálido como osso, seus olhos vazios e negros, seu cabelo um rio de noite.

**Ela não caminhava.**

**Ela flutuava.**

Elias não conseguia se mover.

"Você busca respostas," ela sussurrou, sua voz como folhas farfalhando. "Mas o conhecimento é um fardo."

Ele tentou falar, pedir desculpas pelo que foi feito, mas sua garganta se fechou enquanto o vento uivava ao seu redor.

Ela levantou a mão—

**E o mundo desabou em escuridão.**

Uma Nova Lenda

O Dr. Elias Mercer está inconsciente ao pé do Morne Diablotin, enquanto Jules Baptiste e Madame Celeste observam com medo e tristeza.
Ao pé do Morne Diablotin, Elias Mercer jaz imóvel, seus olhos escuros e cheios de uma energia sobrenatural. Jules Baptiste e Madame Celeste estão à sua frente, suas expressões marcadas pelo terror, percebendo que ele foi para sempre transformado pelo que encontrou na selva.

Elias acordou ao pé da montanha, dias depois.

Jules e Madame Celeste o encontraram, delirante, murmurando em uma língua que não era a dele. Seus olhos estavam escuros, sua pele fria, mesmo sob o sol tropical.

**Ele não falou sobre o que havia visto.**

**Mas nunca saiu de Dominica.**

Até hoje, dizem que ele perambula pela selva, sussurrando para o vento. Escutando vozes que só ele pode ouvir.

Alguns acreditam que ele se tornou parte da lenda.

Outros dizem que ele está observando, esperando pela próxima alma tola o suficiente para buscar a Bruxa de Morne Diablotin.

**E se você algum dia se encontrar perto daquele pico amaldiçoado—**

Cuidado.

**Algumas histórias nunca devem ser perturbadas.**

Fim.

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