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A Companhia dos Lobos
The young girl in her striking red cloak ventures cautiously into the foreboding, snow-laden forest. Shadows loom large as the ancient trees seem to watch her every step, while a quiet tension fills the air, signaling danger ahead.

Sobre a História: A Companhia dos Lobos é um Fairy Tale de ambientado no Medieval. Este conto Dramatic explora temas de Courage e é adequado para Adults. Oferece Entertaining perspectivas. Um encontro assustador com lobos que caminham na linha entre o homem e a besta.

Na densa e ameaçadora natureza onde o frio sopro do inverno reinava, havia uma pequena aldeia cercada pela floresta escura. Cada morador sabia que as matas não eram lugar para os inocentes. Além das árvores retorcidas e dos caminhos sombreados, vagavam os lobos. Não eram lobos comuns—eram criaturas de mito, com olhos que brilhavam com inteligência sobrenatural e uivos que ressoavam pela noite como um aviso aos vivos.

Era uma vez uma menina que vivia nessa aldeia. Ela era jovem, corajosa e tão bela quanto as flores silvestres que despertavam na neve durante a primavera. Sua família a alertava sobre os perigos que espreitavam na floresta, especialmente quando os lobos estavam à solta. “Fique longe das matas,” diziam elas. “E nunca desvie do caminho. Os lobos são mais do que aparentam.”

Mas essa menina, vestindo sua capa vermelha como um ponto brilhante no meio da paisagem coberta de neve, acreditava não ter medo. Ela tinha ouvido histórias de lobos que se transformavam em homens, de homens que eram lobos de coração, e como eles não deixariam de nada para atrair garotas jovens para seus esconderijos. Ainda assim, a atração da floresta era forte.

Em um dia frio, sua avó a enviou em uma tarefa. O caminho que ela deveria seguir passava pelo coração da floresta. A mãe da menina a lembrou mais uma vez: “Cuidado com os lobos, meu filho, pois se eles te pegarem, não te deixarão ir.”

Com sua cesta na mão, ela entrou na floresta de inverno, as sombras se aprofundando enquanto o sol começava a se pôr atrás das árvores imponentes. A neve crocante sob suas botas e o vento trazia o cheiro de pinho e algo mais sombrio. Ela apertou sua capa vermelha, sentindo um frio que não tinha nada a ver com o inverno.

Os Lobos de Antigamente

Uma floresta escura e sinistra, com o solo coberto de neve, onde lobos de olhos brilhantes espreitam nas sombras.
Lobos com olhos brilhantes espreitam nas sombras de uma floresta escura e coberta de neve, sua presença é um perigo constante.

Muito antes da menina pisar na floresta, havia histórias sobre lobos. Não eram meros animais, mas bestas que caminhavam na linha tênue entre o homem e o monstro. Moviam-se com a graça de predadores, com pelagem escura como a meia-noite e olhos que brilhavam como brasas. Os aldeões sussurravam que eles já haviam sido homens—caçadores ou viajantes que se aventuraram demais nas matas profundas e foram amaldiçoados por alguma magia sombria, presos para sempre nos corpos de lobos.

Cada lobo nessas histórias era mais do que um predador; era uma personificação da própria floresta—selvagem, indomável e faminta. Não eram regidos pelas regras dos homens e viviam de acordo com seu próprio código primal. Alguns diziam que os lobos podiam alternar entre a forma humana e a animal, assumindo a forma que melhor atendia às suas necessidades. Sempre havia um aviso embutido nessas histórias: nenhuma garota, por mais corajosa que fosse, deveria confiar em um estranho no caminho pela floresta, pois mesmo o viajante de aparência mais inocente poderia ser um lobo disfarçado.

Na aldeia, a menina havia ouvido essas histórias muitas vezes. No entanto, elas não a assustavam como deveriam. Ela acreditava no que podia ver—o sol brilhando, a madeira robusta da casa de sua família, o calor do fogo crepitando na lareira. Lobos eram lobos, nada mais. Ela os via de longe, suas formas elegantes movendo-se entre as árvores. Perigosos, talvez, mas não místicos.

E assim, enquanto caminhava mais fundo na floresta, ela permanecia destemida. As árvores se apertavam, seus ramos nus como mãos esqueléticas contra o céu. O vento assobiava pelas frestas, e as sombras se moviam. Contudo, havia algo mais. Uma presença.

O Estranho no Caminho

Um estranho misterioso em um casaco de pele, com dentes afiados, sorri de maneira sinistra para a garota na floresta nevada.
O misterioso estranho, com dentes afiados à vista, está próximo da jovem garota cautelosa em um caminho florestal coberto de neve.

O caminho se contorcia e virava, e de repente, de uma curva, apareceu um homem. Ele era alto, vestindo um casaco grosso de pele, seu rosto meio oculto sob um capuz. Seu sorriso era largo demais, seus dentes afiados demais, mas sua voz era suave como veludo.

“Bom dia, jovem senhora,” cumprimentou-o, inclinando-se ligeiramente. “O que a traz ao coração da floresta em uma noite tão fria?”

A menina, embora cautelosa, respondeu educadamente. “Estou visitando minha avó, que mora do outro lado das matas.”

“Uma tarefa nobre,” respondeu o estranho, seus olhos brilhando. “Mas certamente, você sabe que é perigoso viajar por esses caminhos sozinha. Os lobos estão sempre observando.”

“Não tenho medo de lobos,” disse ela, com a voz firme, embora seu coração batesse mais rápido.

O homem riu suavemente. “Palavras corajosas para alguém tão jovem. Mas tenha cuidado. Os lobos podem estar mais perto do que você imagina.”

Ele se aproximou dela, sua respiração formando névoas no ar frio. Seus olhos pareciam cintilar, as íris brilhando levemente. Havia algo na maneira como ele se movia, fluido e silencioso, como uma sombra deslizando entre as árvores.

Sem mais uma palavra, ele se virou e desapareceu na floresta, deixando a menina sozinha no caminho. Ela sentiu um calafrio percorrer sua espinha, mas o ignorou. Lobos ou não, ela tinha que continuar.

A Toca dos Lobos

Dentro de uma cabana mal iluminada, a garota fica em choque ao perceber que a figura na cama é o homem-lobo disfarçado.
A menina entra na cabana sinistra e percebe que a figura na cama não é sua avó, mas o lobo-homem disfarçado.

À medida que o sol se punha e a floresta se escurecia, a menina finalmente chegou à casa de sua avó, uma pequena e aconchegante cabana aninhada entre as árvores. Ela bateu, mas não houve resposta. Empurrando a porta, ela entrou. O fogo estava diminuindo, projetando longas sombras pelo cômodo.

“Vovó?” chamou, mas só havia silêncio.

Ela se dirigiu em direção à cama, a figura sob os cobertores estranhamente imóvel. À medida que se aproximava, uma sensação de desconforto se instalou. A figura se mexeu, e os cobertores deslizaram para revelar um rosto—não o da avó, mas o estranho do caminho, com os olhos brilhando em amarelo na luz fraca.

“Surpresa?” perguntou ele com um sorriso repleto de dentes afiados.

A menina recuou, o coração acelerado. “Onde está minha avó?”

“Ela está segura,” respondeu o homem-lobo. “Por enquanto.”

Ele se levantou da cama, seus movimentos lentos e deliberados, como um predador à caça de sua presa. “Você não deveria ter entrado na floresta sozinha,” disse, com a voz baixa e perigosa. “Mas agora que está aqui, podemos nos divertir um pouco.”

Naquele momento, a menina entendeu as histórias que sua mãe lhe contara, os avisos sobre lobos disfarçados de homens. A criatura diante dela não era meramente um homem, nem totalmente um lobo, mas algo entre os dois—algo mais perigoso do que qualquer deles.

Ela se virou e correu, mas o homem-lobo era mais rápido. Ele agarrou seu braço, puxando-a de volta para si. Seus olhos brilhavam de fome, e seu hálito era quente contra sua pele.

“Você não pode escapar,” sussurrou. “Uma vez que os lobos te marcam, nunca te soltarão.”

O Coração da Besta

A garota segura uma faca, encarando o homem-lobo que rosna em um dramático confronto final dentro da cabana.
A confrontação final entre a jovem e o homem-lobo, ambos prontos para atacar à luz tremeluzente da fogueira.

Mas a menina não estava sem força. Ela havia crescido à sombra da floresta, e embora tivesse sido alertada sobre os lobos, não estava indefesa. Ela alcançou sua cesta e tirou a faca que havia trazido, a lâmina brilhando à luz do fogo.

Os olhos do homem-lobo se arregalaram por um momento, mas então seu sorriso retornou. “Você acha que essa pequena lâmina pode me parar?”

Com um movimento rápido, a menina o atacou, a faca cortando seu casaco. Ele rosnou, recuando, e pela primeira vez, ela viu a besta dentro dele. Sua pele ondulava, pelos surgiam em seus braços, seus dentes se alongavam em presas. Ele já não estava mais fingindo ser humano.

Mas a menina não vacilou. Ela ficou em pé, com a faca firme em sua mão.

O homem-lobo investiu sobre ela, mas ela foi rápida, esquivando-se de seu ataque. Ela golpeou novamente, e desta vez, a lâmina encontrou seu alvo. O homem-lobo uivou de dor, cambaleando para trás.

“Você não pode me derrotar,” rosnou, mas havia um lampejo de incerteza em seus olhos.

A menina sorriu, seus olhos intensos. “Veja por si mesma.”

Com um golpe final, ela cravou a faca no coração do homem-lobo. Ele soltou um último uivo estridente e então caiu, seu corpo tremendo antes de finalmente silenciar.

A menina ficou sobre ele, sua respiração vindo em ofegantes curtos. A floresta estava silenciosa, o único som sendo o crepitar do fogo na lareira. Ela havia conseguido—enfrentou o lobo e sobreviveu.

Ela olhou para a porta, meio esperando que outro lobo aparecesse, mas havia apenas a quietude da noite. Sua avó estava segura, e ela também. Mas, ao sair da cabana, não conseguiu afastar a sensação de que os lobos ainda estavam observando, esperando pela próxima oportunidade.

A menina caminhou de volta pela floresta, sua capa vermelha brilhando contra a neve. Ela havia aprendido uma lição difícil no coração das matas, uma que nunca esqueceria. Os lobos estavam sempre ali, espreitando nas sombras, e nunca parariam de caçar.

Mas ela nunca pararia de lutar.

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Cantinho do leitor

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SO

sofii

out 22, 2024
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80 out of 5 stars

nice

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