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Sobre a História: A Cailleach é um Myth de ireland ambientado no Ancient. Este conto Descriptive explora temas de Courage e é adequado para All Ages. Oferece Moral perspectivas. Uma deusa antiga, uma jornada perigosa e a luta para restaurar o equilíbrio.
Nas paisagens varridas pelo vento da Irlanda, onde a terra encontra o céu em penhascos acidentados e colinas verdes ondulantes, existe uma história tão antiga quanto o próprio tempo. Ela é sussurrada pelo vento, carregada pelos vales e esculpida nas pedras que pontilham o campo acidentado. Esta é a história da Cailleach, a bruxa encoberta do mito gaélico. Ela é uma força da natureza, uma divindade de beleza selvagem e poder indomado, guardiã do equilíbrio entre a criação e a destruição. Sua história se entrelaça com a vida dos mortais, testando-os, moldando-os e lembrando-os do vínculo delicado entre a humanidade e o mundo natural.
Na vila de Gleann Na Gaoithe, onde as colinas se erguem abruptamente nas brumas, começou uma dessas histórias — a história de uma jovem, uma relíquia esquecida e a ira de um ser ancestral.
Gleann Na Gaoithe era um lugar de simplicidade, seu povo acostumado ao ritmo das estações. Agricultores lavravam o solo teimoso; pescadores aventuravam-se no mar inquieto; crianças brincavam à sombra de pedras eretas mais antigas que qualquer memória. Diziam que essas pedras marcavam o caminho da Cailleach, uma deusa que havia moldado a própria terra com seu cajado. As lendas contavam que onde seu cajado tocava o chão, rios nasciam, e onde ela descansava, montanhas se erguiam. Niamh, uma jovem com um espírito tão inquieto quanto o mar, era atraída por essas pedras antigas. Passava seus dias cuidando das ovelhas de sua família, suas noites tecendo histórias para as crianças da vila e sonhando com o mundo além do vale. Mas seus sonhos foram interrompidos uma noite por uma visão — uma figura envolta em sombras, chamando seu nome. Na manhã seguinte, Niamh aventurou-se até as pedras eretas no morro. O ar estava pesado com uma promessa não dita, e o vento sussurrava segredos que ela não conseguia decifrar. Ao pisar entre as pedras, o mundo pareceu mudar. O céu escureceu, o vento parou, e uma figura emergiu das sombras — uma mulher envolta em mantos cinza-tempestade, com cabelos como um emaranhado de nuvens brancas como a neve. A figura era a própria Cailleach, sua presença tanto majestosa quanto aterradora. Seus olhos, como poços profundos de inverno, carregavam o peso dos séculos. “Você caminha sobre minha terra, criança,” disse ela, com uma voz semelhante ao estrondo de um trovão distante. Niamh caiu de joelhos, tremendo, mas sem conseguir desviar o olhar. “Não quis causar mal, minha senhora,” sussurrou ela. “Apenas busquei conhecer as histórias antigas.” A Cailleach a observou, um lampejo de diversão cruzando seu rosto. “A curiosidade é uma coisa perigosa. Pode levar à sabedoria — ou à ruína. Mas você despertou algo, garota. O equilíbrio desta terra foi perturbado, e eu estou obrigada a restaurá-lo. Sua vila sentirá o peso da minha ira a menos que você consiga consertar as coisas.” Antes que Niamh pudesse responder, a Cailleach desapareceu, deixando apenas o aroma de sal e geada. Os dias que se seguiram foram marcados por desconforto. Tempestades avançaram do mar, açoitando a vila com chuvas incessantes e ventos que uivavam como banshees. Os pescadores não podiam mais aventurar-se nas ondas, e os campos estavam alagados e estéreis. Os moradores sussurravam sobre maldições e deuses antigos, lançando olhares cautelosos para Niamh, que havia sido vista perto das pedras eretas. Sobrecarregada pela culpa e pelo medo, Niamh retornou às pedras, buscando respostas. Encontrou oferendas deixadas por gerações de habitantes da vila: pequenos tokens de respeito à Cailleach — grãos, esculturas e guirlandas tecidas. Em desespero, Niamh adicionou sua própria oferenda, um amuleto de madeira flutuante incrustado com prata, uma relíquia familiar que carregava desde a infância. Naquela noite, Niamh sonhou com a Cailleach. A deusa apareceu em meio a uma tempestade em redemoinho, sua voz ecoando com autoridade. “O Coração do Inverno reside em meu domínio, uma relíquia de equilíbrio e poder. Encontre-o, e talvez você ainda possa salvar seu povo. Mas o caminho é perigoso e o preço é alto.” Determined to save her village, Niamh set out at dawn. Her path led her beyond the familiar hills, into the untamed wilderness of Ireland. The journey tested her resolve at every step. She crossed boggy moors that seemed to swallow her boots and climbed cliffs that left her breathless. Sua determinação em salvar a vila a levou a partir ao amanhecer. Seu caminho a conduziu além das colinas familiares, para a natureza selvagem da Irlanda. A jornada testou sua determinação a cada passo. Ela atravessou matagais pantanosos que pareciam engolir suas botas e escalou penhascos que a deixaram sem fôlego. Sua jornada foi marcada por encontros com criaturas estranhas e maravilhosas. Uma raposa de olhos flamejantes apareceu para ela uma noite, guiando-a com segurança por uma floresta densa. Um cervo ancestral com galhadas que brilhavam como geada observava-a à distância, seu olhar tanto conhecedor quanto insondável. Figuras sombrias sussurravam seu nome na escuridão, suas vozes cheias de tanto ameaça quanto anseio. Através dessas provações, Niamh se apegava à memória de sua vila e aos avisos da Cailleach. Ela seguia os ecos tênues de uma canção antiga, uma melodia que parecia guiar seus passos em direção à relíquia que buscava. Após semanas de viagem, Niamh alcançou o coração do domínio da Cailleach — um lago congelado cercado por picos dentados. Em seu centro, erguia-se um altar de pedra antiga, reluzindo com geada. Sobre ele repousava o Coração do Inverno, um cristal brilhante pulsando com uma luz interna. Ao pisar no gelo, uma figura emergiu das neblinas — um homem envolto em peles de lobo, seu rosto escondido sob um capuz. Sua voz era profunda e ressonante, carregando o peso da autoridade. “Para reivindicar o Coração, você deve me responder isto: Qual é a verdadeira natureza do poder?” Niamh hesitou, sua respiração formando névoa no ar gelado. Ela pensou nas tempestades que devastaram sua vila, no equilíbrio de que a Cailleach havia falado. “O poder não é apenas a força para destruir,” disse ela finalmente. “É a capacidade de proteger, nutrir e restaurar.” O guardião do Coração a observou por um longo momento antes de acenar com a cabeça. “Você entende. O Coração é seu, mas seu poder vem com um preço. Use-o sabiamente.” Com o Coração do Inverno em suas mãos, Niamh iniciou sua jornada de volta para casa. A luz da relíquia parecia protegê-la do pior dos elementos, mas seu peso era um lembrete constante do fardo que agora carregava. Quando retornou a Gleann Na Gaoithe, as tempestades tinham atingido seu ápice. Ondas batiam contra os penhascos e o vento rasgava os telhados de palha das cabanas. Os moradores se reuniram na praça, seus rostos cheios de desespero. Diante deles, Niamh levantou o Coração do Inverno. Sua luz se espalhou como os primeiros raios da aurora, iluminando a vila e dissipando as nuvens de tempestade. Os ventos amainaram, o mar se acalmou e um calor suave retornou ao ar. Os moradores caíram de joelhos, murmurando preces de gratidão e admiração. Naquela noite, enquanto Niamh descansava, a Cailleach apareceu para ela mais uma vez, desta vez em uma visão de força tranquila. “Você fez bem, criança,” disse ela, sua voz já não tão áspera, mas impregnada de uma sabedoria sombria. “O Coração restaurou o equilíbrio da terra, mas agora você é sua guardiã. Sua vida está ligada a ele, assim como a minha sempre esteve ligada a esta terra.” Niamh acordou com uma profunda compreensão de seu papel. A Cailleach não era simplesmente uma deusa das tempestades e da destruição, mas uma guardiã do equilíbrio. Seu poder era tanto uma bênção quanto um fardo, um lembrete da conexão da humanidade com a terra. Com o passar dos anos, a história de Niamh tornou-se lenda. As pedras eretas carregavam seu nome, e os ventos que varriam o vale levavam sussurros de sua jornada. Mas para Niamh, o conto não era apenas uma história — era uma vida eternamente entrelaçada com a terra que ela havia salvo, um legado que perduraria enquanto as colinas e o mar existissem.Sussurros no Vento
O Aviso da Cailleach
A Tempestade Desencadeada
Na Natureza Selvagem
O Lago Congelado
O Retorno
A Guardiã do Equilíbrio